Imagem de leitura — Ellen Dreibelbis

18 03 2019

 

 

 

ellen-dreibelbis(eua) mexican-brothers-reading-ellen-dreibelbisIrmãos mexicanos lendo

Ellen Dreibelbis (EUA, 1946)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm





Uma técnica milenar

18 03 2019

 

 

a216cb5969572811092c0b30e315e829Vida na montanha no outono, 1970

Zhang Daqian (China, 1899 -1983)

pergaminho montado e enquadrado, tinta e cor sobre painel dourado japonês

58 x 43 cm

Coleção Particular

 

Um dos mais colecionados artistas chineses nas últimas décadas, Zhang Daqian, nasceu na província de Sichuan, veio de família de artistas e foi com sua mãe e irmãos mais velhos que aprendeu a pintar. Seguiu o tradicional aprendizado copiando grandes mestres, e aos poucos favoreceu o conhecimento de dois grandes artistas chineses Shitao (1642-1707) e Bada Shanren (1626-1705). Em 1941 sua vida artística deu uma importante virada: foi estudar, acompanhado de outros artistas,  por dois anos consecutivos o mural de pinturas budistas nas cavernas de Mogao e Yulin em Dunhuang.  Este estudo o transformou em grande conhecedor e colecionador de arte.

Durante a Guerra Sino-Japonesa,  estudou a tradicional pintura de figuras Tang-Song e a antiga pintura de paisagem monumental. Aprendeu tecnicas que usaria mais tarde  em seu próprio trabalho, tornando-se particularmente conhecido por suas pinturas de lótus, inspiradas em obras antigas.

No entanto, na década de 1950, quando começou a ter um problema de visão, Zhang Daqian passou a utilizar a antiga técnica de pintura chinesa do espirro. Ou seja, depois de embeber o papel de sua aquarela com água, o pintor então espirra tinta que se espalha de maneira errática, mas mesmo assim ainda um tanto controlada pelo pintor.  E daquela “mancha” colorida no papel, o pintor então produz o trabalho dando-lhe dimensões, perspectivas e sentido.  De todos os seus trabalhos, estes são os mais valiosos.

Proibido de voltar à China desde 1949, por causa do clima político,  Zhang residiu em vários lugares, incluindo Mendoza, na Argentina, São Paulo, Brasil, Carmel, Califórnia até se estabelecer definitivamente em Formosa, onde faleceu.

A aquarela acima é um bom exemplo das cores se misturando para formar a montanha em que vemos em seu cimo uma pequena aldeia.  Todas as cores da montanha foram misturadas e trazidas à cena pela técnica do espirro. Para nós do Ocidente essa técnica lembra a dos expressionistas abstratos da década de 1950, onde o acaso (até certo ponto controlado) tem papel de importância no resultado final.

Há na internet diversos vídeos com o pintor Zhang Daqian demonstrando sua maneira de pintar.  Vale a pena procurar.

 

 





O escritor no museu: Charles Dickens

18 03 2019

 

 

 

Portrait_of_Charles_John_Huffman_Dickens

Charles Dickens, 1843

Margaret Gillies (Inglaterra, 1803-1887)

Aquarela e guache sobre marfim

 





Natureza maravilhosa: Trachyandra sp

17 03 2019

 

 

 

TrachyandraTrachyandra sp.

 

Trachyandra é um género botânico pertencente à família Asphodelaceae. Descrita pela primeira vez como gênero em 1843. É uma suculenta, nativa do leste e do sul da África, assim como do Iêmen e Madagascar . Muitas das espécies são endêmicas da África do Sul. 

 

Trachyandra2Trachyandra sp.

 

As instruções abaixo são válidas para todas as suculentas.  A Trachyandra sp é bastante rara por aqui e não achei maneira específica de manutenção desta planta.

Suculentas são plantas resistentes à seca. Armazenam água em suas folhas, caules e raízes. O armazenamento de água lhes dá uma aparência carnuda, conhecida como suculência. Você não pode esquecer dessas plantas completamente.  Mas elas precisam de pouca atenção. Para precisar de pouca manutenção, é melhor fazer um investimento de cuidados no início. Certifique-se de que as plantas tenham boa drenagem. Você pode comprar solo de cactos ou adicionar areia ou cascalho ao solo comum.  É preciso que seu contêiner tenha um orifício na parte inferior para drenagem.

 

PP-Albuca-ConcordianaTrachyandra sp.

 

Suculentas são plantas de crescimento lento.  Coloque-as firmemente juntas no recipiente. Após o plantio, regar bem, então deixe o solo secar entre regas.  Suculentas não gostam de se enraizar na água. Eles precisam de mais água na primavera e no verão, mas menos no inverno, quando entram em uma fase inativa.





Murakami sobre narrativas

17 03 2019

 

 

 

 

Henri Paull Mottez, LeituraJovem lendo

Henri-Paul Mottez (Inglaterra, 1855 – 1937)

óleo sobre tela,  33 x 41 cm

 

 

“O romancista narra uma história. E narrar uma história é, em outras palavras, tomar a iniciativa de adentrar no inconsciente. É descer para as trevas do interior da mente. Quanto maior for a história que o escritor quiser contar, mais fundo ele precisará descer. Da mesma forma que, quanto mais alto for o prédio a ser construído, maior terá que ser sua fundação subterrânea. Quanto mais densa for a narrativa, mais pesada e mais espessa serão as trevas subterrâneas”.

 

Em: Romancista como vocação, Haruki Murakami, tradução: Eunice Suenaga, Alfaguara: 2017, p.100.





Domingo, um passeio no campo!

17 03 2019

 

 

 

CARLOS ROBERTO MIRANDA - Cores do pantanal - Óleo sobre tela - 100 x 100

Cores do pantanal

Carlos Roberto Miranda (Brasil, 1957)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm





Imagem de leitura — Charlotte Berend-Corinth

16 03 2019

 

 

 

Charlotte berend-corinth (Alemanha, 1880-1967)lesende-frau-2005661Senhora lendo, 1923

Charlotte Berend-Corinth (Alemanha, 1880 – 1967)

aquarela e lápis sobre papel, 27 x 34 cm





Que insônia, poesia de Corina [Coryna] Ferreira Rebuá

16 03 2019

 

 

 

faa0ec6253aa1d9268dbccd55d5af63cLuz da manhã

James H. Crank (EUA, ?)

óleo sobre tela, 91 x 66 cm

 

 

Que insônia

 

Coryna Ferreira Rebuá

 

Como faz frio neste quarto agora!

A chuva bate em cheio na vidraça

E o relógio da igreja, de hora em hora,

Soa. Há passos na rua… E a ronda passa…

 

Não consigo dormir. Como demora

Essa vigília que me torna lassa!

Se abro um livro, não leio. E lá fora

Chove.  Há passos na rua… E a ronda passa…

 

Dormes? Não creio. Eu sei que estás velando,

Porque eu pressinto que, de quando em quando,

Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.

 

O relógio da igreja está batendo.

São quatro horas. Que insônia! Está chovendo.

Ouço passos na rua… E a ronda passa.

 

 

Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 318

 

 

Bibliografia:

Felicidade, 1930

Alma Sedenta, 1932

Vida, 1940

Meu Romance de Amor, 1942

 

 

 





Flores para um sábado perfeito!

16 03 2019

 

 

 

Durval Pereira - Óleo Sobre Placa - 45x31cm -Vaso de flores

Durval Pereira (Brasil, 1917 – 1984)

óleo sobre placa, 45 x 31 cm





Rio de Janeiro à beira da Guanabara!

15 03 2019

 

 

 

INSLEYPACHECO(1830 - 1912)Paisagem noturna na Baia de Guanabara no séc.xix, guache, 21 x 41Paisagem noturna na Baia de Guanabara no séc. XIX

Insley Pacheco (Brasil, 1830 – 1912)

guache, 21 x 41 cm