Amaury Menezes (Brasil, 1930)
aquarela sobre papel, 48 x 70 cm
Museu de Arte de Goiânia
Amaury Menezes (Brasil, 1930)
aquarela sobre papel, 48 x 70 cm
Museu de Arte de Goiânia
Lanche, ilustração de Joseph Leyendecker.
“A origem do guardanapo é muito interessante. Antes dele cachorros e coelhos eram utilizados para limpar as mãos dos comensais, já que o padrão medieval era o de comer com as mãos. Apesar de não oficial, atribui-se a origem desse artefato a Leonardo Da Vinci (1452-1518), por meio de um livro chamado Codice Romanov, constituído de anotações culinárias atribuídas a Da Vinci. Antes da inclusão como item indispensável à mesa, as toalhas de mesa e, em seguida, as mangas dos trajes serviam para limpar os lábios.”
Em: Sempre, às vezes, nunca – etiqueta e comportamento, Fábio Arruda, São Paulo, Arx: 2003, 8ª edição, p: 96.
O amarelo diz: espere!
O verde manda passar
E o vermelho nos avisa
Que é proibido avançar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Menina na rede, ilustração de Jessie Willcox Smith.
Wilson W. Rodrigues
— Sai daí moleque, deixa eu arrumar a rede para Sinhazinha.
Pai João menino afastou-se da mucama e veio para a escada da varanda onde, sentado num dos degraus, Coco Velho preparava o cigarro de palha.
O moleque indagou:
— Por que Sinhazinha gosta tanto de ficar deitada na rede?
Coco Velho sorriu, deu uma baforada e explicou:
— Óia, menino, a vida tem duas redes. Uma pra pescar peixe…
— E a outra para dormir, não é Coco Velho?
— Não, moleque. A outra é pra pescar sonho.
Em: Pai João menino, Wilson W. Rodrigues, Coleção Mãe Maria, vol. 2, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949, p.71
Paul-Émile Chabas (França, 1869-1937)
Óleo sobre tela, 37 x 55 cm
Coleção Particular
500.000 checos na fronteira nazista, 1938
Reginald Marsh (EUA, 1898-1954)
Têmpera sobre eucatex, 61 x 45 cm
Coleção Particular
“Depois de termos visto os principais teatros e dancings de New York, começamos a levar uma vida mais estável e sossegada. Artur começou a estudar mais e a escrever o livro com vontade. Eu lia muito também. Andava pelas livrarias catando novidades e lia em inglês tudo o que podia. De vez em quando recebia carta de Elisabeth e Simone, com presságios tristes sobre a situação europeia. Não tinham mais esperanças de paz e se preparavam para enfrentar “uma época Terrível”, como escreveu Elisabeth com T grande.
À noite, gostávamos de andar a pé na Broadway observando os hábitos dos americanos, admirando os inumeráveis anúncios luminosos e o movimento surpreendente. Mais de uma vez jantamos nos automáticos. Eu gostava de por o níquel para ver o pratinho cair em baixo com uma torta de frango e salada; mais adiante um pouco de morangos e creme. Colocávamos tudo na bandeja e escolhíamos uma mesa de canto, onde saboreávamos nosso jantar improvisado, acompanhado de grandes copos de chope espumando e e escorrendo pela mesa de mármore.
Ríamos das nossas travessuras, como se fôssemos crianças sem juízo.
Eu notava como as moças e senhoras eram respeitadas em New York; muitas vezes à meia noite encontrávamos em plena Broadway um grupo de três ou quatro moças que vinham do teatro ou do cinema, tomavam qualquer coisa numa confeitaria e iam tranquilamente para suas casas, falando e rindo alegremente, quase sem serem notadas pela multidão. Outras vezes víamos duas ou mais senhoras, já matronas, algumas de óculos, jantando juntas num restaurante em trajes de baile, rindo e fumando, depois iam ao teatro e atravessavam as ruas movimentadas, sem ninguém olhar sequer para elas. E, às vezes, já era tarde, fora de horas.
Eu dizia a Artur:
— Eu gostaria de viver aqui, mulher nesse país tem personalidade, não precisa viver acompanhada por homens para ser alguém.
Artur confirmava e admirava-se também da independência absoluta das mulheres nos Estados Unidos.”
Em: O romance de Teresa Bernard, Sra. Leandro Dupré [Maria José Dupré], São Paulo, Ed. Brasiliense Ltda: 1945, 4ª edição, pp. 371-2 [Primeira edição:1941]
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
técnica mista, 25 x 17cm
Marcelino Freire