Alice no País das Maravilhas, 1923
Helen M. Turner (EUA, 1858-1958)
óleo sobre tela
Hermitage Museum and Gardens, Norfolk, Va, EUA
Alice no País das Maravilhas, 1923
Helen M. Turner (EUA, 1858-1958)
óleo sobre tela
Hermitage Museum and Gardens, Norfolk, Va, EUA
Allan R. Banks (EUA, 1948)
óleo sobre tela 26 x 24 cm
Coleção Particular
Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Além disso o contato com os livros pode mudar o futuro .
Nos Estados Unidos a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) aconselha que uma criança de 0 a 5 anos, ouça historinhas enquanto folheia o livro que está sendo lido, todos os dias, desde que nasceu. Eles fizeram um estudo e constataram que ao longo da vida, para cada ano que você lê para seus filhos, eles estarão se preparando para ganhar o equivalente a mais 50 mil dólares, durante a vida, do que aqueles que não ouviram histórias nem passaram as páginas de um livro antes dos 5 anos de idade.
Pense esta é uma herança, um presente de vida, para sua filha ou seu filho.
Conselho dessa instituição: LEIA 20 minutos por dia, para suas crianças até a idade de cinco anos.
Mulher sentada no jardim, 1926
Rudolf Tewes (Alemanha, 1878-1964)
óleo sobre placa de madeira, 49 x 64 cm
Ângelo Morbelli (Itália, 1853-1919)
óleo sobre tela
Francisco Tribuzi
Eu faço versos como quem
conserta sapatos
não como quem comanda uma empresa.
São tão simples os meus atos
como simples é a natureza.
Eu faço versos com pureza
não vou além da surpresa
que me inspiram os relatos
mas vou além do que sinto
eu faço versos não minto
e fazer versos é amar.
(Tempoema/inédito,s.d.)
Em: A Poesia Maranhense no Século XX, organização e ed. Assis Brasil, Rio de Janeiro, Sioge/Imago: 1994, p. 319.
Anthony Stewart (EUA, contemporâneo)
“Era como no tempo em que estudava holandês, com a diferença de que o maldito Kapellekensbaan lhe tomara três semanas para ler e Giant Steps apenas trinta e sete minutos e três segundos para ser escutado. Os livros haviam dominado a primeira metade da década de 90 em sua vida, lia como um maníaco, até tarde da noite, em pontos de ônibus e salas de espera, nas noites de insônia: passando de um título ao seguinte, dissecando as obras, cinco anos para reparar o humilhante fiasco em Utrecht…”
Em: Bonita Avenue, Peter Buwalda, Rio de Janeiro, Objetiva [Alfaguara], 2016, tradução Cássio de Arantes Leite, p. 27
NOTAS:
Kapellekensbaan [A estrada da capela] é um livro de Louis Paul Boon, publicado em 1953, que foi um acontecimento literário de peso, por causa de suas diversas linhas narrativas. Um clássico da literatura holandesa.
Giant Steps é um álbum de jazz de 1960, de John Coltrane e Kenny Barrel.
Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)
óleo sobre tela, 130 x 150 cm
Museu de Arte Walon, Bélgica
Trude Waehner (Áustria, 1900-1979)
óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Ontem foi o dia do primeiro encontro do novo grupo de leituras chamado Ao pé da letra. Este grupo, que já começa lotado e com fila de espera, é resultado direto do Papalivros, que em abril deste ano completa 13 anos de atividade ininterrupta, ou seja 156 livros lidos.
Por causa da página do Papalivros neste blog sempre tivemos uma fila de espera. Mas ultimamente a fila de espera estava muito longa com mais de 55 pessoas, só aqui no Rio de Janeiro. Assim resolvi ver se consigo, e acho que conseguirei, orquestrar mais um grupo.
Como aconteceu no primeiro grupo, este começa com membros de ambos os sexos, com pessoas dos mais variados caminhos que têm o amor à leitura e que gostariam de discutir, conversar, expressar suas opiniões a respeito daquilo que leem, enquanto forjam novas amizades, novos conhecimentos.
Começamos com um número maior do que o previsto para um bom desenrolar das funções, porque a experiência diz que muitos imaginam ter mais tempo do que de fato dispõem. Manter a leitura de um livro por mês pode ser mais difícil do que se imagina.
Ao pé da letra, assim como Papalivros, terá uma página neste blog. Mantivemos no grupo quase tudo que deu certo no outro grupo. A frequência dos encontros, a localização, o tipo de discussão, a maneira de avisar, o horário. Mas sobretudo a vontade de conexão com o outro.
A seleção de livros é democrática, com sugestões vindas dos membros. Assim como a definição dos estilos de leitura. Enquanto o Papalivros se concentra exclusivamente em literatura contemporânea, o Ao pé da letra abrirá os horizontes para incluir biografias, história e outros estilos.
A primeira leitura foi Um homem chamado Ove, de Fredrick Backman, estipulado pelo Papalivros. A segunda, a de abril é Infiel, de Ayaan Hirsi Ali.
Você poderá acompanhar os títulos escolhidos pelo grupo através da página neste blog.
Parabéns a todos os participantes. Foi um prazer — verdadeiro — conhecê-los ontem. Boa sorte e boas leituras. Que este grupo tenha tanto sucesso quanto seu irmão mais velho.