Imagem de leitura — Bernard van Orley

24 05 2016

 

 

Bernard_van_Orley_-_Joris_van_Zelle_-_WGA16695Joris van Zelle, 1519

Bernard van Orley (antes de 1491- 1541)

óleo sobre painel de carvalho, 39 x 32 cm

Museus Reais de Belas Artes da Bélgica





Palavras para lembrar — Emily Dickinson

23 05 2016

 

 

Frederick Simpson Coburn (Canadian, 1871-1960) – The LetterA carta, c. 1905

Frederick Simpson Coburn (Canadá, 1871-1960)

óleo sobre tela, 77 x 62 cm

Coleção Particular

 

 

“Não há melhor fragata que um livro para nos levar a terra distantes.”

Emily Dickinson





Nossas cidades: São Paulo

23 05 2016

 

 

Carlos Eduardo zornoff,(Brasil, 1959) Vista Noturna SP, 2014, ost, 70 x 100Vista noturna de São Paulo, 2014

Carlos Eduardo Zornoff (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm





Imagem de leitura — Robert Walker Macbeth

22 05 2016

 

 

Robert Walker Macbeth (Escocia, 1848-1910 Nossa primeira briga, 1878, Walker Art Gallery, LiverpoolNossa primeira briga, 1878

Robert Walker Macbeth (Escócia, 1848-1910)

óleo sobre tela

Walker Art Gallery, Liverpool





Domingo, um passeio no campo!

22 05 2016

 

 

JOSE PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922-2004). Tranquilidade no Outono, óleo s tela, 23 X 32. Assinado e datado (1975) no c.i.d.Tranquilidade no outono, 1975

José Paulo Moreira da Fonseca (Brasil, 1922-2004)

óleo s tela, 23 X 32  cm





Reflexões de um professor/escritor em sabático, texto de Antoine Laurain

22 05 2016

 

Adam Emory Albright ( EUA,1862 - 1957)Garotos na escola

Adam Emory Albright (EUA, 1862-1957)

 

 

 

“… Após vinte e um anos de magistério, um desgaste havia começado a se fazer sentir. Um desgaste nervoso. Estimulado por seu editor e pelo parentes, Pichier havia tirado “um ano sabático” a fim de se dedicar unicamente à escrita. Mas, desde que ficara empacado naquele texto, sozinho, todos os dias em casa, deplorava essa decisão que o privara de seus alunos. Não importava que estes fossem turbulentos,espertalhões, ardilosos, de uma falta de cultura às vezes abissal: devia reconhecer que seus dias com eles eram infinitamente mais animados do que os transcorridos agora diante do computador. Com frequência, a concepção dos alunos sobre literatura era desanimadora. Para eles, a marquesa de Merteuil era uma espécie de cougar e Valmont, um gatão excessivamente cool. Durante um mês, tinham avançado no texto à maneira das séries de TV — Pichier havia decupado trechos: temporada 1, temporada 2… Do título, As ligações perigosas, tinham gostado bastante. Soava moderno, um pouco sexy e subversivo, tudo o que era preciso para despertar a curiosidade. À sua maneira, eles haviam de fato acompanhado o pensamento do autor do século XVIII. Madame Bovary, para os garotos não era mais do que uma história superchata, com uma perua que pirou de vez. Já as garotas compreendiam bem melhor os tormentos de Ema.  Quanto ao universo da mina Germinal, este para a turma inteira tinha algo de pura ficção científica. Um amor de Swann, com seu final: “E pensar que desperdicei anos de minha vida, que desejei morrer, que tive meu maior amor por uma mulher que não me agradava, que não era meu tipo!”, despertava mais interesse. Alguns garotos chegavam a encontrar uma ponte entre o pensamento de Proust e sua experiência pessoal de uma decepção sentimental: “O protagonista acabou se amarrando numa gata mas não era feita para ele. No fim, cai na real e com isso pensa bastante sobre ele mesmo e sobre sua vida”, resumira brilhantemente Hugo — nota 7 –, boa compreensão do texto, mas análise pouco desenvolvida, e cuide de sua ortografia. Hugo. Alguns alunos, garotas na maioria, tinham lido Arcabouço feito de nuvens. A pequena Djamila até lhe pedira uma dedicatória, fazendo perguntas muito pertinentes sobre a construção do livro, o que o emocionara e ao mesmo tempo o deixara otimista.”

 

 

Em: A caderneta vermelha, Antoine Laurain, tradução de Joana Angelica D’Avila Melo, Rio de Janeiro, Alfaguara:2016, p. 68-9.





Imagem de leitura — Emil Holzhauer

21 05 2016

 

 

 

hillMildred lendo

Emil Holzhauer (Alemanha, 1887-1986)

óleo sobre madeira, 35 x 43 cm





Flores para um sábado perfeito!

21 05 2016

JORGE MACIEL - Arranjo - Óleo sobre tela - 70 x 100Arranjo

Jorge Maciel (Brasil, 1972)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm





Lamparina, soneto de Jorge de Lima

21 05 2016

 

 

stom-aSenhora idosa e menino à luz de vela

Mathias Stom (Holanda(?) Bélgica (?), c. 1600 — depois de 1652)

óleo sobre madeira, 58 x 71 cm

Birmingham Museums Trust, Birmingham, Inglaterra

 

 

 

Lamparina

 

Jorge de Lima

 

Põe azeite na tua lamparina

Para que a treva eterna se retarde.

A tarde há de ensombrar a tua sina

E a Morte é indefectível como a tarde.

 

Observa: a sua luz não tem o alarde,

Que as combustões de súbito confina.

O fogaréu indômito ilumina,

Mas, quase sempre, em dois instantes arde.

 

A lamparina, entanto, muito calma,

— Luz pequenina, que parece uma alma,

Que à Grande Luz celestial se eleva –,

 

Espera nesse cândido transporte,

Que, extinto sendo o azeite, chegue a Morte,

Que a luz pequena para a Grande leva.

 

 

Jornal do Comércio, Maceió, 26 set. 1917

 

 

Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. I, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974.p. 52





Imagem de leitura — Herbert Carmichael

20 05 2016

 

Herbert_CarmichaelUm canto quieto do jardim

Herbert Carmichael (GB, 1856-1935)

[Herbert Gustave Schmalz]

óleo sobre tela