
Natureza Morta com Frutas
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
Óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Natureza Morta com Frutas
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
Óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Poços de Caldas
Colette Pujol (Brasil, 1913 – 1999)
óleo sobre madeira, 19 x 29 cm

Ilustração de Harrison Fisher (1875 – 1934)
Ferreira Leal
Entre Elisa e a pimenta
Acho tanta semelhança,
Que quando a moça me tenta,
Vem-me a pimenta à lembrança.
Se a donzela se agonia,
Da fruta assume o rubor;
E p’ra mais analogia
Têm ambas o mesmo ardor.
Quer que uma e outra excite
O destino alterações
A pimenta – no apetite,
Elisa – nos corações.
Afinal, se mais se atenta,
Tanto acordo se divisa,
Que, como Elisa é pimenta,
Também a pimenta é lisa.
Em: Mosaico, diversos autores, Rio de Janeiro, Biblioteca Brasileira: 1878, N
º 2, agosto, página 37.

Horas de lazer, 1863
Joseph Caraud (França, 1821 – 1905)
óleo sobre tela

Flores, 1969
José Paulo Moreira da Fonseca ( Brasil, 1922-2004)
óleo sobre tela, 27 x 16 cm

Paisagem da Quinta da Boa Vista – RJ, 1911
Francisco Aurélio de Figueiredo (Brasil, 1856 – 1916)
óleo sobre tela, 58,5 X 35 cm
Paisagem de Diamantina, 1972
Wilde Lacerda (Brasil, 1929 – 1996)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
“Antes mesmo de chegar a essa bonita aldeia o viajante fica bem impressionado, vendo os caminhos que a ela vão ter. Até uma certa distância os caminhos tinham sido reparados (escrito em 1817) pelos cuidados do Intendente e por meio de auxílios particulares. Ainda não tinha visto tão belos em nenhuma parte da Província.
……….
As ruas de Tijuco são bem largas, muito limpas, mas muito mal calçadas; quase todas são em rampa; o que é consequência do modo em que a aldeia foi colocada. As casas construídas umas em barro e madeira, outras com adobes, são cobertas de telhas brancas por fora e geralmente bem cuidadas. A cercadura das portas e das janelas é pintada de diferentes cores, segundo o gosto dos proprietários e, em muitas casas, as janelas têm vidraças. As rótulas, que tornam tão tristes as casas de Vila Rica, são muito raras em Tijuco, e os telhados aqui não fazem abas tão grandes para fora das paredes. Quando fiz minhas visitas de despedida, tive ocasião de entrar nas principais casas de Tijuco e elas me parecem de extrema limpeza. As paredes das peças onde fui recebido estavam caiadas, os lambris e os rodapés pintados à imitação de mármore. Quanto aos móveis, eram sempre em pequeno número, sendo em geral também cobertos de couro cru, cadeiras de grande espaldar, bancos e mesas.
Os jardins são muito numerosos e cada casa tem, por assim dizer, o seu. Neles veem-se laranjeiras, bananeiras, pessegueiros, jabuticabeiras, algumas figueiras, um pequeno número de pinheiros e alguns marmeleiros. Cultivam-se também couves, alfaces, chicória, batata, algumas ervas medicinais e flores entre as quais o cravo é a espécie favorita. Os jardins de Tijuco pareceram-me geralmente melhor cuidados que os que havia visto em outros lugares ; entretanto eles são dispostos sem ordem e sem simetria. De qualquer modo resultam perspectivas muito agradáveis desta mistura de casas e jardins dispostos irregularmente sobre um plano inclinado. De várias casas veem-se não somente as que ficam mais abaixo, mas ainda o fundo do vale e os outeiros que se elevam em face da vila; e não se poderá descrever bem o efeito encantador que produz na paisagem o contraste da verdura tão fresca dos jardins com a cor dos telhados das casas e mais ainda com as tintas pardacentas e austeras do vale e das montanhas circundantes.”
Em: As lavras de diamantes (Diamantina e arredores- 1817), texto de Auguste Saint-Hilaire, incluído no livro O ouro e a montanha: Minas Gerais, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-39-40.
NOTA: Auguste Saint-Hilaire (França, 1779 – 1853) botânico, naturalista e viajou pelo Brasil entre os anos de 1816 – 1822.
Leitora na grama
Karin Jurick (EUA, contemporânea)
Ernest Hemingway

Natureza morta
Mário Zanini (Brasil, 1907 – 1971)
óleo sobre cartão, 35 x 33 cm
Boris à beira do Báltico, 1910
Leonid Pasternak [seu pai] (Ucrânia, 1862 – 1945)
pastel