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Praga, s/d, ilustração de Maria Cardelli (Itália, 1966).
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“Livros são faróis construídos no imenso mar do tempo.”
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E.P. Whipple
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Praga, s/d, ilustração de Maria Cardelli (Itália, 1966).
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E.P. Whipple
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Pela vida me foi dado
um conselho em que me alerto:
Antes vir desafinado,
que soluçar no tom certo.
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(Miguel Russowsky)
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Moça lendo
Adolph van Menzelm (Alemanha, 1815-1905)
sketch a carvão sobre papel
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Adolph Friedrich Erdmann van Menzelm nasceu em Breslau na Prússia em 1815. Em 1830 a família se mudou para Berlim, onde a família teria mais oportunidades para sua companhia de impressora. Mas a morte repentina do pai o obrigou a tomar as rédeas dessa companhia Foi um pintor, desenhista e ilustrador considerado entre os mais importantes pintores realistas da Alemanha. Faleceu em Berlin em 1905.
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Casa cor de rosa, ilustração anônima da década de 1930.–
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O mais doce dos abrigos,
minha casa é uma beleza:
aberta para os amigos,
fechada para a tristeza!
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(Coubert Rangel Coelho)
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Vlaho Bukovac (Croácia, 1855-1922)
óleo sobre tela
Galeria Umjetnina, em Split
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William Osler
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Joia encontrada em Tel Megiddo, Israel, em um jarro de cerâmica, enterrado há 3.000 anos.–
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Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv apresentaram ao público, no início dessa semana, um tesouro encontrado em um jarro envolto em tecidos e escondido em uma casa no norte de Israel há mais de 3.000 anos atrás. O jarro, escavado de uma casa em Tel Megiddo, no Vale de Jezreel no norte de Israel, é um lugar incomum para encontrar joias, de acordo com os arqueólogos da Universidade de Tel Aviv. Entre as peças está um belo par de brincos decorados com cabras selvagens.
Primeiro foi encontrado o jarro de cerâmica, em 2010. Datando de aproximadamente 1100 a.C. O jarro havia provavelmente pertencido a uma mulher cananéia, que talvez morasse na casa. Canaã era uma região histórica formada pelo que hoje é Israel, Palestina, Líbano e partes da Síria e da Jordânia. Tel Megiddo era uma importante cidade-estado nesta região até o século X a.C.
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Segundo o Prof. Israel Finkelstein, do Departamento de arqueologia e culturas do oriente médio da Universidade de Tel Aviv, o jarro foi encontrado em 2010, mas permaneceu por limpar, enquanto aguardavam uma análise molecular do seu conteúdo. Quando a equipe foi finalmente capaz de lavar a sujeira, encontrou peças de jóias, incluindo um anel, brincos e pérolas, escondidas no bojo do vaso.
Os pesquisadores acreditam que a coleção, que foi descoberta nas ruínas de uma casa particular na zona norte de Megiddo, pertence a um período de tempo chamado “Idade do Ferro I,” e que pelo menos algumas das peças podem ter sua origem no Egito. Alguns dos materiais e desenhos apresentados nas joias, incluindo contas feitas de cornalina, pedra semi preciosa, são consistentes com desenhos egípcios da mesma época.
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Quando os pesquisadores removeram o jarro de cerâmica a partir do local da escavação, eles não tinham ideia de que havia alguma coisa dentro. As joias foram bem preservadas e haviam sido envoltas em tecidos, mas as circunstâncias que as rodeiam são bastante misteriosas. É quase certo de que o jarro não fosse o lugar de guardar as joias normalmente. “É claro que as pessoas tentaram esconder a coleção, e por algum motivo eles não foram capazes de voltar para buscá-lo.” — concluiu o Prof Ussishkin que notando que os proprietários poderiam ter morrido ou sido obrigados a fugir. Ele acredita que esta tenha sido uma coleção de joias de uma mulher de Canaã, que morava nessa casa.
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A variedade das joias também é fora do comum. Embora a coleção inclua um número brincos comuns, em forma de lua crescente, de origem de Canaã, os arqueólogos encontraram também conjunto de itens de ouro e um número de contas feitas de cornalina, pedras semi preciosas cujo uso era frequente na fabricação de joias egípcias naquela época. Isso aponta para uma forte conexão egípcia, seja em influência ou origem. Essa conexão não seria surpreendente, segundo o professor Cline, que afirmou que as interações entre o Egito e Tel Megiddo são bem conhecidas durante a Idade do Bronze e a Idade do Ferro.
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O item mais notável, de acordo com os pesquisadores, é um brinco de ouro com padrão de peças moldadas na forma de cabras selvagens. “Para itens exclusivos, como esse, trabalhamos para encontrar paralelos para ajudar a colocar os itens em suas corretas configurações culturais e cronológica, mas, neste caso, ainda não encontramos nada“, dizem os pesquisadores.
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Este achado adiciona outro aspecto fascinante a este sítio arqueológico: Tel Megiddo era uma importante cidade-estado de Canaã, até o início do século X a.C. e um centro muito importante do Reino do Norte de Israel nos séculos IX e VIII a.C. Esse é um sítio arqueológico com multicamadas, de vários períodos de tempo claramente diferenciados, e neste período, existem de 10 a 11 estratos bem datados através da análise de radiocarbono. “Essa sequência de datas de radiocarbono não existe em nenhum outro lugar na região“, diz o professor Finkelstein.
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A camada em que a joia foi encontrada já foi datada do século XI a.C., logo após o fim do domínio egípcio no século XII a.C. Ou a joia foi deixada para trás na retirada egípcia ou as pessoas que possuíam as joias foram influenciadas pela cultura egípcia. Os pesquisadores esperam que a análise dos tecidos em que as joias foram embrulhadas e das joias propriamente ditas, possam dizer-lhes mais sobre as origens da coleção. Se o ouro é puro em vez de uma mistura de ouro e prata, por exemplo, será mais provável que essas joias tenham vindo do Egito, uma região que era pobre em recursos de prata, mas rico em ouro.
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FONTE: SCIENCE DAILY
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Leitura com gato, 2006
Angelica Zubiran (Colombia, contemporânea)
Óleo sobre cartão, 40 x 50 cm
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Paisagem na Mata Atlântica, Petrópolis, RJ
Carlos Oswald (Brasil, 1882-1971)
óleo sobre tela colado em eucatex, 70 x 95cm
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“Cobria-se a Serra de flores. Correu primeiro um balbucio de primavera. Seria já a florada? Botões, aqueles pequenos sinais? No meio dos bosques escondidos entre os montes, o amarelo e o vermelho salpicavam, abriam no verde sorridente espanto. Em lugares mais resguardados, mais favorecidos, em breve surgia a neve florida cobrindo as pereiras e transformando, enriquecendo a paisagem. E logo também floriam os pessegueiros. Junto das favelas, nos parques dos sanatórios, rodeando os bangalôs, à beira das águas mansas, a florada em rosa e branco apontou finalmente, luminosa, irreal.
Perto do pequeno lago em que se debruçavam as pereiras alvas, encantadas, o pintor armou o cavalete. Tocados de primavera, os galhos roçavam a água que reproduzia a fila das árvores. Amarrada à margem a pequena canoa envernizada, vazia, estava juncada de flores que o vento carregara.”
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Em: Floradas na Serra, Dinah Silveira de Queiroz, Rio de Janeiro, José Olympio:1984, 23ª edição. Prêmio Antônio de Alcântara Machado, da Academia Paulista de Letras. Originalmente publicado em 1939.
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Soneca na rede, ilustração Maurício de Sousa.–
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Perguntou-me o Joaquim
se do ócio não me canso.
Eu lhe respondi que sim:
que quando canso… descanso.
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(José Raimundo Bandeira)
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Momentos especiais
Diane Leonard (EUA, 1949)
Gravura Glicee
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Emilie Buchwald