Meus favoritos: Ford Maddox Brown

22 02 2022

Marie Spartali, 1869

Ford Maddox Brown (Inglaterra, 1821-1893)

pastel

Coleção Particular





Curiosidade literária

21 02 2022

Leitora, 1932

Luiggi Scarpa Croce (Itália, 1901- 1967)

óleo sobre tela, 59 x 45 cm

Museu Cívico de Rovereto

 

A expressão best seller, foi usada pela primeira vez em 1889, no jornal americano The Kansas Times & Star, em um artigo que falava dos livros mais vendidos.  Mas o termo só passou a ser usado popularmente a partir de 9 de abril de 1942, quando o jornal The New York Times publicou  a The New York Times Best Seller List.  Desde então a frase se tornou uma referência no mundo dos livros.





Domingo, um passeio no campo!

20 02 2022

Paisagem, 2003

Andréa Vasconcelos (Brasil, contemporânea

óleo sobre tela, 120 x 120 cm





Flores para um sábado perfeito!

19 02 2022

Jarro-Com-Flores3.Jpg, Pintura por Carlos Soares | Artmajeur

Vaso com flores, 2001

Carlos Soares (Brasil, 1957)

aquarela, 25x 25 cm





Minutos de sabedoria

18 02 2022

Lendo as notícias, 1873

Charles Sims (Inglaterra, 1873-1926)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

“Há falsidades disfarçadas que simulam tão bem a verdade, que seria um erro pensar que nunca seremos enganados por elas.”

La Rochefoucauld

 

 

La Rochefoucauld (1613-1680)




Rio de Janeiro, RJ, Brasil

18 02 2022

Arcos da Lapa – Fundição Progresso – Morro do Estácio

Carlos Haraldo Sorensen (Brasil, 1928 – 2008)

óleo sobre tela,  40 x 50 cm





Trova das visitas

17 02 2022
Ilustração, Walt Disney

Visitas, meu camarada,

sempre dão prazer à vida:

não sendo quando à chegada,

será, por certo, à saída…

 

(Pedro Uzzo)





Palavras para lembrar: Daniel Pennac

17 02 2022

No café

Ricardo Sanz (Espanha, 1957)

óleo sobre tela, 116 x 89 cm

“O tempo de ler, assim como o tempo de amar, aumentam o tempo de vida.”

Daniel Pennac





Imagem de leitura — Jacques Denier

16 02 2022

Café da manhã

Jacques Denier (França, ? — 1983)

óleo sobre tela, 50 x 61 cm





Leituras de 2022: Sete anos bons de Etgar Keret, resenha

16 02 2022

Retrato de minha mãe

Carlos Blanco (Espanha, 1983)

Sete anos bons de Etgar Keret, traduzido por Maira Parula, é uma aventura no cotidiano do autor que nos delicia com humor afiado e perfeito distanciamento crítico para enaltecer o contrassenso da vida diária. Nossa consciência dos disparates existenciais de Keret se aprimora quando somos testemunhas de que essas aventuras habituais se passam no contexto da vida ordinária em Israel. A possibilidade de guerra é real e ressaltada pelos frequentes e pequenos ataques. O despropósito de executar regras e corresponder a expectativas nessas circunstâncias é exacerbado e deveria surpreender qualquer ser pensante, mas até mesmo a absurdos todos nos acostumamos.  Etgar Keret toma para si a responsabilidade de mostrar ao seu leitor os disparates diários de nossas vidas quer em Israel, quer fora.

Além disso, com semelhante distanciamento e fina  ironia participamos das aventuras do escritor que, como participante de diversas rodas literárias focando suas publicações, encontra-se ora num ora noutro local do mundo, onde poucos têm noção,  sensibilidade, ou conhecimento da realidade e dos complexos sentimentos de um judeu fora do ninho.  Há também momentos de ternura principalmente quando Etgar Keret alude ou descreve sentimentos sobre seu filho ou pai.  Mas, os laços familiares podem ser também vistos com um olhar divertido, como em seu relacionamento com a irmã, casada com um judeu ortodoxo. Aí sentimos a aguçada crítica à incoerência de prescrições religiosas impostas na rotina diária. 

Melhor do que descrever seu estilo, será sem dúvida mostrá-lo nessa pequena passagem:

“Quando eu tinha 3 anos, tinha um irmão de 10 e torcia do fundo do meu coração, para ser igual a ele quando crescesse. Não que houvesse alguma chance. Meu irmão mais velho já havia pulado duas séries na escola e tinha uma compreensão invejável de tudo, de física atômica e programação de computadores ao alfabeto cirílico. Mais ou menos nessa época, meu irmão começou a ter uma séria preocupação comigo. Um artigo que leu no Haaretz dizia que os analfabetos são excluídos do mercado de trabalho e o incomodava muito que seu irmão de 3 anos viesse a ter dificuldade para encontrar emprego.  Assim começou a me ensinar a ler e escrever com uma técnica singular que chamava de “método do chiclete”. Funcionava da seguinte maneira: meu irmão apontava uma palavra que eu tinha de ler em voz alta. Se eu lesse corretamente, ele me dava um pedaço de chiclete não mastigado. Se cometesse um erro, ele grudava o chiclete que mascava no meu cabelo. O método funcionou como mágica e, aos 4 anos, eu era a única criança na creche que sabia ler.” [73]

Etgar Keret

Há tempos que não lia algo tão leve.  Todas as noites antes de dormir li uma de suas crônicas, podendo me recolher em excelente estado de espírito.  Levei um mês para cobrir as trinta e poucas crônicas do livro. Divertido com um humor diferenciado, irônico, Keret lembrou-me muito do prazer de ler crônicas, relatos do dia a dia, sob o ponto de vista do absurdo.  Sete anos bons foi minha apresentação a estas crônicas de fino humor.  Recomendo a leitura. 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.