Irmãos mexicanos lendo
Ellen Dreibelbis (EUA, 1946)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Irmãos mexicanos lendo
Ellen Dreibelbis (EUA, 1946)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Vida na montanha no outono, 1970
Zhang Daqian (China, 1899 -1983)
pergaminho montado e enquadrado, tinta e cor sobre painel dourado japonês
58 x 43 cm
Coleção Particular
Um dos mais colecionados artistas chineses nas últimas décadas, Zhang Daqian, nasceu na província de Sichuan, veio de família de artistas e foi com sua mãe e irmãos mais velhos que aprendeu a pintar. Seguiu o tradicional aprendizado copiando grandes mestres, e aos poucos favoreceu o conhecimento de dois grandes artistas chineses Shitao (1642-1707) e Bada Shanren (1626-1705). Em 1941 sua vida artística deu uma importante virada: foi estudar, acompanhado de outros artistas, por dois anos consecutivos o mural de pinturas budistas nas cavernas de Mogao e Yulin em Dunhuang. Este estudo o transformou em grande conhecedor e colecionador de arte.
Durante a Guerra Sino-Japonesa, estudou a tradicional pintura de figuras Tang-Song e a antiga pintura de paisagem monumental. Aprendeu tecnicas que usaria mais tarde em seu próprio trabalho, tornando-se particularmente conhecido por suas pinturas de lótus, inspiradas em obras antigas.
No entanto, na década de 1950, quando começou a ter um problema de visão, Zhang Daqian passou a utilizar a antiga técnica de pintura chinesa do espirro. Ou seja, depois de embeber o papel de sua aquarela com água, o pintor então espirra tinta que se espalha de maneira errática, mas mesmo assim ainda um tanto controlada pelo pintor. E daquela “mancha” colorida no papel, o pintor então produz o trabalho dando-lhe dimensões, perspectivas e sentido. De todos os seus trabalhos, estes são os mais valiosos.
Proibido de voltar à China desde 1949, por causa do clima político, Zhang residiu em vários lugares, incluindo Mendoza, na Argentina, São Paulo, Brasil, Carmel, Califórnia até se estabelecer definitivamente em Formosa, onde faleceu.
A aquarela acima é um bom exemplo das cores se misturando para formar a montanha em que vemos em seu cimo uma pequena aldeia. Todas as cores da montanha foram misturadas e trazidas à cena pela técnica do espirro. Para nós do Ocidente essa técnica lembra a dos expressionistas abstratos da década de 1950, onde o acaso (até certo ponto controlado) tem papel de importância no resultado final.
Há na internet diversos vídeos com o pintor Zhang Daqian demonstrando sua maneira de pintar. Vale a pena procurar.

Charles Dickens, 1843
Margaret Gillies (Inglaterra, 1803-1887)
Aquarela e guache sobre marfim
Trachyandra sp.
Trachyandra é um género botânico pertencente à família Asphodelaceae. Descrita pela primeira vez como gênero em 1843. É uma suculenta, nativa do leste e do sul da África, assim como do Iêmen e Madagascar . Muitas das espécies são endêmicas da África do Sul.
Trachyandra sp.
As instruções abaixo são válidas para todas as suculentas. A Trachyandra sp é bastante rara por aqui e não achei maneira específica de manutenção desta planta.
Suculentas são plantas resistentes à seca. Armazenam água em suas folhas, caules e raízes. O armazenamento de água lhes dá uma aparência carnuda, conhecida como suculência. Você não pode esquecer dessas plantas completamente. Mas elas precisam de pouca atenção. Para precisar de pouca manutenção, é melhor fazer um investimento de cuidados no início. Certifique-se de que as plantas tenham boa drenagem. Você pode comprar solo de cactos ou adicionar areia ou cascalho ao solo comum. É preciso que seu contêiner tenha um orifício na parte inferior para drenagem.
Trachyandra sp.
Suculentas são plantas de crescimento lento. Coloque-as firmemente juntas no recipiente. Após o plantio, regar bem, então deixe o solo secar entre regas. Suculentas não gostam de se enraizar na água. Eles precisam de mais água na primavera e no verão, mas menos no inverno, quando entram em uma fase inativa.
Jovem lendo
Henri-Paul Mottez (Inglaterra, 1855 – 1937)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
“O romancista narra uma história. E narrar uma história é, em outras palavras, tomar a iniciativa de adentrar no inconsciente. É descer para as trevas do interior da mente. Quanto maior for a história que o escritor quiser contar, mais fundo ele precisará descer. Da mesma forma que, quanto mais alto for o prédio a ser construído, maior terá que ser sua fundação subterrânea. Quanto mais densa for a narrativa, mais pesada e mais espessa serão as trevas subterrâneas”.
Em: Romancista como vocação, Haruki Murakami, tradução: Eunice Suenaga, Alfaguara: 2017, p.100.

Cores do pantanal
Carlos Roberto Miranda (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Senhora lendo, 1923
Charlotte Berend-Corinth (Alemanha, 1880 – 1967)
aquarela e lápis sobre papel, 27 x 34 cm
Luz da manhã
James H. Crank (EUA, ?)
óleo sobre tela, 91 x 66 cm
Coryna Ferreira Rebuá
Como faz frio neste quarto agora!
A chuva bate em cheio na vidraça
E o relógio da igreja, de hora em hora,
Soa. Há passos na rua… E a ronda passa…
Não consigo dormir. Como demora
Essa vigília que me torna lassa!
Se abro um livro, não leio. E lá fora
Chove. Há passos na rua… E a ronda passa…
Dormes? Não creio. Eu sei que estás velando,
Porque eu pressinto que, de quando em quando,
Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.
O relógio da igreja está batendo.
São quatro horas. Que insônia! Está chovendo.
Ouço passos na rua… E a ronda passa.
Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 318
Bibliografia:
Felicidade, 1930
Alma Sedenta, 1932
Vida, 1940
Meu Romance de Amor, 1942
Vaso de flores
Durval Pereira (Brasil, 1917 – 1984)
óleo sobre placa, 45 x 31 cm