Imagem de leitura — Cliff Rowe

21 07 2014

 

 

Cliff Rowe (1904-1989) «Street Scene Kentish Town » 1931Cena de rua no condado de Kent, c. 1931

Cliff Rowe (Inglaterra, 1904-1989)

óleo sobre placa, 61 x 91 cm

Tate Gallery, Londres





Trova do uniforme

20 07 2014

 

 

???????????????????????????????Irmão Metralha consulta um atlas à procura do tesouro do tio Patinhas, ilustração Walt Disney.

 

Que elegante está você!

Este pijama é perfeito!

Só não entendo porque

tantos números no peito!???

 

 

(José Ouverney)





Lembranças da adolescência: Ponson du Terrail

19 07 2014

 

 

Setefan Eckert Bibliothèque 2, gouache sur papier,Biblioteca

Stefan Eckert (Alemanha, contemporâneo)

guache sobre papel

 

 

Hoje, graças a um pequeno texto de Ary Band na página do Movimento por um Brasil Literário para o painel Ler, levar a ler, defender o direito de ler literatura, da Feira de Livros de Santa Teresa [FLIST] aqui no Rio de Janeiro, eu me encontrei sorrindo. Não é sempre que isso acontece quando se trata de um texto sobre o incentivo à leitura, mas nessa ocasião pude relembrar algumas leituras minhas que estavam esquecidas nas gavetinhas da memória da pré-adolescência. Assim como eu, Ary Band se encantou com as aventuras de Rocambole, herói adolescente do escritor francês Pierre Alexis, Visconde de Ponson Du Terrail.

Minha introdução a Rocambole foi feita através da Biblioteca Municipal do bairro onde morávamos aqui no Rio de Janeiro, um local que foi uma eterna fonte para as surpresas mais extravagantes no campo da leitura. Essa biblioteca não tinha na época muitos livros novos, mas tinha uma enorme quantidade de livros usados, com 10 a 20 anos de existência ou mais, muito bem conservados, que podíamos pegar emprestado por 15 dias. Ela foi uma mina inesgotável de aventuras literárias para mim, meus primos e alguns amigos, todos nós conhecidos frequentadores. Hoje, um supermercado ocupa o espaço dessa antiga biblioteca, que foi para um local de menor trânsito pedestre e moribunda, encontra-se dirigida por alguém que se encostou no emprego esperando a chegada da aposentadoria pelo governo. Pena…

 

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Foi só muito mais tarde, mais de uma década à frente, que vim saber da importância de Ponson Du Terrail no desenvolvimento dos romances de aventuras e de mistério;  e que seu personagem Rocambole havia sido tão influente no mundo das letras que sozinho gerara uma palavra que hoje existe em muitas línguas: rocambolesco, uma aventura cheia de peripécias.

Mais alguém por aqui, fã de Ponson Du Terrail?





Minutos de sabedoria: António Pinto Ribeiro

19 07 2014

 

 

ai Suijyo, 2010, acrilica, possibilidades infinitasBiblioteca com céu estrelado, 2010

Ai Suijyo (Japão, contemporâneo)

acrílica

Otaku Mode

 

 

“Um intelectual europeu da minha geração leu os franceses, os ingleses e os americanos. Um africano ou mexicano intelectual leu todos esses e ainda aquilo que eles próprios produziram em seus países. Então, há uma mais-valia em relação à tradição europeia.”

 

 

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 António Pinto Ribeiro





Imagem de leitura — C. Michael Dudash

19 07 2014

 

 

C. Michael DudashO estúdio de Valerie

C. Michael Dudash (EUA, 1952)

óleo sobre tela, 75 x 108 cm

www.cmdudash.com





Irmãos…

17 07 2014

 

 

Zinaida Serebryakova,Garotos, 1919Garotos, 1919

Zinaida Serebriakova (Ucrânia, 1884-1967)

óleo sobre tela

 

Dizem que não há dor maior do que a da morte de um filho. Deve ser verdade. Mas a dor de quem perde um irmão é muito grande também, porque irmãos são as nossas referências de vida. Em circunstâncias normais eles foram os cúmplices de travessuras. Além disso eles nos mostram as variadas interpretações da mesma educação, do mesmo lar, dos mesmos pais. Muitos são nossos melhores amigos, aqueles que defendemos dos outros, que aprendemos a proteger. Irmãos são aqueles com quem conseguimos nos comunicar sem trocar palavras; com quem dividimos memórias da infância; percepções sobre outros, parentes, vizinhos, amigos. São aqueles com quem implicamos e que amamos profundamente. Eles são a nossa introdução à diversidade, a opiniões, gostos, maneiras de viver diferentes das nossas.  São os únicos que se dão ao direito de nos criticar e que, por mal ou bem, ouvimos. Irmãos são aqueles que são sempre chamados pelo nome do outro, quando os pais se confundem; são também aqueles a quem nomeamos quando algo mal feito foi descoberto: “Foi o … [fulano], não fui eu…” Irmãos são aqueles seres com quem sempre podemos ser crianças, descer às familiares brincadeiras, as mais primárias, sem perdermos o respeito, mesmo depois de adultos. São em muitos casos as pessoas em quem mais confiamos, para quem fazemos sacrifícios muitas vezes heroicos, cujas mortes ou desaparecimentos mais nos ferem.

Esta semana meu cunhado faleceu. Ele era o único irmão, o mais velho, de meu marido. Tendo perdido meu irmão caçula há 11 anos, sei bem o deserto referencial que envolverá meu cara metade. Não importa a diferença de idades, não importa posturas políticas opostas, diferentes gostos no esporte, nos amigos, na maneira de viver, de rir, de chorar, do prazer no trabalho às escolhas amorosas. Não importa se um é conservador e o outro liberal, se um é religioso e o outro é ateu, a perda é muito maior do que se imagina. A cortina cai em um mundo inteiro de referências que formam a essência da nossa identidade. Ninguém mais poderá sorrir com olhos, silenciosamente, em uma reunião familiar quando alguém lembrar das piadas do tio caduca ou das manias do pai que reaparecem nos netos. Foram-se os momentos de reconhecimento da mãe refletida no irmão ou os relâmpagos de compreensão a nível mais profundo do que os amigos podem desconfiar. Acabou-se o conforto de que só os que se conhecem a vida inteira conseguem usufruir. Não haverá mais o cúmplice, o parceiro, o amigo. Conheço bem esse deserto. Por todas essas perdas sinto por meu marido. Sinto muito.

Esse relacionamento entre irmãos, descrito acima, pode não existir. Não é a realidade para todas as famílias. Cada um de nós conhece alguém que não se dá com seus irmãos. Sabemos de brigas, de traição, ciúmes e inveja entre membros da mesma família. A história mais antiga da natureza humana, Caim e Abel, exemplifica essa situação. Mas não é a norma, nem é inevitável. Ainda bem que meu marido e seu irmão puderam usufruir de um relacionamento equilibrado, de respeito mútuo, verdadeiramente fraterno. O falecimento de um deixa um vácuo imenso na vida do outro. Só o tempo acalmará a dor da perda.

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2014





Imagem de leitura — Camille-Nicolas Lambert Wollès

14 07 2014

 

 

 

129307338329264264_7ea097a2-d2ac-4965-ba45-953f29fac034_194575_570O terraço feliz

Camille-Nicolas Lambert Wollès (Belgica, 1864- 1942)

óleo sobre tela, 60 x 75 cm





Palavras para lembrar — Émile Faguet

12 07 2014

 

 

Anne Wallace (Austrália, 1970)Freshman, 2001,ost,111 x 136cmCaloura [1º ano], 2001

Anne Wallace (Austrália, 1970)

óleo sobre tela, 111 x 136 cm

 

“A arte de ler é a arte de pensar com uma ajuda.”

 

Émile Faguet





Imagem de leitura — Joaquin Sorolla y Bastida

27 06 2014

 

 

 

Elena-entre-rosas-de-Joaquín-Sorolla-BastidaElena entre rosas, 1907

Joaquin Sorolla y Bastida (Espanha, 1863-1923)

óleo sobre tela,  76 x 118 cm

Museu Nacional de Belas Artes, Havana





Imagem de leitura — Diane Geoghegan

26 06 2014

 

 

Diane geoghegan(EUA)aquarelaLeitura

Diane Geoghegan (EUA, 1952)

aquarela

www.dianegeoghegan.com