Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

22 12 2023

Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, 1992

José Benigno (Brasil, 1955)

óleo sobre tela colada em madeira, 41 x 47 cm





Sublinhando…

21 12 2023

Menina lendo, 1954

Tatiana Jablonska (Ucrânia, 1917-2005)

[Tatiana Yablonskaya]

óleo sobre tela

 

 

 

“Todas as memórias do que passei na vida estão isoladas e seladas junto à minha língua materna, de forma inseparável. Quanto mais teimoso o isolamento, mais vívidas se tornam as memórias inesperadas. E o peso delas se torna ainda mais opressor. Assim, no verão passado parecia que, na verdade, o lugar para onde eu estava fugindo não era outra cidade, mas sim o interior de mim mesma.”

 

 

 

Em: O livro branco, Han Kang, tradução de Natália T. M. Okabayashi, São Paulo, Todavia: 2023, p. 21





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

20 12 2023

Frutas

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997) 

óleo sobre eucatex, 25 X 32 cm

 

 

Vaso com planta e maçãs,1996

Taia Aguiar (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 100 x 130 cm





Trova do Papai Noel

20 12 2023
Ilustração de J.C. Leyendecker, Dezembro, 1941, propaganda da Pan American Cofee Producers: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador e Venezuela.

 

 

Papai Noel – o segredo
mais risonho da Esperança;
o mais bonito brinquedo
no sonho azul da criança.

 

(Durval Mendonça)





Nossas cidades: Florianópolis

19 12 2023

Vista de Florianópolis, década de 1970

Martinho de Haro (Brasil, 1907-1985)

têmpera sobre chapa de madeira industrializada, 28 x 66 cm





Curiosidade literária

18 12 2023

O escritor brasileiro, João Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão Veredas, apesar de formado em medicina, foi um diplomata. Passou no concurso para o Itamaraty, entrando para o serviço diplomático em 1934. Seu primeiro posto foi na Alemanha, em Hamburgo. Lá que conheceu, em 1937, sua futura esposa, Aracy Moebius de Carvalho, funcionária do consulado. Em1938, Guimarães Rosa tornou-se cônsul-adjunto, e trabalhou neste local por quatro anos. Quando o Brasil cortou relações com a Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, Guimarães Rosa foi preso em Baden-Baden. Ficou na cadeia pouco tempo, indo em seguida trabalhar como secretário na Embaixada do Brasil em Bogotá, onde permaneceu até 1944.

Durante sua estadia na Alemanha, através dos anos de guerra, ele e sua esposa deram abrigo e protegeram, por volta de cem judeus, para que escapassem das forças nazistas. Enquanto Guimarães Rosa era cônsul-adjunto, Aracy era responsável pela preparação dos documentos para emissão de vistos para o Brasil. Foi essa combinação que permitiu aos dois de assistirem aos judeus perseguidos pelo governo de Hitler. Quando o cônsul se ausentava, Guimarães Rosa assinava as permissões de entrada no Brasil. Por essa quebra das regras, ou seja leis antissemitas vigentes durante a ditadura de Getúlio Vargas e pela assistência dada aos judeus, principalmente a ajuda de Aracy: empréstimo de carro dela com chapa diplomática; distribuição de alimentos, para burlar o racionamento de comidas aos judeus, o Estado de Israel, em 1985, homenageou ambos com o nome de um bosque localizado nas encostas que dão acesso à cidade de Jerusalém.





Passeio de domingo: casa de campo, montanha ou costa?

17 12 2023

Pescador com Jangada no Canto de Praia

Roberto de Almeida (Brasil, 1940)

óleo sobre cartão, 30 X 40 cm

 

 

 

Paisagem com casas

Alexandre Reider (Brasil, 1973

óleo sobre eucatex, 30 x 40 cm

 

 

 

Paisagem, 1907

Antônio Parreiras (Brasil,1860, 1937)

óleo sobre tela, 39 x 47 cm





Em casa: Albert Neuhuys

17 12 2023

Menina brincando com gato, 1877

Albert Neuhuys (Holanda, 1844-1914)

aquarela sobre papel, 47 x 29 cm





“Ao pé da letra”: o grupo escolhe as melhores leituras de 2023

16 12 2023
O grupo Ao Pé da Letra, em seu encontro de final do ano, na The Bakers, em Copacabana.

Hoje à tarde, o grupo de leitura Ao Pé da Letra, que se encontra há sete anos, teve sua última reunião em 2023. Esta foi em pessoa.  O grupo manteve encontros via Zoom através de 2023, com encontros extras entre as datas combinadas, daqueles com espaço na agenda para um bate-papo.  Saindo da pandemia, com membros com crianças pequenas, bebês como os da foto, um de seis meses, outro de dois e profissionais trabalhando online, ou com trabalho misto, online e presencial.  Foi um ano diferente para todos os membros. Tornou-se mais fácil encontros regulares online.

 

 

O grupo  leu os seguintes livros em 2023:

 

Berta Isla, Javier Marías

Garota, mulher, outras, Bernardine Evaristo

A vida peculiar de um carteiro solitário, Denis Thériault

Casas Vazias, Brenda Navarro

O mistério de Henri Pick, David Foenkinos

A boa sorte, Rosa Montero

As vitoriosas, Laetitia Colombani

Caderno Proibido, Alba de Céspedes

O peso do pássaro morto, Aline Bei

Vermelho amargo, Bartolomeu Campos de Queirós

Confissões, Kanae Minato

Noites Brancas, Fiodor Dostoievski

 

 

Em Primeiro Lugar, considerada a melhor leitura do ano: 

 

SINOPSE- 

Do consagrado autor de Coração tão branco e Os enamoramentos. É possível dizer que conhecemos uma pessoa, mesmo tão próxima, quando boa parte do que ela diz e faz permanece nas sombras?

Berta Isla e Tom Nevinson não passavam de adolescentes quando se conheceram e se apaixonaram. Em 1974, poucos anos depois das primeiras trocas de olhares no colégio madrilenho, já eram marido e mulher. Berta não sabia, mas Tom – filho de pai inglês e mãe espanhola, fluente em várias línguas e capaz de imitar sotaques e dicções com perfeição – fora recrutado para o serviço secreto britânico pouco antes do casamento. Tom engana Berta como pode, até que um incidente horripilante o obriga a revelar a atividade a que dedica boa parte dos dias. A regra, acatada por ela ao descobrir que o marido é um espião, e que deve valer por toda uma vida, é não fazer perguntas. Berta concorda, assim, em ignorar metade da existência de Tom, o que inclui a natureza de seus atos e os lugares por onde ele andou. Vivemos no escuro, diz ela, e mal conhecemos a pessoa com quem estamos casados. O quanto ainda há em Tom daquele adolescente que Berta conheceu e por quem se apaixonou?

Javier Marías retorna, aqui, ao tema da espionagem, eixo da monumental trilogia Seu rosto amanhã. Com a prosa elegante de sempre, disseca não apenas os perigos e dilemas morais de se levar uma vida dupla, mas as marcas que as zonas de sombra podem deixar no afeto e na intimidade.

“Haverá melhor romancista vivo que Javier Marías?”
The Independent

 

 

Segundo e Terceiro lugares vieram empatados.

SINOPSE

CARTAS, POESIA E UM AMOR INESQUECÍVEL.

Bilodo vive a tranquila vida de um carteiro sem muitos amigos nem grandes emoções. Completa diariamente seu percurso de entrega e retorna sempre à solidão de seu pequeno apartamento em Montreal. Mas ele encontrou uma excêntrica maneira de fugir dessa rotina: aprendeu a abrir as correspondências alheias sem deixar rastros e passou a ler as cartas pessoais com as quais se depara.

E foi assim que ele descobriu o primeiro grande amor de sua vida: a jovem professora Ségolène, que mantém uma misteriosa correspondência com o poeta Gaston, composta somente por haicais. Instigado pela elegância e simplicidade de seus versos, Bilodo se vê cada vez mais fascinado por essa forma de poesia. Mas quando é confrontado com a perspectiva de se ver privado das cartas de Ségolène, ele precisa tomar uma decisão que pode levá-lo mais longe do que podia imaginar. Talvez seja hora de compor seus próprios poemas de amor.

“Peculiar e charmoso com um desfecho bem executado, esta novela traz à mente nada menos do que um Kafka apaixonado.”
The Guardian

SINOPSE

“Na França, um excêntrico bibliotecário compõe um curioso acervo: o de manuscritos recusados e jamais publicados por casas editoriais. Entre esses textos enjeitados, uma jovem editora encontra por acaso um tesouro esquecido, As últimas horas de uma história de amor, escrito por um certo Henri Pick. Ela sai à sua procura e descobre que ele morreu dois anos antes. E a viúva garante que Pick nunca escreveu nada além de listas de compras… Cercado por essa atmosfera nebulosa, o romance é lançado e toma a cena literária de assalto, alterando o curso da vida de várias pessoas. Mas o mistério acerca dessa improvável obra de arte está apenas começando. Sarcástico, borgiano e vertiginoso, O mistério Henri Pick desnuda para o leitor os bastidores da indústria do livro ao mesmo tempo em que reflete sobre a natureza da escrita, da arte e da existência humana. “Um livro leve, engraçado e erudito: um deleite.” The Guardian

Ficam aqui as recomendações do grupo para leitura que todos deverão gostar. 





Flores para um sábado perfeito!

16 12 2023

Natureza Morta: o terraço, 1987

Luiz Verri (Brasil, 1912-1990)

óleo sobre tela, 50 x 61cm

 

 

 

Vaso com flores, 1987

Dirson Salgado (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 29 cm