
Quarteirão Paulista, Ribeirão Preto
Francisco [Xavier Rodrigues] Lima (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela

Quarteirão Paulista, Ribeirão Preto
Francisco [Xavier Rodrigues] Lima (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela
Salvar

Paisagem
J. J. Rescala (Brasil, 1910-1986)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm

Novos óculos de leitura
Anita Klein (Austrália, 1960)
Gravura, 60 x 40 cm
Jacques-Emile Blanche (1861-1942)
óleo sobre tela

Natureza morta com peixe
Sílvio Pléticos (Itália/Brasil, 1924)
acrílica sobre tela, 36 x 24 cm

Mulher lendo, 2005
Hilary Rosen (GB, contemporânea)
acrílica sobre tela
Coleção Particular
Fim de tarde, Arpoador
César Barral (Brasil, 1949)
óleo sobre madeira, 46 x 61 cm

Marinha com veleiros
Carol Kossak (Polônia 1845 – Brasil 1968 )
óleo sobre tela, 60 x 45,5 cm
Alberto Caeiro
Nunca sei como é
que se pode achar
um poente triste.
Só se é por um poente
não ter uma madrugada.
Mas se ele é um poente,
como é que ele
havia de ser uma
madrugada?
Em:Poemas completos de ALberto Caeiro, Mensagem, Fernando Pessoa, Lima, Peru, Los Libros Mas Pequeños del Mundo: 2011, página, 243

Vinhedos de Auvers, 1890
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela
Saint Louis Art Museum
De quando em quando um livro atravessa o meu mundo que suscita a pergunta: o que foi que uma editora brasileira viu nessa obra, que valeria o investimento na compra dos direitos autorais, no pagamento de um tradutor, no investimento de imprimir e distribuir uma obra, com a confiança, até certo ponto, de que tal investimento iria trazer o lucro mínimo que a companhia precisa ter para continuar sua vida editorial.
Essa pergunta voltou a me perseguir na leitura de Desvendando Margaux, dos autores Jean-Pierre Alaux e Noël Balen. Estava a procura de uma leiturinha fácil, de um livrinho de mistério, detetive, qualquer coisa, para passar uma tarde de folga e esquecer o cotidiano quente do verão carioca. Peguei esse livro que é o segundo de uma série policial da dupla, passado nos vinhedos franceses. Um dos autores é especialista em vinhos e seu parceiro é jornalista.

É um dos livros policiais mais insossos que já li. Não há tensão. Não há um mistério que agarre a atenção. Os personagens são comuns, o drama sofrível, o mistério quase inexistente. Há sim algumas noções de gerenciamento de vinhedos e o panorama por trás da produção de vinhos. Mas falta aquela trama que não deixa dormir. Essa obra não dá ao leitor o frenesi de ter que chegar ao final, nem é cheia do charme de uma Miss Marple que resolve as intrigas da cadeira de balanço de sua casa na aldeia.
Jean-Pierre Alaux e Noël Balen
Depois da leitura, enquanto me deliciava com um bom Simenon, procurei mais informações sobre outros livros da dupla. E realmente há muitos. Os autores são populares e até traduzidos para o inglês. É possível que eu tenha tido a falta de sorte de pegar uma de suas obras mais fracas. Mas para isso confia-se no selo da editora.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.
Salvar

Lendo
Guy Cambier (Bélgica, 1923-2008)
óleo sobre tela
“Quando me angustio, vou para o refúgio. Nenhuma necessidade de viajar; ir juntar-me às esferas de minha memória literária é suficiente. Pois existe distração mais nobre, existe mais distraída companhia, existe mais delicioso transe do que a literatura?”
Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 131. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

