Curiosidade literária

19 06 2023

Pouco se fala no outro grande sucesso de Shakespeare, além de seu legado literário. Apesar de suas primeiras peças teatrais serem hoje consideradas ainda imaturas, faltando um certo refino de forma, ela foram, em seu tempo, grande sucesso de bilheteria.  Comédias como  “A comédia de erros” (1623) e dramalhões como “Tito Andrônico” (1594)  representaram bem o gosto popular, rendendo a William Shakespeare o suficiente para sair da pobreza e viver como um “country gentleman”. Ele conseguiu especular financeiramente  comprando  e vendendo imóveis, onde obteve sucesso, investindo  sempre que possível.  Também emprestava dinheiro a juros, chegando a processar na justiça aqueles que não lhe pagavam de volta.  E finalmente ele comprou  ações do Globe Theater que o fizeram rico podendo se aposentar em 1613 em  Stratford, como um homem rico.

Fonte: Secret Lives of Great Authors, Robert Schnakenberg





Sublinhando …

19 06 2023

Leitora

Hélène Beland (Canadá,  1949)

óleo sobre tela, 120 x 120 cm

 

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“Para quem se beneficia das indulgências da vida, a obrigação de rigor na consideração da beleza é inegociável. A língua, essa riqueza do homem, e seus usos, essa elaboração da comunidade social, são obras sagradas. Que evoluam com o tempo, se transformem, se esqueçam e renasçam, enquanto, por vezes, sua transgressão torna-se fonte de uma fecundidade maior, nada  muda o fato de que, para praticar com elas esse direito ao jogo e à mudança, é necessário, previamente, ter-lhe declarado plena submissão. Os eleitos da sociedade, esses que o destino isenta das servidões que são o quinhão do pobre, têm, portanto, a dupla missão de adorar e respeitar o esplendor da língua. Por último, que uma Sabine Pallière faça mau uso da pontuação é uma blasfêmia tanto mais grave na medida em que, ao mesmo tempo, poetas maravilhosos nascidos em barracos fedorentos ou em subúrbios que parecem lixões têm por ela essa sagrada reverência que é devida à Beleza.”

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, tradução de Rosa Freire d’Aguiar, São Paulo, Cia das Letras: 2008, p. 117

 

 


Nota:  Há poucos livros que releio.  Precisam ter conteúdo mais denso, ter agradado pelo prazer da escrita, ter ideias que possam ser pensadas, discutidas, conversadas.  Fiz neste mês que passou a terceira leitura de A elegância do ouriço e continua, para mim, excelente no contar de uma história e levantar questões por que passamos todos os dias sem nos deter.  Recomendo a leitura. 





Passeio de domingo: casa de campo, montanha ou costa?

18 06 2023

Fazenda da Conceição Aparecida – São Paulo, 2009

Antônio Orleans e Bragança (Brasil, ,1950)

aquarela, 46 x 61 cm

 

 

 

Enseada de Charitas

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre tela, 46 X 75cm.

 

 

 

Paisagem rural, 1919

Arthur Timotheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre tela,  35 x 27 cm





Em casa: Richard Wathen

18 06 2023

Tiffin, 2007

Richard Wathen (Inglaterra, 1972)

óleo sobre tela,  121 x 172 cm





Flores para um sábado perfeito!

17 06 2023

Copos de Leite, 2000

Sergio Bertoni (Brasil, 1924-2019)

óleo sobe tela, 75 x 75 cm

 

 

Flores,1955

Bernardino de Souza Pereira (Brasil, 1895-1985)

óleo sobre tela, 48 x 61 cm





Outono: Hal Borland

16 06 2023

O jardim do Hospital Saint Paul, (Folhas caindo),1889

[Saint-Rémy-de-Provence]

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

Museu Van Gogh, Amsterdã

 

 

 

“Dois sons do outono são inconfundíveis… o rápido farfalhar das folhas quebradiças ao longo da rua… pelo vento turbulento e o tagarelar de um bando de gansos em migração.”

 

Hal Borland   (EUA, 1900-1978)

 

 

Tradução : Ladyce West

-.-.-

“Two sounds of autumn are unmistakable…the hurrying rustle of crisp leaves blown along the street…by a gusty wind, and the gabble of a flock of migrating geese.”
— Hal Borland




Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

16 06 2023

Mercado de flores no bairro da Glória, 1991

Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela,  22 x 27 cm





A geada, texto de Érico Veríssimo

15 06 2023

Moça de Amarelo, 1936

Hilda Campofiorito (Brasil, 1901-1997)

óleo sobre tela,

Museu Nacional de Belas Artes, RJ

“Meio encolhido no seu pijama de pelúcia, com uma manta de lã enrolada no pescoço, era com um certo gosto de tropeiro que oferecia a cara à mordida gelada e úmida do ar do alvorecer. Era bom sentir no côncavo da mão e nos dedos o calor da cuia de chimarrão e mais saboroso ainda chupar a velha bomba que herdara do velho Xisto, reter na boca, meio queimando a língua, o mate escaldante e depois deixar o amargo descer devagarinho, faringe e esôfago abaixo, e ir aquecer-lhe o peito, como um poncho para uso interno. A geada branqueava os telhados. Galos cantavam em quintais próximos e distantes e, como sempre acontecia nessa hora, Tibério pensou nas incontáveis alvoradas de sua vida, na cidade e no campo, e por alguns instantes lhe passaram pela mente as imagens de seu pai, de seus irmãos e de outros amigos mortos que estavam sepultados lá em cima da coxilha e que não podiam mais ver a luz do dia. Essa era a única hora em que às vezes ele pensava na sua própria morte, principalmente agora que tinha entrado na casa dos sessenta.”

Em: Incidente em Antares, Érico Veríssimo, Cia das Letras: 2006, original publicado em 1970. Minha edição Kindle.





Imagem de leitura — Kevin Chadwick

14 06 2023

Mulher lendo no jardim

Kevin Chedwick (EUA, contemporâneo)

técnica mista sobre tela, 91 x 91 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

14 06 2023

Caquis na fruteira

Bruna Poloni (Itália-Brasil, século XX)

óleo sobre tela, 55 x 73 cm

 

 

FRANCISCO SOBRAL,Fruteira - Óleo sobre tela - 30x40 cm

Fruteira

Francisco Sobral (Sobrall) (Brasil, 1955)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm