
O lugar de Tenniers, Antuérpia
Henri de Braekeleer (Bélgica, 1840-1888)
óleo sobre tela

O lugar de Tenniers, Antuérpia
Henri de Braekeleer (Bélgica, 1840-1888)
óleo sobre tela
Lírio do convento, 1891
Marie Spartali Stillman (GB, 1844 – 1927)
aquarela
Ashmolean Museum, Oxford
Leio por volta de quarenta e cinco livros de ficção por ano. E muitos livros de não ficção. Livros de ficção recentes têm tido muito pontos em comum, temas que estão em pauta, aparecem com maior frequência. Assim aos poucos, se não tomo nota dos personagens, daquilo que achei interessante, acho difícil voltar e me lembrar exatamente do que li em que livro. Faço parte de três grupos de leitura e nem sempre o que leio é algo que eu teria escolhido. Portanto nem sempre os autores são conhecidos meus, ou nem sempre trata-se de temas e minha preferência. Não me importo com isso, porque quero que a leitura abra meus horizontes. No entanto, à medida que o tempo passa, acho que meu sistema de anotações sobre o que estou lendo está se tornando obsoleto.
Com isso me mente procuro um sistema um pouco mais fácil. No kindle, onde leio provavelmente metade dos livros, é mais fácil marcar e fazer notas e depois resgatá-las, separá-las. Selecionar por temas é importante. Uma coisa que sempre me dá dor de cabeça é guardar o nome dos personagens. Conheço leitores que fazem isso com cuidado. Não consigo. Então saí pela internet à procura de sistemas de anotações de livros. Hoje mostro o sistema de Bobbie Powers, que li no Medium. Vou tentar e digo depois se funcionou.

Ele usa três passos: asterisco, sublinhar, e notas nas páginas finais do livro.
Com o asterisco, esse sinal gráfico em forma de estrela, é usado para passagens que ele considera importantes. Se for muito importante, ele coloca um círculo ao redor do asterisco. Esses asteriscos com círculo em geral são o que irá para as páginas em branco no final do livro.
Sublinhar é para citações ou ideias importantes que deveriam ser lembradas palavra por palavra. Sublinhar é uma coisa muito pessoal. Às vezes marca-se uma passagem porque ela lembra outro livro, ou uma situação pela qual já passamos. É muito pessoal.
Notas no final do livro, marcando a página onde são encontradas, elas são, de fato, a sua experiência ao ler, aquilo que você acho importante anotar, porque está certo de que faz parte do que o livro quis trazer à tona.
Bobbie Powers ainda anota no rodapé, o significado de palavras que encontrou no texto cujo significado procurou no dicionário..
Lista de personagens – Vou tentar essa maneira na minha próxima leitura. Com uma adição: no avesso da capa detrás vou escrever o nome dos personagens, para que na hora da conversa sobre o livro eu não fique procurando: “aquela menina loura que era aborrecia muito porque chorava a toa…” esperando que alguém me ajude com o nome… .Teresa!” Pois é, vamos ver se funciona.
Para você ler o artigo de Bobbie Powers na íntegra, clique aqui: Use this Simple Technique to Get More Out of Every Book You Read
Flores
Colette Pujol (Brasil, 1913 -1999)
óleo sobre tela, 51 x 43 cm
Rio de Janeiro, paisagem com Cristo Redentor, 1965
Carlos Geyer (Brasil, 1912 – ?)
óleo sobre madeira, 38 x 54 cm
Lendo, 1885
Albert Gustaf Aristides Edelfelt ( Finlândia, 1854-1905)
óleo sobre tela
D. Mariana Carlota Verna de Magalhães, Condessa de Belmonte
Pintura Anônima, século XIX
“D. Mariana Carlota Verna de Magalhães era a mulher daquele Verna de Magalhães, Conde de Belmonte, que viera de Portugal contra a fuga de D. João VI. Tiveram ambos, na corte do rei bonacheirão, destaque brilhante. Verna de Magalhães pertencia àquela velha escola de cortesãos rigidamente protocolares. Não é de admirar, portanto, ter sido a etiqueta que o matasse. Como?
Rezava-se, certa vez, grande missa em ação de graças pelo restabelecimento de D. Pedro, já então imperador. Verna de Magalhães, ardia em febre. Mas o cortesão, ao saber da missa, não vacilou: ergueu-se, meteu a casaca de riço verde, espremeu o pescoço num colarinho de palmo, tocou-se para a igreja a fim de assistir à missa. Estavam no momento mais grave. O padre erguia o cálice. Todos ajoelhados. Eis que, de repente, estronda áspero baque. O povo alvoroça-se Que foi? Isto: Verna de Magalhães desabara no chão. E desabara por quê? Fulminado por súbita apoplexia cerebral.
Está visto que D. Pedro, desde esse desastre, tomou sob a sua alta proteção a viúva do cortesão perfeito.
A senhora Verna Magalhães, condessa de Belmonte, passou a ter na corte de D. Pedro I o mesmo relevo fúlgido que tivera na corte de D. João VI.
***
Acontece que a condessa era linda. Lindíssima! Todos os contemporâneos falam da boniteza dela. Foi tida, sem discrepância, como a mulher mais fascinante da corte.
D. Pedro cobiçou-a. E para D. Pedro, quando cobiçava uma mulher, não havia estorvos. A história com ele era sumária: ver e realizar. Com D. Mariana, porém, fracassaram os atrevimentos do Imperador….”
Em: ‘Dona Mariana Carlota’, Ensaios históricos, Paulo Setúbal, São Paulo, Saraiva: 1950, páginas 9 – 10.

Leitura em família, 1905
George Howard (GB, 1843 – 1911)
aquarela

Pra tirar o pó do amor
saiba que o melhor caminho
sequer passa pela dor:
basta um sopro de carinho.
(Adilson Roberto Gonçalves)
Tomates, cebolas e batatas
Hugo Adami (Brasil, 1899-1999)
óleo sobre tela, 35 x 40 cm
Ilustração americana anos 60.