Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

16 02 2022
Takaoka - Natureza Morta

Natureza morta, 1940

Yoshiya Takaoka, (Japão-Brasil, 1909-1978)

óleo sobre tela,  62 x 77 cm





Nossas cidades: Niterói

15 02 2022

Igreja do Saco de São Francisco

Diógenes Sodré (Brasil)

óleo sobre madeira, 41 x 32 cm





Curiosidade literária

14 02 2022

Moça lendo

Richard Edward Miller (EUA, 1875-1943)

óleo sobre tela

Bronxville Public Library, Bronxville, NY

Enquanto escrevia Notre-Dame de Paris, Vítor Hugo desenvolveu um método de trabalho bastante excêntrico.  Ele retirava todas as roupas e as guardava num armário.  O objetivo era evitar quebrar sua concentração e não sucumbir à tentação de ingressar no mundo fora de casa.  Nu, ele se sentia obrigado a ficar sentado escrevendo sua obra-prima.

 





Domingo, um passeio no campo!

13 02 2022

Fazenda

Riokai Ohashi (Japão, 1895-1943)

óleo sobre cartão colado em placa, 31 x 40 cm





Eu, pintora: Maggie Laubser

12 02 2022

Autorretrato, 1928

Maria Magdalena (Maggie) Laubser (África do Sul, 1886-1973)

óleo sobre tela, 47 x 33 cm

Sanlam Art Collection, África do Sul

 





Flores para um sábado perfeito!

12 02 2022

Papoulas, 1946

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)

Óleo sobre tela,  64 x 80 cm





Rio de Janeiro, Rj, Brasil

11 02 2022

Paisagem de Santa Tereza – Rio de Janeiro, 1978

Joaquim Tenreiro (Portugal/Brasil, 1906-19920

óleo sobre tela, 27 x 35 cm





Dois escritores bretões: Renan e Chateaubriand, Afonso Arinos de Melo Franco

10 02 2022

A leitora

Jean-Louis Mendrisse (França, 1955)

óleo sobre tela

 

 

“Curioso contraste o que separa os dois heróis literários da Bretanha, Renan e Chateauberiand! O primeiro, exibindo uma descrença levada quase à volúpia, era, no fundo, um crente — mais que isso, um crédulo — nas pretendidas verdades da razão e da precária ciência do século XIX. Sua obra confiantemente afirmativa (embora animada do mais soberano espírito negativista) está hoje muito retificada, muito desautorada pelos modernos estudos de História e de Filologia.  Nos seus solenes volumes, que eram o orgulho de nossos avós, há muito bagaço, muita sugestão aventurosa, muita improvisação. Fica, é claro, o escritor, grande e sofrido, que respeito, embora não o ame especialmente.  Fatiga-me a sua solenidade arredondada e fria; parnasianismo da prosa. De qualquer forma, o papa do agnosticismo dispunha de uma espécie de sólida fé negativa. Chateaubriand, ao contrário, homem de crença profunda, foi sempre atraído pelo assombramento do nada, a obsessão do esvaimento constante de tudo, pelo silêncio vertiginoso do Tempo. Lembro especialmente duas passagens das Memórias em que essa consciência da inutilidade da vida é quase fisicamente dolorosa: a evocação dos reis de França sepultados em Saint-Denis, e a descrição do enterro de Lafayette, passando pelos boulevards parisienses. São duas páginas em que o desespero do nada, que é a vida, domina inteiramente o fervor do crente. Chateaubriand é o anti-Renan; é o crente angustiado pela dúvida, enquanto o outro é o descrente convencido das verdades racionais. O crente, procura sofrendo; o descrente pensa que tudo encontrou.”

 

 

Em: A alma do tempo: memórias, Afonso Arinos de Melo Franco, Rio de Janeiro, editora José Olympio: 1979, volume II, páginas 428-9.

 





Leituras de 2022: A Biblioteca da Meia-Noite, Matt Haig, resenha

9 02 2022

Viviane Villalon(Mans, França)

Votado Melhor Livro de Ficção em 2020, pelos leitores do site Goodreads, com mais de dois milhões de volumes vendidos no mundo, era inevitável que dois de meus grupos de leitura se interessassem por A biblioteca da meia-noite, do inglês Matt Haig, traduzido no Brasil por Adriana Fidalgo.  Sempre tento colocar o livro que leio no contexto para que foi criado: que leitores esse autor desejou alcançar?  Teve sucesso nesse objetivo?  A ambição do autor é ser conhecido como um clássico?  Ou sua intenção é uma diversão? Estas perguntas guiam minha perspectiva na resenha.

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A biblioteca da meia-noite começa com o desencanto de Nora Seed que,  aos trinta e cinco anos, se sente sem perspectivas na vida.  Acredita que nada no correr de sua existência deu certo, que suas decisões sabotaram qualquer potencial de sucesso em diversos campos de ação.  O desapontamento consigo mesma domina suas ações e pensamentos. Eventualmente, Nora Seed tem oportunidade de conhecer algumas de suas vidas paralelas, caso tivesse feito diferentes escolhas.  Ainda que este tema tenha sido amplamente explorado na ficção contemporânea, como na refinada prosa de Kate Atkinson, O fio da vida; na thrilling ficção científica de Blake Crouch em Matéria escura, e mais recentemente, na obra prima, marco na literatura contemporânea,  4321 de Paul Auster, (esses foram os que li), ainda assim, esse início de livro me lembrou bastante o filme A felicidade não se compra, de 1947.  Talvez tenha sido a semelhança de atitudes dos principais personagens de filme e livro. A lembrança de Jim Stewart como George Bailey se instalou em minha mente principalmente quando refletia semelhantes surpresas no correr da narrativa entre Nora Seed, deste livro e George Bailey, protagonista do filme de Frank Capra.

Não consegui tampouco esquecer o tom de aconselhamento; a preocupação de mostrar a importância de seguirmos nossos sonhos, confiando no potencial inerente de cada um. Didático?  Autoajuda?  Não sei bem classificar.  Mais sofisticado em linguagem e trama que muitas parábolas contemporâneas criadas por autores com Paulo Coelho, Robin S. Sharma, Rhonda Byrne, este livro tem um pouco de fantasia, de referências à física quântica, muitos diálogos e reflexões.  Trata de problemas existenciais e da procura do amor.  Ainda que abertamente a proposta do livro não seja um guia de autoajuda, há a distinta preferência por frases de efeito, que nesta obra recaem nas inúmeras citações de versos e máximas de Henry David Thoreau, [o escritor favorito de Nora Seed], Bertrand Russell, Sylvia Plath e outros. 

Ela se deu conta de que não importa o quão sincera a pessoa seja na vida, os outros só enxergam a verdade se estiver próxima suficiente da realidade deles.  Como Thoreau escreveu: ‘Não é aquilo para o que você olha que importa, mas o que você vê.‘” [257-8]

Matt Haig

A biblioteca da meia-noite é excelente entretenimento.  É um texto que nos convida a ponderar sobre nossas escolhas. Portanto tem a habilidade de ficar com o leitor por algum tempo depois da leitura.  Como muitos dos livros publicados desde a virada do século usa a popularização da Teoria das Cordas, para explorar a possibilidade de existências paralelas.  Pode ser visto também como um livro de aconselhamento, que leva o leitor a se sentir confortável com sua vida e suas escolhas. 

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 02 2022

Composição com frutas da série ‘Oferendas’, 2007

José Guyer Salles (Brasil, 1942)

aquarela sobre papel, 55 x 65 cm