Pastor, 1912
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre madeira, 24 x 35 cm
Paisagem, 1931
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Pastor, 1912
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre madeira, 24 x 35 cm
Paisagem, 1931
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Francisca Júlia
Passo lento, olhar profundo,
Valente, brioso e grave,
O galo é a mais linda ave
Dentre todas que há no mundo.
Um pé adiante, outro atrás,
Bico aberto, o galo canta;
Tem a glória na garganta
E nas esporas que traz.
O galo é sempre o primeiro
A anunciar a s auroras.
Repara bem: tem esporas
E é por isso cavaleiro.
Coroa tem e de lei,
Coroa em forma de crista
Que ganhou numa conquista:
Por isso julga-se rei.
Pendentes até o peito,
Vermelhas, grandes e belas,
Tem barbas que são barbelas
Que lhe dão muito respeito.
Com que delicado amor
Ele defende e acarinha
Ora o pinto, ora a alinha
Com seu gesto protetor!
De cabeça levantada,
Altivo sobre o poleiro,
Ele é o rei do galinheiro
E o cantor da madrugada.
Vivem todos sob a lei
E ordens que o galo decreta:
Soldado, músico e poeta,
Pastor, cavaleiro e rei!
Francisca Júlia. Alma Infantil (Rio de Janeiro: s.e., 1912), pp. 81-83
Caixa cofre do Cardeal Guala Bicchieri, 1220-1225
Medalhões esmaltados de Limoges com decoração profana
Palazzo Madama–Museo Civico d’Arte Antico
Peça do acervo permanente do Palazzo Madama–Museo Civico d’Arte Antiga em Turim, na Itália, essa caixa cofre do Cardeal Guala Bicchieri é considerada uma das mais importantes peças medievais que traz esmaltação da melhor qualidade encontrada na era medieval. Os esmaltes da cidade de Limoges na França eram conhecidos por toda Europa pela excelência na técnica champlevé.
Champlevé é o termo francês usado para significar a técnica conhecida desde a antiguidade, de esmaltação sobre um objeto de metal, ou uma folha de metal sobre madeira, em que depressões no metal, com formas específicas, são preenchidas até as bordas de seus limites, com esmalte vítreo, que exposto ao fogo se funde com o metal. Mais tarde a peça é polida e as “paredes” de cada célula são expostas fazendo uma moldura de cada cor aplicada. Essa técnica esteve muito em voga no século XIII na Europa, para objetos de luxo e muitas caixas como essa do Cardeal Guala Bicchieri. Já mostrei aqui no blog duas dessas caixas da mesma época:
O Cofre do Cardeal Guala Bicchieri é uma das peças conhecidas mais importantes da famosa produção de Limoges. Essa caixa é decorada com medalhões mostrando lutas de animais, cenas da corte. O proprietário original desse cofre Guala Bicchieri, foi um grande colecionador e diplomata experiente, membro de uma família proeminente de Vercelli no norte da Itália.
Disco decorativo: Dois pequenos dragões devorando um peixe em esmaltação champlevé.
Vaso de flores, 1956
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre madeira, 46 x 55 cm
Fleurs sauvages [Flores selvagens]
Carlos Haraldo Sorenses (Brasil, 1928 – 2008)
encáustica sobre tela, 35 x 27 cm
O livro vermelho
Francine Van Hove (França, 1942)
óleo sobre tela, 30 x 30 cm
Alain
Émile-Auguste Chartier