Na boca do povo: escolha de provérbio popular

15 10 2013

galinha com pintinhosCartão Postal

“Pés de galinha não matam pintos.”





Imagem de leitura – Anita Fraga

14 10 2013

ANITA FRAGA - (Brasil, ativa no século XX, após 1930)Leitura - óleo sobre tela - 65 x 50 cm -Leitura, s/d

Anita Fraga (Brasil, ativa no século XX, após 1930)

óleo sobre tela, 65 x 50 cm

[irmã da pintora Lucília Fraga]

 





Reminiscências da vida colegial, texto José de Alencar

14 10 2013

1 - escola Nikolai Bogdanov-Belsky (1868-1945) 1

Aula de aritmética, s.d.

Nicolai Bogdanov-Belsky (Rússia 1868-1945)

óleo sobre tela

II — REMINISCÊNCIAS DA VIDA COLEGIAL

 No ano de 1840 frequentava eu o Colégio de Instrução Elementar, estabelecido à rua do Lavradio n. 17, e dirigido pelo Sr. Januário Matheus Ferreira, a cuja memória eu tributo a maior veneração.Depois daquele que é para nós meninos a encarnação de Deus e o nosso humano Criador, foi esse o primeiro homem que me incutiu respeito, em que macatei o símbolo das autoridades. Quando me recolho da labutação diária com o espírito mais desprendido das preocupações do presente, e sucede-me ao passar pela rua do Lavradio pôr os olhos na tabuleta do colégio que ainda lá está na sacada do n. 17, mas com diversa designação; transporto-me insensivelmente àquele tempo, em que de fraque e boné, com os livros sobraçados, eu esperava ali na calçada fronteira o toque da sineta que anunciava a abertura das aulas. Toda minha vida colegial se desenha no espírito com tão vivas cores, que parecem frescas de ontem, e todavia mais de trinta anos já lhes pairaram sobre. Vejo o enxame dos meninos, alvoroçando na loja, que servia de saguão; assisto aos manejos da cabala para a próxima eleição do monitor geral; ouço o tropel do bando que sobe as escadas, e se dispersa no vasto salão onde cada um busca o seu banco numerado. Mas o que sobretudo assoma nessa tela é o vulto grave de Januário Matheus Ferreira, como eu o via passeando diante da classe, com um livro na mão e a cabeça reclinada pelo hábito da reflexão.Usava ele de sapatos rinchadores; nenhum dos alunos do seu colégio ouvia de longe aquele som particular, na volta de um corredor, que não sentisse um involuntário sobressalto.

Januário era talvez ríspido e severo em demasia; porém, nenhum professor o excedeu no zelo e entusiasmo com que desempenhava o seu árduo ministério. Identificava-se com o discípulo; transmitia-lhe suas emoções e tinha o dom de criar no coração infantil os mais nobres estímulos, educando o espírito com a emulação escolástica para os grandes certames da inteligência.Os modestos triunfos, que todos nós obtemos na escola, e que não vêm ainda travados de fel como as mentidas ovações do mundo; essas primícias literárias tão puras, devo-as a ele, a meu respeitável mestre que talvez deixou em meu ânimo o gérmen dessa fértil ambição de correr após uma luz que nos foge; ilusão que felizmente já dissipou-se. Dividia-se o diretor por todas as classes embora tivesse cada uma seu professor especial; desse modo andava sempre ao corrente do aproveitamento de seus alunos, e trazia os mestres como os discípulos em constante inspeção. Quando, nesse revezamento de lições, que ele de propósito salteava, acontecia achar atrasada alguma classe, demorava-se com ela dias e semanas, até que obtinha adiantá-la e só então a restituía ao respectivo professor. Meado, o ano, porém, o melhor dos cuidados do diretor voltava-se para as últimas classes, que ele se esmerava em preparar para os exames. Eram estes dias de gala e de honra para o colégio, visitado por quanto havia na Corte de ilustre em política e letras. Pertencia eu à sexta classe, e havia conquistado a frente da mesma, não por superioridade intelectual, sim por mais assídua aplicação e maior desejo de aprender. Januario exultava a cada uma de minhas vitórias, como se fora ele próprio que estivesse no banco dos alunos a disputar-lhes o lugar, em vez de achar-se como professor dirigindo os seus discípulos.

Como e porque sou romancista, José de Alencar, Rio de Janeiro, Leuzinger: 1893 em DOMÍNIO PÚBLICO





O elefantinho, poesia infantil de Vinícius de Moraes

14 10 2013

elefante na janelaDesconheço a autoria dessa ilustração.  Se você conhece o autor, me diga. Obrigada.

O elefantinho

Vinicius de Moraes

Onde vais, elefantinho

Correndo pelo caminho

Assim tão desconsolado?

Andas perdido, bichinho

Espetaste o pé no espinho

Que sentes, pobre coitado?

– Estou com um medo danado

Encontrei um passarinho!

Em: A arca de Noé:poemas infantis, Vinícius de Moraes, Companhia das Letrinhas, São Paulo:1991





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

13 10 2013

???????????????????????????????Cedo de manhã, Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, RJ.




Anedota apócrifa sobre Isadora Duncan e George Bernard Shaw

13 10 2013

unnamed

Dizem que a famosa bailarina norte-americana Isadora Duncan, grande apreciadora da obra  de George Bernard Shaw, uma vez escreveu para esse escritor  irlandês dizendo que, pelos princípios da eugenia, eles dois deveriam ter um filho juntos.

— “Pense!”, disse ela entusiasmada,”com o meu corpo e o seu cérebro, que maravilha esse filho não seria!”

George Bernard Shaw não demorou a responder:

— “Sim.  Mas… e se nascesse com o meu corpo e o seu cérebro?”

*****





Quadrinha da humildade

13 10 2013

desculpaDona Cebola pede desculpas ao Seu Cebola, ilustração de Maurício de Sousa.

Quem não cultiva a humildade

dentro do seu coração

por orgulho ou por vaidade

não sabe pedir perdão.

(José Augusto Fernandes)





Flores para um sábado perfeito!

12 10 2013

YVONNE VISCONTI CAVALLEIRO (1901-1965),Jarro com Flores, ost, 36 x 25Jarro com flores, s./d.

Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)

óleo sobre tela, 36 x 25 cm





Criança brasileira, na arte!

12 10 2013

alberto_da_veiga_guignard, Menino, 1941, osm, 41 x 33 cmMenino, 1941

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 41 x33 cm

Coleção Geneviève e Jean Boghici

Aurélio D´Alincourt - Menina de fita no cabelo - Óleo sobre placa - 22 x 17 cmMenina de fita no cabelo, s/d

Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)

óleo sobre placa, 22 x 17 cm

Artur Timoteo da Costa, Retrato de menino oscartão 41x32 colpartRetrato de menino

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre cartão, 41 x 32 cm

Coleção Particular

Eduardo de Sá (866-1940) Menina do vestido vermelho, ost, 46x 38Menina do vestido vermelho, 1893

Eduardo Sá (Brasil, 1866-1940)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Coleção Particular

ELISEU VISCONTI (1866 - 1944)Retrato de Julinho, c1927,osm, 35 x 24 cmRetrato de Julinho c. 1927

Eliseu Visconti ( Brasil, 1866-1944)

óleo sobre madeira, 35 x 24 cm

José Ferraz de Almeida Júnior, Menina, 1890, desenho a carvãoMenina, 1890

José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850 –1899 )

Desenho, carvão sobre papel

ALICE BRUEGGMANN,Cabeça de Menino, 1955,ost,53 x 44 cmMseuufrgsCabeça de menino, 1955

Alice Bruggemann (Brasil, 1917-2001)

óleo sobre tela, 53 x 44 cm

Museu da UFRG

TulioMugnaini,(Brasil, 1895-1975) Menina de Chapéu,óleo sobre tela, 64 x 47 cm 1916, PESPMenina de chapéu, 1916

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

óleo sobre tela, 64 x 47 cm

PESP – Pinacoteca do Estado de São Paulo





Palavras para lembrar — Mário Quintana

11 10 2013

Rachel Gans (EUA, , Zed with book, 40 x 50Zed com livro

Rachel Gans (EUA)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”.

Mário Quintana