Dolores Otaño, 1891
Dario de Regoyos y Valdés (Espanha, 1857 — 1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museo del Prado, Madrid
Dolores Otaño, 1891
Dario de Regoyos y Valdés (Espanha, 1857 — 1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museo del Prado, Madrid
A menina e as ovelhas, 1998
Fernando Castro (Brasil, 1960)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Vaso de flores, 1958
Mário Zanini (Brasil, 1907 – 1971)
óleo sobre tela, 60x 40 cm
Rua do Catete, década de 1990
Sérgio Telles (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 73 x 116 cm
Composição com fruteira e marinha
Márcio Schiaz (Brasil, 1965)
óleo sobre tela
Combray, À procura do tempo perdido, por Stéphane Heuet. 1998
“Combray, de longe, por dez léguas ao redor, vista do trem, quando chegávamos na semana anterior à Páscoa, não era mais que uma igreja que resumia a cidade, representava-a, falava dela e por ela às distâncias, e, quando nos aproximávamos, mantinha aconchegados em torno de sua grande capa sombria, em pleno campo, contra o vento, como uma pastora às suas ovelhas, os lombos lanosos e cinzentos das casas reunidas que um resto de muralhas da Idade Média cingia aqui e ali num traço tão perfeitamente circular como uma cidadezinha num quadro de primitivos. Para morar, Combray era um pouco triste, como eram tristes as suas ruas, cujas casas, edificadas com as pedras escuras da região, precedidas de degraus exteriores e com seus telhados de beirais salientes que faziam sombra, eram tão escuras que, mal começava a declinar o dia, já era preciso erguer as cortinas nas “salas”; ruas de graves nomes de santos (vários dos quais se ligavam à história dos primeiros senhores de Combray), rua de Santo Hilário, rua de S. Tiago, onde ficava a casa de minha tia, rua de Santa Hildegarda, para onde davam as grades, e a rua do Espírito Santo, para onde se abria o portãozinho lateral de seu jardim; e essas ruas de Combray existem num local tão recôndito da minha memória, pintado a cores tão diferentes das que agora revestem para mim o mundo,que na verdade me parecem todas, bem como a igreja que as dominava na praça, ainda mais irreais que as projeções da lanterna mágica; e em certos momentos me parece que poder atravessar ainda a rua de Santo Hilário, poder alugar um quarto na rua do Pássaro — a velha hospedaria do Pássaro Ferido, de cujos suspiros saiam um cheiro de cozinha, que intermitente e cálido, ainda sobe por momentos em minha lembrança — seria entrar em contato com o Além de um modo mais maravilhosamente sobrenatural do que se me fosse dado conhecer a Golo e a conversar com Genoveva de Brabante.”
Em: Em busca do tempo perdido, No Caminho de Swann, volume I, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana, Rio de Janeiro, Editora Globo: 1981, 7ª edição, página 48
Colheita de flores
Luciano Silveira (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 100 x 70 cm
Cartaz de viagens à América Central, década de 1920.
” A vida, na verdade, assemelha-se a um navio — isto é, ao interior de um navio, com seus compartimentos estanques. Emergimos de um deles, selamos e trancamos as portas, e nos encontramos dentro de outro. Minha vida, desde que deixamos Southampton até o dia em que regressamos à Inglaterra, foi um desses compartimentos. Desde então sinto sempre a mesma coisa em relação a viagens. Passamos de uma maneira de viver a outra. Decerto, continuamos os mesmos mas somos ao mesmo tempo diferentes. A nova personalidade desembaraçou-se das centenas de teias de aranha e fios que nos envolvem como um casulo na vida do dia a dia doméstico: cartas a escrever, contas a pagar, tarefas a cumprir, amigos que queremos visitar, fotografias para revelar, roupas para cerzir, nurses, e empregadas a aplacar, vendedores e lavanderias a censurar! A vida em viagem é da essência do sonho. É algo fora do normal e, no entanto, faz parte da nossa vida. Está povoada de pessoas que jamais havíamos visto e que, segundo todas as probabilidades, jamais veremos de novo. Pode acontecer, eventualmente, em viagem, algo aborrecido, tal como o enjoo e a solidão, a saudade de alguém a quem amamos muito, (…). Mas nos sentimos como os vikings ou os mestres marinheiros da era elisabetana, que entraram num mundo de aventura, e o lar só é lar quando regressamos.”
Em: Autobiografia, Agatha Christie, tradução de Maria Helena Trigueiros, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1979, p. 321.
Flores da Montanha, 2013
Sandra Pardo Sarro (Brasil, contemporânea)
Óleo sobre Tela, 70 x 50 cm
Lendo o jornal, 1916
Edward Joseph Head (GB, 1863 -1937)
óleo sobre tela, 75 x 90 cm
Bertrand Russell
Bertrand Russell (1872-1970)