Todo mundo lê…

26 07 2023
Ilustração Vernon Grant (EUA, 1902-1990)




Paris medieval algumas reconstituições

25 07 2023

Paris na Idade Média:  O Louvre,  A casa da Prefeitura, Notre Dame,  eram um pouco diferentes do que conhecemos hoje. @GREZ PRODUCTIONS

 

 

 

O pátio em frente da Notre Dame era bem mais estreito, mesmo assim abrigava festas religiosas, civis e um mercado constantes de feirantes. @GREZ PRODUCTIONS

 

 

 

Em 1550 a Praça de Grève, que hoje é a Praça da Prefeitura, era um porto fluvial importante. Mas também lugar de festas e de execuções. @GREZ PRODUCTIONS.

A Petit Pont, que ainda existe hoje, era coberta, assim como a Grand Pont, de casas de comerciantes, em geral que habitavam em cima de suas lojas.  Ela liga a Île de France à Rive Gauche.  @GREZ PRODUCTIONS





Nossas cidades: Curitiba

25 07 2023

Passeio Público, Curitiba, 2018

Cristina Ditzel (Brasil, contemporânea)

aquarela sobre papel





Curiosidade literária

24 07 2023

Primeira fila orquestra, 1951

Edward Hopper (EUA, 1882-1965)

óleo sobre tela, 79 x 101 cm

Hirshhorn Museum and Sculpture Garden,

Washington DC

 

 

O escritor russo Boris Pasternak, autor do livro Doutor Zhivago, foi o primeiro escritor a recusar o Prêmio Nobel para Literatura.  Ele ganhou o prêmio em 1958 por conseguir, em linguagem poética contemporânea, dar continuidade à tradição épica da literatura russa.  A princípio, ele aceitou o prêmio, mas, pressionado pelo governo soviético, acabou recusando-o com medo que prendessem a ele e sua família.  Foi só trinta e um anos mais tarde, em 1989 que o filho de Pasternak foi à Suécia receber o prêmio por seu pai.

 





Viajando com Izabel da Rosa

23 07 2023

Sou inveterada leitora de autores que registraram suas viagens, memórias de exploradores de terras desconhecidas, matas virgens, ilhas perdidas nos oceanos mais distantes.  Desde as aventuras de Marco Polo, até  Rota da Seda por diversos autores, de Freya Stark à Amelia Earhart, leio regularmente livros de viagens.  Depois de casada, tive incentivo ainda maior: meu sogro também era apaixonado por esses livros. Mr. West era um viajante de poltrona, fascinado pela vida de seu filho e nora que a cada oportunidade iam de um canto a outro do mundo.  Viagens foi um dos pouquíssimos assuntos que eu e meu sogro tínhamos em comum, por isso mesmo o cultivamos através dos anos.  Tenho ou li, não li todos os que tenho, algumas dezenas de livros de viagens, alguns me impactaram mais, e esses nem sempre são os livros mais conhecidos. Mulheres viajantes sempre me atraem. 

Esta semana tive o prazer de ler as divertidas crônicas de viagem de minha amiga pessoal, Izabel da Rosa, Viagens e Emoções, que acabou de ser lançado pela editora Motres.  Foi o perfeito acompanhante para um fim de semana de temperaturas amenas, nos convidando a permanecer num cantinho aconchegante para ler.   Izabel da Rosa tem um grande senso de humor e não se acanha de mostrar algumas das gafes ou situações inesperadas por que passou nas inúmeras viagens que fez através do Brasil e do mundo.  Desde dificuldades linguísticas com o italiano, com o espanhol e assim por diante, quanto dificuldades culturais encontradas em países muito diferentes como o Marrocos.   Um momento de emoção foi registrado quando fotografa a certidão de casamento de seus antepassados, os Lourenço D’Ávila, de 1741, na Ilha Terceira, no Açores.  Ocasião que se equilibra com a própria descoberta da pluralidade brasileira em Itapiranga, no extremo oeste de Santa Catarina.  De aventura em aventura, vamos juntos com Izabel através do mundo da Índia à América do Sul.  Foi delicioso! 

Livros de viagem nos dão muitas informações: sobre o local visitado, o viajante, a época em que essas aventuras acontecem e também sobre o que a imaginação cultural denota. Por exemplo as descrições encontradas em Marco Polo sobre animais fantásticos são um exemplo do que o viés cultural pode criar.  No entanto, para entender a visão do viajante é preciso nos colocarmos em seus sapatos, época, habilidade de observação, valores.  Acabamos viajando para fora e para dentro de nós mesmos.  É sempre uma leitura interessante.





Esmerado: anel da cerimônia judaica de casamento, c. 1300-1348

23 07 2023

Anel da cerimônia de casamento judaico, c. 1300-antes de 1348

ouro e esmaltes translúcidos e opacos,

3,5 x 2,3 cm

Museu de Cluny, Museu Nacional da Idade Média

Este anel, do século XIV, permaneceu escondido por mais de quinhentos anos nas paredes de uma casa em Colmar, na França. Só foi descoberto em 1863. Este anel e outros objetos pequenos foram descobertos juntos na mesma parcela e hoje fazem parte do que se chama Tesouro de Colmar, em exposição permanente no Museu de Cluny em Paris.

O Tesouro de Colmar é composto por anéis com safiras, rubis, granadas e turquesas. Também há broches e um delicado cinto em esmalte. Alguns botões dourados e mais de trezentas moedas. Esses eram os objetos de uma única família. Em um dos anéis há a inscrição Mazel Tov, o que leva o tesouro a ser reconhecido como reflexo da próspera comunidade judaica naquela época em Colmar. Essa população foi rapidamente extinta durante Peste Negra que devastou a região nos anos de 1348-49.





Passeio de domingo: casa de campo, montanha ou costa?

23 07 2023

Paisagem Serrana do Estado do Rio com Flamboyant Gigante

Otto Bungner  ( Brasil, 1890-1965)

óleo sobre tela, 100 X 140 cm

 

 

 

Marinha, 1936

Lucília Fraga (Brasil, 1895 – 1979)

óleo sobre tela, 38 x 55 cm

 

 

Benedito Luizi (1933-2010), Paisagem - Óleo sobre tela.

Paisagem

Benedito Luizi (Brasil, 1933-2010)

óleo sobre tela, 97 x 130 cm





Em casa: Evgeniy Monarov

23 07 2023

Os pássaros

Evgeniy Monarov (Rússia, 1974)

óleo sobre tela,  120 x 75 cm





Imagem de leitura — Flavien-Louis Peslin

22 07 2023

Retrato de uma jovem bretã, 1885

Flavien-Louis Peslin  (França, 1847–1905)

óleo sobre tela

Musée des Beaux-Arts de Vannes





Bonecas Pandora

22 07 2023
Boneca Pandora, datada por volta do ano 1600.

 

 

 

Bonecas de moda foram usadas, ao que se sabe, desde o século XIV até o final do século XVIII. Ou seja, de um período onde a comunicação ente cidades era difícil à grande popularização de revistas e jornais.  Essas bonecas, que levam o nome de Pandora, serviam de modelos para roupas da moda. 

Inicialmente eram as famílias reais que recebiam as bonecas com vestimentas modernas para que pudessem escolher os trajes a comprar.   Há cartas datando do final dos anos 1300, mostrando famílias nobres francesas mandando bonecas para outras cortes europeias para simultaneamente promover moda e estreitar laços diplomáticos.

Caso bem conhecido é aquele de Maria de Medici, na Itália, recebendo de Henrique IV,  da França, antes do casamento deles, algumas pandoras para que ela aprendesse como se vestir para a corte em Paris. Foi justamente o uso dessas bonecas da moda, circulando no mundo aristocrático europeu, que eventualmente estabeleceu a França como centro da moda europeia.

 

 

 

 

 

Foi no século XVIII, que sua popularidade se expandiu.  Pandoras, que eram feitas de madeira, passaram a ser manufaturadas em maior número e usadas por chapeleiras, alfaiates, costureiras, comerciantes da moda, de tecidos, que mostravam em seus balcões e vitrines a última moda nessas pequenas bonecas vestidas nos mais precisos detalhes acompanhados dos acessórios do momento.

 

 

 

 

No século XIX, com a popularização das revistas de moda as pandoras foram aos poucos deixando de existir.  Deram, no entanto, origem a bonecas como a Barbie que aparece nos século XX, não como uma miniatura adulta como possuidora de uma grande guarda-roupa e todos os acessórios imagináveis.

Há um excelente artigo sobre Pandoras no blog MUSINGS da Universidade de Toronto sobre o assunto: Slow fashion: Pandora Dolls and the History of Fashion Advertising, por Natalie Scuola.