Nossas cidades: São Paulo

21 07 2020

 

 

Hajime Higaki, Avenida Itororo, atual 23 de maio, 1938, ost,46 x 38 cmAvenida Itororó, [atual 23 de maio], 1938

Hajime Higaki (Brasil, 1908-1998)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

 





Resenha: “Cerejas de maio”, Judy Botler

20 07 2020

 

 

NIVOULIÉS DE PIERREFORT, Marie,Menina,óleo s tela colada em madeira, 92 x 72 cmMenina

Marie Nivouliés de Pierrefort (França-Brasil, 1879 – 1968)

óleo sobre tela colada em madeira, 92 x 72 cm

 

 

Dentre os livros que abordam a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial há uma pequena parte dedicada a memórias dos sobreviventes.  Cerejas de maio, de Judy Botler, é um deles.  Trata-se da biografia de sua mãe, Ellen, cuja peregrinação por diversos lugares que a abrigaram durante a guerra era desconhecida da autora até recentemente.  O que faz este livro mais alegre do que muitos é que acaba bem, acaba muito bem com a menina Ellen no Rio de Janeiro, rodeada por parentes próximos, tias e avó e,  portanto, com a oportunidade de crescer acolhida dentro dos seus, mesmo tendo perdido pais e um irmão no processo.

 

cerejas de maio

 

Passando por diferentes cidades na fuga, na adoção e em abrigos Ellen, membro da família Grünebaum, que se dispersa durante a guerra, encontra refúgio sob identidade falsa na Bélgica, até que, por insistência de seus parentes, principalmente da avó, que havia imigrado para o Brasil, a menina é encontrada e trazida para o seio familiar.  Mas a história não se limita à menina.  Aprendemos também como outros membros da família se desdobram para permanecer vivos, sobreviverem e imigrarem.  É uma janela sobre um período desastroso que traz luz a muito do dia a dia daqueles em fuga. Convivendo com perigo, disfarçada por falsa identidade e troca de religião,  Ellen é uma verdadeira heroína. Do modo como sua aventura está relatada neste livro, tudo parece pronto para um documentário ou até mesmo um filme em que peripécias perigosas levam a um final feliz.

 

Judy-Botler-II-150x150Judy Botler

 

Fartamente documentada a história da pequena Ellen é repleta de charme.  Contada por ela e em algumas notas por sua filha, a médica endocrinologista, carioca Judy Botler neste livro torna-se uma narrativa que não deveria ser ignorada por documentaristas de cinema ou até mesmo diretores à procura de um bom enredo. Definitivamente um livro encantador que, apesar de tratar dos grandes traumas e das vicissitudes cotidianas do período da Segunda Guerra Mundial, ele nos dá também esperança.  Esperança de dias melhores.

Recomendo não só aos que se dedicam à memória daqueles desaparecidos no Holocausto, como aos que gostariam de saber como, por quem e por quais heróis é formada a população brasileira.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





O leão e o camundongo, Olavo Bilac

20 07 2020

 

 

Willy ARACTINGI (1930-)Ilustração de Willy Aractingi (1930-)

 

 

O leão e o camundongo
Fábula de Esopo

 

Olavo Bilac

 

Um camundongo humilde e pobre

Foi um dia cair nas garras de um leão.

E esse animal possante e nobre

Não o matou por compaixão.

 

Ora, tempos depois, passeando descuidoso,

Numa armadilha o leão caiu:

Urrou de raiva e dor, estorceu-se  furioso…

Com todo seu vigor as cordas não partiu.

 

Então, o mesmo fraco e pequenino rato

Chegou: viu a aflição do robusto animal,

E, não querendo ser ingrato,

Tanto as cordas roeu, que as partiu afinal…

 

Vede bem: um favor, feito aos que estão sofrendo,

Pode sempre trazer em paga outro favor.

E o mais forte de nós, do orgulho se esquecendo,

Deve os fracos tratar com caridade e amor.

 

Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, pp 132-3





Em casa: Frank W. Benson

19 07 2020

 

 

Frank W. Benson Girl playing Solitaire, 1909. Worcester Art Museum, MA. ©Moça jogando paciência, 1909

 

Frank W. Benson (EUA, 1862- 1953)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

18 07 2020

 

 

Lucília Fraga (1895-1979) Flores, ose, 43x33cmFlores

Lucília Fraga (Brasil, 1895 – 1979)

óleo sobre eucatex, 43 x 33 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

17 07 2020

 

 

José Marques Campão, Ladeira em Santa TerezaLadeira em Santa Tereza

José Marques Campão (Brasil, 1892- 1949)

óleo sobre tela





Visita à cidade da Bahia, James C. Fletcher, 1855

16 07 2020

 

 

 

 

Inimá de Paula - Beija Flor,pastel, 1994, 68x87 cmBeija-flor, 1994

Inimá de Paula (Brasil, 1918- 1999)

pastel, 68 x 87 cm

 

 

“Não acredito que haja qualquer cidade no Brasil que interesse tanto o estrangeiro como a Bahia. É a capital espiritual do país, sendo a residência do arcebispo. As igrejas, os conventos e outros edifícios públicos, são de grandes proporções, porém apresentam aspecto provinciano. O povo é alegre e sociável, e, nas minhas extensas viagens por todo o Império, não encontrei em lugar nenhum uma sociedade igual a da Bahia.  Na casa do cônsul americano, Sr. Gillmer, está-se sempre seguro de encontrar brasileiros dos mais refinados e bem educados.

……….

A residência do Sr. Gillmer está situada em um agradável ponto da cidade, onde a vegetação e as flores são abundantes. Cada noite as brisas carregam os mais suaves perfumes, e a cada manhã o sol parece revelar novas belezas nos botões que se abrem em lindas flores. Da mesma forma a casa do Sr. Nobre era circundada pela sombra de árvores frutíferas, e seu grande salão semanalmente se enchia de músicos amadores e profissionais, que davam os mais encantadores saraus musicais.

Muito cedo de manhã, olhei da janela da casa do cônsul e vi sobre os ramos de uma árvore de fruta-pão embaixo de mim, um beija-flor quietamente em seu delicado ninho.  No meio da folhagem parecia um fragmento de lápis-lázuli circundado de esmeraldas, pois o seu dorso é do mais carregado azul. Em qualquer parte do Brasil vê-se abundantemente essa pequena joia alígera, em suas muitas variedades, ao passo que na América do Norte, desde o México até o 57º de latitude, dizem haver apenas uma espécie de beija-flor.  O Sr. Gosse chama, a espécie, de rabo-longo, a joia da ornitologia americana; e bem merece o título se considerarmos os raios de rico verde-dourado, púrpura-escuro, azulado-escuro brilhante, e o magnífico verde-esmeralda, que irradiam dessa joia dotada de asas.

Os machos figuram entre as criaturas mais beligerantes — raramente encontrados sem estar em terríveis combates.”

 

Em: As Ladeiras e as igrejas (Na Bahia de Todos os Santo, 1855),  texto de James C. Fletcher,  incluído no livro Coqueirais e chapadões: Sergipe e Bahia, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp. 107-8.

 

NOTA: James Cooley Fletcher missionário, presbiteriano, norte-americano que, em missão evangélica, viveu no Brasil, percorrendo várias de suas províncias entre os anos de 1851 e 1865.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 07 2020

 

 

Gustavo Rosa, FRUTAS,40 x 50 cm,óleo sobre tela,1979Frutas, 1979

Gustavo Rosa (Brasil, 1946 – 2013)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Meus favoritos: Franz von Defregger

15 07 2020

 

 

79117.l vanneiVannei, 1884

Franz von Defregger (Áustria, 1835 – 1921)

óleo sobre madeira, 41 x 30 cm





Nossas cidades: Porto Alegre

14 07 2020

 

 

 

Athayde d'Avila, Doca das Frutas (c.1880). Acervo do Museu Júlio de CastilhosDoca das Frutas, c.1880

[Hoje a área ocupada pela Praça Pereira Parobé]

Athayde d’Avila (Brasil, ? – ?)

Acervo do Museu Júlio de Castilhos