Imagem de leitura — Danny Solferino

4 04 2016

 

 

solferino-dannyNo Algarve

Danny Solférino (França, contemporâneo)

aquarela





Nossas cidades: Paranaguá

4 04 2016

 

WILLEM LEENDERT VAN DIJK- MERCADO PARANAGUÁ-O.S.T ASSINADO C.I.D E NO VERSO,DATADO 1955. Med sem mold 53 cm de altura x 55 cm de larguraMercado de Paranaguá, 1955

Willem Leendert van Dick (Holanda/Brasil, 1915-1990)

óleo sobre tela, 53 x 55 cm





Matilda da Toscana, o peixe e o anel

4 04 2016

 

 

Hugo-v-cluny_heinrich-iv_mathilde-v-tuszien_cod-vat-lat-4922_1115adMatilda da Toscana, início do século XII

Iluminura do manuscrito Vita Mathildis

de autoria de Donizo.

[Aqui, Matilda no papel de interventora a favor da absolvição de Henrique IV, junto ao abade Hugo de Cluny].

 

É curioso como histórias que aprendemos há tempos às vezes retornam, assim do nada, trazidas por um fio puxado dos confins da memória, de tal modo que nem nós mesmos entendemos como viemos a nos lembrar dessa ou daquela informação.  Estou lendo o livro Bonita Avenue do autor holandês Peter Buwalda e encontrei logo no primeiro capítulo referência ao conto do peixe e do anel, que neste romance é atribuído a uma passagem (uma anedota) de Vladimir Nabokov.  Essa atribuição me deixou surpresa.  Eu a conheço como parte do folclore belga.

Todos os meus caminhos me levaram ao estudo da Bélgica e da Holanda.  Se houve um território na Europa que mais mudou de mãos através dos séculos, esse foi um deles.  Foi francês, flamengo, espanhol, holandês, alemão, católico e protestante.   Deu-nos não só as raízes do capitalismo, do mercantilismo, da classe média, da bolsa de valores, da tolerância religiosa, assim como nos deu Bosch, Bruegel, de Rubens, Rembrandt e Vermeer a Ensor, van Gogh e Mondrian, de René Magritte a Delvaux e Folon.

Pois a história do peixe e do anel também aparece na Bélgica e está ligada à fundação da Abadia de Nossa Sra. de Orval, fundada em 1132.  Matilda da Toscana ou Matilda de Canossa era uma poderosa rainha medieval que visitando as terras da região de Gaume [Florenville], quando já se encontrava viúva, perdeu o belo anel de casamento em uma fonte. Matilda ficou muito contrariada e em desespero rezou fervorosamente para que o anel fosse encontrado.  Eis que uma truta, de repente, salta da água segurando em sua boca o anel da Rainha Matilda.  Grata pela resposta aos seus pedidos a rainha então exclamou: “Este é um verdadeiro Vale de Ouro” [Val d’Or], batizando, naquele momento, a região que veio a ser conhecida como Orval. E foi lá que os monges cisterciences decidiram construir um monastério.





Imagem de leitura — Paul Delvaux

3 04 2016

 

 

the-man-in-the-street-1940O homem na rua, 1940

Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)

óleo sobre tela, 130 x 150 cm

Museu de Arte Walon, Bélgica





Domingo, um passeio no campo!

3 04 2016

 

BONADEI, Aldo,Paisagem,óleo s cartão,(década de 1940)37 x 48 cmPaisagem, década de 1940

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre cartão, 37 x 48 cm





Resenha: “Memórias de um casamento” de Louis Begley

3 04 2016

 

Konstantin Razumov (Russia,1974)Elégante sur la terrasse, ost, 33 x 22 cmElegante no terraço

Konstantin Razumov (Rússia, 1974)

óleo sobre tela, 33 x 22 cm

 

 

Na capa de trás da edição brasileira de Memórias de uma casamento, somos  informados de que aqui encontraremos “um olhar profundo sobre uma classe e seus privilégios, numa trama que se desenvolve entre Paris e Nova York, Long Island e Newport”. Coroando essa apresentação, como que para justificá-la temos uma citação atribuída ao Washington Post: “Entre os escritores contemporâneos, Begley talvez seja o crítico mais sagaz e devastador do sistema de classes da sociedade americana”.  Nada mais ilusório.  Ainda que os personagens dessa narrativa sejam pessoas da classe social mais alta nos EUA, o foco está no retrato de uma mulher, complexa, vazia, intolerante, fútil, provavelmente ninfomaníaca, certamente  desequilibrada emocionalmente.  Como ela, existem centenas de outras em qualquer classe social. Ela causa danos a qualquer grupo familiar. Não importa, na verdade, onde nasceu, em que família, com quem casou.  Tipos como o dela não precisam ser da mais alta sociedade.  Eles existem em todo canto.

 

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Louis Begley é fiel a dois de seus predecessores: Henry James, grande mestre da literatura americana de final de século, também produziu, como mandava o seu tempo, romances  retratando tipos de mulher: Portrait of a Lady; Daisy Miller vêm à mente;  enquanto  Louis Auchincloss, já em pleno século XX,  também se esmerou nesse gênero como o fez em Sybil, The Dark Lady e outros. No Brasil, deste autor, encontramos em tradução:  A infinita variedade dessa mulher mais um de seus perfis de mulher.  Curiosamente, ambos Henry James e Louis Auchincloss se especializaram nos retratos de mulheres das classes sociais mais altas dos EUA.  No Brasil, a tradição literária dos perfis de mulher,  não se limita às classes mais altas, mas, como nos EUA, começa no século XIX, com Machado de Assis [Helena] e sobretudo com José de Alencar [Senhora, Diva, Lucíola, entre outros].

 

louis begleyLouis Begley

 

Ficam por aí as comparações. Ainda que a prosa de Louis Begley  seja agradável e os olhos corram sem obstáculos pelo texto, a apresentação da personagem principal Lucy De Bourgh, herdeira de mais de uma família importante da Nova Inglaterra,formada por pessoas  vindas no Mayflower e no Arabella, portanto entre os primeiros a chegar no continente americano, é monótona. Não há diálogos nestas 194 páginas. Há monólogos  de Lucy, de Jane.  Há cartas.  Em suma, falta dinamismo no texto. Temos diversos relatos, por diferentes pessoas. Contudo o texto flui.  Não só por habilidade do autor, mas também pela malévola e mórbida curiosidade despertada no leitor para saber sobre os detalhes, tintim por tintim, do malfadado casamento, onde o respeito pelo próximo é inexistente.

Tivesse Louis Begley usado de outros meios para narrar talvez pudesse ter despertado maior interesse nesta leitora.  Como está, trata-se de uma obra um tanto medíocre se comparada às suas anteriores, principalmente Sobre Schmidt e Schmidt Recua.





Flores para um sábado perfeito!

2 04 2016

 

Emira Cadar - Antúrios Brancos e Simbídios,ost,100x60 cmAntúrios brancos e simbídios

Emira Cadar (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 100 x 60 cm