Praias de Ipanema e Leblon, c. 1880
João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)
óleo sobre tela
Praias de Ipanema e Leblon, c. 1880
João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)
óleo sobre tela
Ilustração de Coby Whitmore
Guilherme de Almeida
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado
passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto.
E assim fazemos, como se com isto,
pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado!
Vais, coitada, esquecida de que existo.
Como se nunca me tivesses visto,
como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos,
se quando passo, teu olhar me alcança
se meus olhos te alcançam quando vais.
Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos.
Volta-nos sempre a pálida lembrança.
Daqueles tempos que não voltam mais!
A leitura do Carlino, 1918
[Carlino é um jornal, símbolo de Bolonha]
Carlo Corsi (Itália, 1879- 1966)
Coleção Particular
Grande composição, flores, ferro de passar, 1991
Carlos Scliar (Brasil, 1920 – 2001)
vinil e colagem sobre tela, 100 x 130 cm.
300 moedas de ouro encontradas dentro de ânfora na Itália (Foto: Mibac)
A internet tem dessas coisas. Hoje eu procurava informações sobre uma cidade na Itália e de repente me vejo com essa notícia de um tesouro da época romana, encontrado no norte do país na cidade de Como, na Lombardia. [Nota: esta é a mesma cidade que dá nome ao conhecido noturno, Le Lac de Come, Nocturno No.6, Op.24. publicado em 1871, da compositora Giselle Galos, de origem desconhecida [italiana ou francesa], que se assinava C. Galos. Quem como a Peregrina já passou por anos de aprendizado de piano, deve certamente conhecer duas de suas composições, esta e Le chant du Berger (Noturno No.3, Op.17, publicado em 1861].

Conhecimentos musicais à parte, é excitante sabermos que a construção de um complexo de apartamentos de luxo no lugar do conhecido Teatro Cressoni, na cidade de Como, que funcionou desde 1870 a 1997, levaria à descoberta de 300 moedas de ouro do período final do império romano.
Escondidas em uma ânfora de pedra, usada para armazenar líquidos como vinho e azeite, as moedas podem ter sido colocadas em algum esconderijo de um muro de uma das residências privadas dos nobres romanos, construídas nesta região, para evitar saque.

Estudiosos suspeitam que as moedas, encontradas no nível do porão do prédio demolido, possam ter sido escondidas durante as invasões dos Vândalos, no século V, especificamente nos quarenta anos entre 410-455 E. C. As moedas encontradas, em excelente condição de preservação, foram cunhadas nas eras dos imperadores Honório (393-423), Valentiniano III (424-455) e Líbio Severo (461-465). A região da cidade onde foram encontradas era próxima à antiga cidade romana: Novum Comum. Arqueólogos, agora, estudam essas descobertas, feitas em setembro de 2018, em um laboratório em Milão.
Hora do descanso
Peter Franklin (GB, 1947)
Vaso de flores
Arthur Nísio (Brasil, 1906 – 1974)
óleo sobre eucatex, 56 x 49 cm
Museu Oscar Niemeyer, Curitiba
Centro do Rio Visto de Santa Tereza, década de 1960
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 50 x 73 cm
Autorretrato com símbolos de Vanitas, 1651
David Bailly (Holanda, 1584 – 1657)
óleo sobre madeira, 65 x 97 cm
Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden, Holanda
Flores e uvas
Monteiro França (Brasil, 1876-1944)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
