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Paige lê Peter Pan, s/d
Janet Hill (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 22 x 30 cm
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“A Natureza e os livros pertencem aos olhos de quem os vê.”
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Ralph Waldo Emerson
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Paige lê Peter Pan, s/d
Janet Hill (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 22 x 30 cm
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Ralph Waldo Emerson
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Como é belo ver a planta
que abre flores nos caminhos,
nas horas em que Deus canta
pela voz dos passarinhos!
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(José Lucas de Barros)
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Moça lendo, 2000
Di-Li Feng (China, 1958)
óleo sobre tela
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Di Li Feng nasceu num pequeno vilarejo, em 1958, na China. Formou-se pela Academia Chinesa Central de Belas Artes, a maior instituição artística na China, onde fez pós-graduação em 1990. Hoje é professor na Academia de Belas Artes de Lu Xun na China, depois de ter lecionado em várias universidades americanas.
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Família, ilustração de Arthur Sanoff.–
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Numa estrada colorida,
ou na trilha empoeirada,
se a família segue unida,
é suave a caminhada.
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(Istela Marina)
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Novas descobertas na Gruta Geißenklösterle ao sudoeste da Alemanha documentam a chegada antecipada dos humanos modernos e aparecimento precoce de arte e música. Pesquisadores das universidades de Oxford (Reino Unido) e de Tübingen (Alemanha) descobriram os instrumentos musicais mais antigos até agora conhecidos. As novas datas foram ajustadas pela melhora dos métodos, que eliminou a contaminação e sinalizou para a data de 42.000 a 43.000 anos, o início da Época Aurignacense, a primeira cultura a produzir uma ampla gama de arte figurativa, música e outras inovações importantes. O espectro completo de essas inovações foi estabelecido na região, o mais tardar 40 000 anos atrás.
Estas são as datas mais antigas de radiocarbono de depósitos aurignacianos, anteriores mesmo a datação aurignaciana na Itália, França, Inglaterra e outras regiões da Europa. Estes resultados são consistentes com a hipótese do Corredor Danúbio, que sugere que os humanos modernos migraram para a Europa e rapidamente acompanharam o curso do rio Danúbio.
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“Esses resultados são coerentes com uma hipótese feita anos atrás de que o rio Danúbio foi um corredor-chave no movimento de humanos e nas inovações tecnológicas na Europa central entre 40 mil e 45 mil anos atrás“, diz o professor Nick Conard, de Tübingen, que participa das escavações. Anteriormente pensava-se que os humanos só haviam chegada ao alto Danúbio entre 40 mil e 39 mil anos atrás.
A Caverna Geißenklösterle é uma das várias cavernas na Suábia que têm produzido importantes exemplos de ornamentos pessoais, arte figurativa, imagens místicas e instrumentos musicais. . Se as muitas inovações documentadas na Suábia foram estimuladas pelo estresse climático, pela concorrência entre os seres humanos modernos e Neandertais ou por outras dinâmicas socioculturais continua a ser um dos focos centrais para a pesquisa dos arqueólogos. É essencial que se possa entender melhor o que acontecia na época para estabelecer uma cronologia mais precisa que explique a expansão dos humanos modernos na Europa, os processos que levaram a uma ampla gama de inovações culturais, incluindo o advento da arte figurativa e música, além da extinção dos Neandertais.
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Flauta [dois ângulos] de marfim de presa de mamute, encontrada na Gruta Geißenklösterle.–
Entre os objetos dessas inovações culturais estão as flautas de osso ou marfim de presas de mamutes. Essas flautas primitivas foram encontradas exatamente nessa região que se acredita ser a primeira ocupada por humanos modernos na Europa.
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FONTES: SCIENCE DAILY, TERRA
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Leitora, 1913
Giuseppe Mascarini (Itália, 1877-1954)
óleo sobre tela
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Fagundes Varela
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Desde a quadra mais antiga
De que rezam pergaminhos,
Cantam a mesma cantiga
Na floresta os passarinhos.
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Têm o mesmo aroma as flores,
Mesma verdura as campinas,
A brisa os mesmos rumores,
Mesma leveza as neblinas.
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Tem o sol as mesmas luzes,
Tem o mar as mesmas vagas,
O deserto as mesmas urzes,
A mesma dureza as fragas.
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Os mesmos tolos o mundo,
A mulher o mesmo riso,
O sepulcro o mesmo fundo,
Os homens o mesmo siso.
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E neste insípido giro,
Neste voo sempre a esmo,
Vale a pena, em seu retiro,
Cantar o poeta, mesmo?
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Em:Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Ediouro:1965. Este poema foi originalmente publicado em Cantos do Ermo e da Cidade, 1869.
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Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 – RJ 1871) ou Fagundes Varela, poeta brasileiro e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.
Obras:
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Paul Charles Chocarne Moreau (França, 1855-1931)
óleo sobre tela
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Arthur Schopenhauer
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Mesmo quando o fogo o abrasa,
o bombeiro com cuidado,
salva a tudo,numa casa,
por ser sempre bem treinado.
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(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)
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Tradição, 2010
Linda Apple (EUA)
óleo sobre tela 30 x 30 cm
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Linda Apple nasceu nos Estados Unidos e cresceu no estado de Ohio. Desde cedo gostava de desenhar e pintar. Sua família lhe deu apoio para a carreira artística. Estudou na Faculdade Columbus of Art & Design, graduando-se em 1964. Viajou pela Europa: França, Itália, Grécia, Suécia e também pelo México, Canadá e no sudoeste dos EUA. Nos últimos 40 anos, seu trabalho ganhou reconhecimento internacional.
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Um rapaz rico e solteiro desejava casar-se e começou a procurar noiva. Um dia mandou preparar sua carruagem e passou por uma rua da cidade. Mandou parar, desceu e entrou numa casa. Saiu uma mulher bonita e agradável.
— Senhora dona, me alcance um copo d’água!
A mulher foi buscar um copo d’água e agradou muito o rapaz que ficou satisfeito. Voltando para casa pensou em casar com ela.
No outro dia foi pedir água numa outra casa e saiu-lhe uma mulher ainda mais bonita e mais agradável. O rapaz ficou contente e achou que devia casar com ela.
No outro dia foi pedir de beber num rancho de palha onde foi servido por uma mocinha muito acanhada e bem parecida. O rapaz ainda gostou mais desta do que das outras. Para decicir procurou o padre vigário e pediu um conselho. O sacerdote disse:
— Vá procurar o Doutor Doido na Cidade Fulana. Ele não presta atenção a ninguém e vive passeando para lá e para cá, numa calçada. Diga o que quer e ouça o que ele disser.
O rapaz tomou sua carruagem e tocou-se para a Cidade Fulana. De tarde um criado do hotel levou-o para a tal rua onde ele viu o Doutor Doido andando para cima e para baixo, falando alto. O rapaz aproximou-se e contou o seu caso.
— Estou querendo casar e achei três mulheres que me agradam. Uma é mulher dama, outra uma viúva e a terceira uma moça donzela. Com quem devo dar a mão de esposo?
O Doutor veio cá e foi lá, e sem parar a marcha, respondeu:
— Quem sempre foi, sempre é. Besta velha não se acostuma em pasto novo! Quem nunca foi, vai-se fazer!
O rapaz tomou a carruagem, voltou e casou com a moça.
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Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore), Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro,Ediouro: 1967