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Jovem lendo na biblioteca, 1873
Peder Jacob Marius Knudsen (Dinamarca, 1868-1944)
óleo sobre tela, 44 x 38cm
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Jovem lendo na biblioteca, 1873
Peder Jacob Marius Knudsen (Dinamarca, 1868-1944)
óleo sobre tela, 44 x 38cm
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Giuseppe Perissinotto (Itália,1881- Brasil,1965)
Óleo sobre tela, 30 x 24 cm
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Um mestre-cervejeiro da corte certamente tinha um bom status social no antigo Egito. Podemos concluir isso depois que especialistas japoneses descobriram em Luxor, no sul do Egito, uma tumba de um chefe cervejeiro, da época de Ramsés II, ou seja, dos séculos XII a XI antes da Era Comum. Sua cervejaria era dedicada à deusa Mut. Sabemos disso graças às descobertas anunciadas no dia 2 de janeiro, pelo ministro egípcio de Antiguidades, importantes detalhes da vida cotidiana do dono da cervejaria, identificado como Junsu-Im-Heb, [ou Khonso Em Heb] é um passo importante para se reconstruir a vida diária dos cidadãos da civilização do Nilo. A família do mestre cervejeiro, que também está retratada, viveu a 3.200 anos atrás.
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Jiri Kondo, chefe da equipe da universidade japonesa de Waseda, explicou que o sepulcro foi descoberto enquanto faziam trabalhos de limpeza para um estudo da tumba TT-47, pertencente a um alto funcionário da época do rei Amenhotep III.
As pinturas murais encontradas mostram diversos aspectos da vida diária da época e da família de Junsu-Im-Heb. Mostram com naturalidade a relação entre um marido, sua esposa e seus filhos, e também como faziam suas práticas religiosas. Seu estudo trará valioso conhecimento sobre o cotidiano da vida a mais de 3.000 anos passados.
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A tumba, repleta de pinturas murais, foi construída numa planta em formato de T, tem dois salões além da câmara mortuária e mostra curiosas cenas do dia a dia, retratando inclusive a admiração de diferentes pessoas antes de um ritual funerário, conhecido como “Abrir a Boca” da época. Curiosamente esta tumba está ligada à câmara mortuária de uma pessoa chamada Houn, mas ainda não identificada. Além das paredes laterais internas, o teto da tumba também mostra imagens pintadas com delicadeza, imagens precisas e de grande beleza. Há também a uma pintura representando o pôr do sol.
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Se você está intrigado com essa tumba, e se pergunta por que um mestre cervejeiro teria o status de importância para justificar tanto luxo, talvez seja bom lembrar que uma das primeiras bebidas feitas pelo homem foi a cerveja, que era na antiguidade consumida por todos, jovens, velhos e crianças. Era bebida por ricos e pobres e a cerveja fazia parte dos rituais religiosos diários e em grandes cerimônias. No Egito antigo a cerveja era mais doce e mais grossa do que a bebida que conhecemos hoje.
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Para evitar o saque o governo egípcio aumentou a segurança em torno da tumba até que sejam analisadas todas suas partes. Eventualmente o público terá acesso aos achados nessa tumba. Luxor é uma cidade de 500.000 habitantes, localizada às margens do Nilo, no sul do Egito. É considerada um museu ao ar-livre por causa do grande número de templos e tumbas faraônicas encontradas lá.
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Fontes: The Atlantic, Terra — Fotos: Luxor Times e France Press.
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Uma hora em Ower, Hampshire, 1914
Augustus Edwin John (Grã-Bretanha, 1878-1961)
óleo sobre tela
Coleção Particular
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Juliet, filha de Richard H. Fox de Surrey, 1931
Alfred Lambart (Inglaterra, 1902- 1970)
óleo sobre tela, 137 x 137cm
Laing Art Gallery, Newcastle-upon-Tyne, GB
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O terceiro-mundismo das ideias no Brasil é aparente nas entradas da Wikipedia em português. Muitas das definições e explicações na Wikipedia de assuntos internacionais, de história, literatura, arte, cultura em geral – exceto é claro a cultura televisiva e cinemática, em português, são pobres, falham nos detalhes, na significância do que se está procurando. Os ensaios traduzidos são cortados e não dão detalhes já existentes em inglês ou em francês, ou em qualquer outra língua.
Não conheço a razão para essa diferença entre os textos em português e os de outras línguas. Mas vou dar o meu palpite. Como exemplo mostro o que finalmente me irritou o suficiente para alavancar essa postagem:
Imperador Romano Marco Aurélio.
Em português temos aproximadamente uns 10 parágrafos sem qualquer referência às suas famosas Meditações. Na verdade elas não são nem mencionadas no parágrafo sobre influências desse imperador. Em inglês temos acima de 70 (parei de contar em 70) parágrafos, com extensa explicação sobre seu governo, sua contribuição literária, histórica, filosófica. Lendo a enciclopédia em português temos a impressão de que esse imperador não teve grande importância no desenvolvimento do império que tanto defendeu.
Mas, pior ainda, sua influência no destino do pensamento ocidental não é mencionado em português. Sua influência nas artes — no verbete em português — resume-se à estátua no Capitólio que influenciou estátuas equestres na Renascença. Além disso, aprendemos sobre sua influência no cinema. Não sobre sua influência filosófica na arte cinematográfica, mas sua “presença” na indústria, como no filme de 1964 A queda do Império Romano; no filme Gladiador de 2000 – “ o papel de Marco Aurélio sendo desempenhado por Richard Harris”, e também aprendemos que Marco Aurélio é citado pelo personagem Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, de 1991. A pessoa que escreveu esse verbete da Wikipedia não teve nem a curiosidade de se perguntar o motivo de Hannibal Lecter citar Marco Aurélio. Se o fizesse talvez tivesse aprendido sobre a obra literária do imperador romano. No entanto, em nenhum momento na descrição da importância de Marco Aurélio fala-se da obra Meditações. A versão em português de suas Meditações que são até hoje estudadas por serem um dos grandes livros sobre liderança, uma obra marcante no desenvolvimento da cultura ocidental tem outro nome. Meditações de Marco Aurélio, agora são conhecidas em português como O Guia do Imperador, tradução direta do inglês The Emperor’s Handbook. Mas, espera aí, do inglês? Importante notar que a tradução publicada — nas livrarias no momento — foi feita do inglês e não do latim. O latim é uma língua muito mais próxima à nossa (outro mistério que mostra a nossa pobreza intelectual). Então temos uma tradução de uma tradução. Por si só isso já representa um desvio do original de uma obra considerada excepcional. Ela constitui a expressão máxima do estoicismo, doutrina grega, trazida para os países do império romano (onde devo lembrar se encontram as raízes culturais brasileiras) pelos historiadores romanos. Dentre os pensadores estóicos além de Marco Aurélio temos Sêneca, Cleanto, “o estóico”.
Essa diferença de tratamento em verbetes tais como esse limita o horizonte do estudante brasileiro; a compreensão do cidadão curioso sobre história; dá um tiro no pé na cultura nacional. Se alguém quisesse, por exemplo, checar a razão do personagem Hannibal Lecter do filme O Silêncio dos Inocentes citar Marco Aurélio, encontraria a resposta? Esse desleixo com a informação que chega ao grande público é a expressão clara do preconceito social reinante na nossa terra, retrato da crença de que o “brasileiro que se interessa por isso lê em outra língua”. Por que? Por que ser obrigado a ler em outra língua? É a antiga separação de classes entre os letrados e o iletrados, entre os doutores e o público, os estudantes, os não-iniciados; que educação é coisa para a elite. É essa atitude que mantém até hoje milhões de brasileiros na docilidade da ignorância. É o retrato preciso da vergonha nacional.
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Sábia lição aprendi,
desde os tempos de menino:
— Na vida, somos autores
do nosso próprio destino.
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(Célio Meira)

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Feliz Ano Novo!
A felicidade… Sua busca está na moda.
Estudos em neurologia, sociológicos e de direito examinam, no mundo inteiro, neste preciso momento, o que é a felicidade. E mais, se é um direito do indivíduo. Termos chegado a esse debate representa um passo enorme na história da humanidade: um módico dos direitos humanos foi alcançado por uma parte significativa da população mundial ou não estaríamos a discutir com tanto ardor um sentimento tão completamente subjetivo.
A música de Clarice Falcão “O que você faz para ser feliz?” usada recentemente como jingle para o anúncio de um supermercado na televisão, revela um importante conhecimento, mesmo com seu jeitinho de cultura pop: a felicidade, como a beleza, está nos olhos de quem vê, ou nesse caso, de quem sente. Ela depende exclusivamente de você. Daquilo que você escolhe, do que você constrói. Ela requer autoconhecimento e auto-aceitação. Ela está presente, aí dentro de você. É preciso só despertá-la…
Que 2014 lhe traga o autoconhecimento necessário à sua felicidade.