Vaso de flores, década de 1940
Domingos Toledo Piza (Brasil, 1887-1944)
óleo sobre tela, 44 x 53 cm
Panorama da cidade do Rio de Janeiro, 1983
Lia Mittarakis (Brasil, 1934-1988)
óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Alessandro Allori (Florença, 1535-1607)
óleo sobre painel de madeira, 114 x 89 cm
Kunsthistorisches Museu, Viena
No século XVI, quando Florença era a capital do Grã-ducado da Toscana, havia, como sempre houve nas grandes famílias nobres ou como nesse caso enobrecidas, preocupação com a linha hereditária. O Grã-ducado da Toscana só poderia ser passado para herdeiros homens. Para garantir que ficaria na família. Francesco de Médici, segundo grã-duque da Toscana faleceu em 1587. Apesar de ter tido sete filhos, teve um único filho homem que morreu criança aos cinco anos de idade. Descendentes diretos restavam só suas filhas: Eleonora e Marie. O grão-ducado foi parar, então, nas mãos do irmão mais novo grão-duque, Ferdinando.
Mas as duas jovens eram Médici. Tinham nome e riqueza. Não foram ignoradas. A filha mais velha de Francesco já havia se casado, na época da morte do pai, com Vincenzo Gonzaga, Duque de Mântua, em 1584. Os netos de Francesco por Eleonora foram os Duques de Mântua e a Imperatriz-consorte de Ferdinando II, Imperador do Sacro Império Romano. Nada mal.
Maria de Médici, sexta a nascer, nove anos mais moça que Eleonora, tímida e estudiosa, que não parecia ser do agrado de ninguém, teve um casamento surpreendente. Casou-se em 1600 com Henrique IV de França cujo primeiro casamento com Margaret de França [Margaret Valois] havia sido anulado no ano anterior. Dos seis filhos de Maria de Médici e Henrique IV, cinco sobreviveram. Um deles, Luís XIII de França. Daí por diante, até 1848, todos os reis de França, exceto pelos familiares de Napoleão, foram descendentes de Maria de Médici e portanto descendentes de Francesco de Médici, cujo ducado suas filhas não puderam herdar por serem mulheres.
Em retrospecto, Maria de Médici teve sua vingança. Não só se casou com um rei, mas atrelou sua família à história da França por três séculos consecutivos.
Desconheço a autoria da ilustração.
É força que vem comigo
e no tempo não se esvai:
– Sempre que eu falo de amigo
eu me lembro de meu pai!
(Rodolpho Abbud)
Natureza morta com mamão, limões, uvas, peras e flores, s.d.
Henri Carrières (França, 1947, radicado no Brasil desde 1952)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
David Azuz (Israel, 1942)
Serigrafia
Armindo Rodrigues
Aqui, no café, sabe-se tudo
e junta-se gente vinda
de todos os cantos do mundo.
Aqui, no café, esquece-se o tempo
e nascem ideias extraordinárias
até dos gestos irrefletidos.
Aqui, no café, sonho mais à vontade
que sou tudo o que sonho
e não tenho medo de nada.
Aqui, no café, todos sabem que sou
um homem como outro qualquer
que vem aqui todas as tardes.
Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 53
Retrato de Francesco de’ Medici, 1551
Agnolo Bronzino (Florença, 1503-1572)
Têmpera sobre madeira, 58 x 41 cm
Galleria degli Uffizi, Florença
Auto-retrato com “L’Humanité”, 1923
Salvador Dali (Espanha, 1904-1989)
Técnica mista sobre papelão, 105 x 75 cm
Dali Teatro-Museu, Figueres
© Fundação Gala-Salvador Dali
Xilogravura,
Crônica de Nuremberg
A Crônica de Nuremberg é uma famosa publicação em latim, de autoria de Hartmann Schedel (1440-1514), que relata a história do mundo em sete capítulos. Foi publicada em 12 de junho de 1493, poucos anos depois da primeira impressão da Bíblia — conhecida como a Bíblia de Gutenberg — através dos tipos móveis de Gutenberg, em 1450-55. A Crônica de Nuremberg atingiu logo grande sucesso e teve diversas edições traduzidas imediatamente. Em 23 de dezembro de 1493, seis meses depois de sua primeira edição, por exemplo, já saía publicada em alemão. É o maior livro ilustrado da época, com aproximadamente 1600 xilogravuras. Tornou- se o livro mais difundido dos anos finais do século XV à primeira metade do século XVI. Curiosamente, o grande pintor renascentista alemão Albrecht Dürer, que se tornou um dos maiores gravuristas do mundo, trabalhou como aprendiz nas xilogravuras para esse livro.