Camille Lemonnier no ateliê do pintor, 1880
Alfred Stevens (Bélgica, 1823 -1906)
óleo sobre tela
Camille Lemonnier no ateliê do pintor, 1880
Alfred Stevens (Bélgica, 1823 -1906)
óleo sobre tela
Mulher lendo
Irena Łuczyńska-Szymanowska (Polônia,1890-1966)
óleo sobre tela, 56 x 49 cm
Museu Nacional de Varsóvia
Tocando Violão, 2006
Tony Lima (Brasil, 1964)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Elmano Queiroz
Não sei porque nas horas sossegadas,
Comove tanto a música das ruas.
Parece que, alta noite, essas baladas,
Relembra, coisas íntimas passadas
Em fases mais ditosas de outras luas.
Parece que o cantar do boêmio errante
Vai derramado pela noite fora,
Motivos simples de canções de outrora.
Reminiscências de lugar distante.
Uma capela rústica, pequena,
Ao pé do morro, entre árvores antigas…
Outras vozes simpáticas, amigas…
O luar na aldeia… as noites de novenas.
Os goivos das saudades que passaram
Ressuscitam, na alcova, a noite morta,
Quando esses boêmios passam pela porta,
Cantando essas canções, que outros cantaram.
Lembram noites da infância… A alma assustada…
Um tropel… um rumor… um bater d’asa…
As goteiras, chorando na calçada…
O caboré gemendo, atrás da casa…
Tudo desperta, no silêncio d’alma,
Quando passam cantando pela rua,
Na alcova, a insônia… lá por fora, a calma…
E na volúpia que da Lua transborda
A imagem da saudade branca e nua…
Depois, ao longe, um cão, que um ébrio acorda,
Fica na solidão ladrando à luz…
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p.114-5
Escultura de um grifo, em bronze, protegendo o edifício do Parlamento Austríaco.
Grifos são monstros fabulosos, cujo corpo é composto de duas parte: a de cima, cabeça e asas de águia; a debaixo, patas e corpo de leão. Eles eram supostamente os guardiães das minas de ouro, e estavam em briga perpétua com os Arimaspos, um povo guerreiro de Cítia, portadores de um único olho, que roubavam as minas para encontrar ouro com o fim de adornar os cabelos, de acordo com a mitologia grega.
Em Dante, Purgatório, XXIX, de 1308, o Grifo é simbólico da união do divino e do humano na figura de Jesus Cristo. Parte águia e parte leão levou Dante a vê-lo no Purgatório, puxando a carruagem da Igreja.
Em 1665, ele reaparece no Paraíso Perdido de Milton, no seu papel original grego de guardião da riqueza, do ouro. Milton: Paraíso Perdido, II, 943.
A dona da casa
William Henry Margetson (GB, 1861-1940)
óleo sobre tela, 76 x 51 cm
Cebolinha em dia de chuva © Maurício de Sousa
“…Chuva para menino é festa, é rego barrento cachoeirando à porta de casa, chamando a gente para brincar com a água que passa fazendo cócegas nos pés … É goteira pingando, é de noite música no telhado. Na calçada, reúne-se a meninada, na exuberância, no contentamento de ver a água cair, meninada pançudinha, inchada pelas sezões, de frieira rosada nos pés, de boca sem dentes caídos na muda, de boqueira, meninotas de tranças, ossudinhas, uma de olhos de sapiranga, batendo palmas e se esgoelando:
Chove chuva
pra nascê capim
pro boi comê
pra papai matá
pra mamãe comê!”
Em: História da minha infância, Gilberto Amado, Rio de Janeiro, José Olympio:1966, 3ª edição, p. 72.
Flores na paisagem mineira, 1989
Yara Tupinambá (Brasil, 1932)
pintura sobre vinil sobre tela, 90 x 90 cm
