Wilson Tafner (Brasil, 1967)
acrílica sobre tela, 100 x 120 cm
Wilson Tafner (Brasil, 1967)
acrílica sobre tela, 100 x 120 cm
Ilustração de Jenny Keith Hughes. [www.jennykeithhughes.com]
Hafiz (Pérsia, 1320-1389)
Uma vez
Depois de um dia trabalhoso a procura de alimentos
Dois ursos se sentaram em silêncio
Em uma bela paisagem
Observando o sol se por
E se sentindo profundamente gratos
Pela vida.
Mas, depois de algum tempo
Uma conversa interessante começou
Versando o tópico da
Fama.
Um dos ursos disse,
“Você ouvir falar do Rustam?
Ele ficou famoso
E viaja de cidade em cidade
Numa jaula dourada;
Ele faz exibições para centenas de pessoas
Que riem e aplaudem
Suas piruetas
No circo.”
O outro urso pensou
Por alguns segundos
Então começou
A chorar.
Tradução Ladyce West, do inglês
Em: The Gift, poems by Hafiz, the great Sufi master, translations by Daniel Ladinsky, Nova York, Compass [Penguin Group]:1999, p.123.
Edward Thompson Davis, (GB, 1833-1867)
óleo sobre madeira, 45 x 34 cm
João Barcelos (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Chico Bento viaja de cavalinho, ilustração Maurício de Sousa.
Sérgio Caparelli
O cavalinho na estrada
pacatá, pacatá,
com sua sombra mais atrás
pacatá, pacatá.
Para ao lado de um riacho,
pacatá, pacatá,
e se vê no espelho d’água,
pacatá, pacatá.
Que água limpa e fresca,
pacatá, pacatá,
corre aqui, corre acolá,
pacatá, pacatá,
e uma sombra tão boa
pacatá, pacatá,
não vi noutro lugar,
pacatá, pacatá,
mas a estrada já me chama
pacatá, pacatá,
sempre está a me chamar,
pacatá, pacatá.
O cavalinho volta à estrada
pacatá, pacatá,
com sua sombra mais atrás,
pacatá, pacatá.
Em: Boi da cara preta, Sérgio Caparelli, Porto Alegre, LPM: 2000, 27ª edição, p. 30.
Ilustração de Fred Irvin, Colliers Magazine, 1949.
Autorretrato com pincéis, 1909
Marc Chagall (Rússia/França, 1887-1985)
óleo sobre tela , 57 x 48 cm
Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf, Alemanha
Nakamura Daizaburo (Japão, 1898-1947)
Haruki Murakami
Rupert Bunny (Austrália, 1864-1947)
óleo sobre tela
Flores e frutos, década de 1960
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm




