Imagem de leitura — Federico Faruffini

8 02 2011

A leitora

Federico Faruffini (Itália, 1833 – 1869)

óleo sobre tela

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Federico Faruffini nasceu em Sesto San Giovanni, 1833 e antes de se dedicar à artes plásticas, estudou direito.  Formou-se pela Escola de Pintura de Pavia. Dedicou-se à pintura histórica,  a de gênero e ao tratamento ilustrativo de cenas retratadas pela literatura.  Suicidou-se 1869 em Perugia.





Questão de pontuação — poema de João Cabral de Melo Neto

8 02 2011

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Questão de pontuação

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                                                       João Cabral de Melo Neto

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Todo mundo aceita que ao homem

cabe pontuar a própria vida:

que viva em ponto de exclamação

(dizem tem alma dionisíaca);

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viva em ponto de interrogação

(foi filosofia, ora é poesia);

viva equilibrando-se entre vírgulas

e sem pontuação (na política):

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o homem só não aceita do homem

que use a só pontuação fatal:

que use, na frase que ele vive

o inevitável ponto final.

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Em: Agrestes, João Cabral de Melo Neto, Riio de Janeiro,  Nova Fronteira: 1985

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João Cabral de Melo Neto – (PE 1920 – RJ 1999) poeta e diplomata. Membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

Pedra do Sono, 1942

Os Três Mal-Amados, 1943

O Engenheiro, 1945

Psicologia da Composição com a Fábula de Anfion e Antiode, 1947

O Cão sem Plumas, 1950

O Rio ou Relação da Viagem que Faz o Capibaribe de Sua Nascente à Cidade do Recife, 1954

Dois Parlamentos, 1960

Quaderna, 1960

A Educação pela Pedra, 1966

Morte e Vida Severina, 1966

Museu de Tudo, 1975

A Escola das Facas, 1980

Auto do Frade, 1984

Agrestes, 1985

Crime na Calle Relator, 1987

Primeiros Poemas, 1990

Sevilha Andando, 1990

Tecendo a Manha, 1999





Imagem de leitura — Katherine Chiu

6 02 2011

A carta, 2010

Katherine Chiu ( EUA, contemporânea)

acrílica sobre placa, 15 x 15 cm

www.katherinechiu.net

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Katherine Chiu é uma artista plástica morando em Los Angeles, California.  Formou- se em Artes Visuais no Art Center College of Design.  Seu trabalho explora as complexidades da dinâmica familiar e comportamento humano.  Seu trabalho evoca um sentido de mistério e de fantástico.





Filhotes Fofos — Coala

6 02 2011

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Um coala de nove meses de idade, se segura firme nas costas de sua mamãe, no Zoológico Metroparks, em Cleveland no estado de Ohio, EUA.





Imagem de leitura — Walter Langley

4 02 2011

Uma leitura silenciosa, s/d

Walter Langley ( Inglaterra, 1852-1922)

óleo sobre tela

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Walter Langley ( Inglaterra, 1852-1922), nasceu em Birmingham.  Aos 15 anos foi aprendiz de litografia, e aos 21 anos conseguiu uma bolsa para estudar design em South Kensington, onde permaneceu por dois anos.  Retornou à sua cidade natal onde começou a carreira de pintor. Em 1881 foi eleito Associado da Royal Birmingham Society of Artists. Fundou a Escola Newlyn de pintores ao ar livre.  Ficou conhecido por suas pinturas realistas da classe trabalhadora, dedicando-se a  pescadores e suas famílias.





Os dois irmãos, poesia infantil de Maria Alberta Menéres

4 02 2011

Meninos jogando bilboquê,  sd

Belmiro de Almeida ( Brasil, 1858-1935)

óleo sobre tela, 40x30cm

Museu de Arte de São Paulo

 Os dois irmãos

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Maria  Alberta Manéres

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Eu conheço dois meninos

que em tudo são diferentes.

Se um diz: “Dói-me o nariz!”

o outro diz: “Ai, meus dentes!”

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Se um quer brincar em casa,

o outro foge para o monte;

e se este a casa regressa,

já o outro foi para a fonte.

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É difícil conviver

com tanta contradição.

Quando um diz: “Oh, que calor! “,

Que frio!” – diz o irmão.

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Mas quando a noitinha chega

com suas doces passadas,

pedem à mãe que lhes conte

histórias de Bruxas e Fadas.

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E quando o sono esvoaça

por sobre o dia acabado,

dizem “Boa noite, mãe!”

e adormecem lado a lado.

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Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro (Portugal, 1930)  nasceu na cidade de Vila Nova de Gaia.  É professora, jornalista e escritora.  Sua obra inclui poesia, contos,  hisstórias em quadrinhos,  teatro, novelas, e adaptação de clássicos da literatura.

Obras

Ficção

O Poeta Faz-se aos 10 Anos, 1973

A canção do vento, 1975

Hoje há Palhaços , 1977

Primeira Aventura no País do João, 1977

À Beira do Lago dos Encantos, 1995

Intervalo, 1952

Cântico de Barro, 1954

A Palavra Imperceptível, 1955

Oração de Páscoa, 1958

Água – Memória, 1960

Os poemas Escolhidos, s/d

A Pegada do Yeti, 1962

Poemas Escolhidos, 1962

Os Mosquitos de Suburna, 1967

Conversas em Versos , 1968

O poema O disse ao poema, 1974

O Robot Sensível, 1978

Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1982

Semana sim,semana não,semana pumbas,1998

Clarinete

Figuras Figuronas, 1969

A Pedra Azul da Imaginação, 1975

A Chave Verde ou os Meus Irmãos, 1977

Semana Sim, Semana Sim, 1979

O Que É Que aconteceu na Terra dos Procópios, 1980

Um Peixe no Ar, 1980

O Trintão Centenário, 1984

Dez Dedos Dez Segredos, 1985

À Beira do Lago dos Encantos, 1988

Quem faz hoje anos, 1988)

Colecção “1001 Detectives– 15 volumes (em colaboração com Natércia Rocha e Carlos Correia), entre 1987/92

Sigam a Borboleta, 1996

100 Histórias de Todos os Tempos, 2003

Passinhos de Mariana, Edições Asa, 2004

“Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa” 2010

Outra vez não!





Imagem de leitura — Léon Augustin L’hermitte

3 02 2011

A lição de leitura, 1912

Léon-Augustin L’Hermitte ( França, 1844 -1925)

óleo sobre tela

Coleção Particular

Léon Augustin L’hermitte, nasceu em Mont-Saint-Père em 1844.  Foi pintor e gravador.  Estudou com Horace Lecoq de Boisbaudran.   Ganhou reconhecimento depois de expor no Salão de Paris de 1864, sempre com suas telas realistas, dedicadas à vida rural,  repletas de detalhes do dia a dia da vida dos camponeses.  Seu grande trunfo foi o uso inovador do óleo pastel em suas pinturas.  Entre as distintas honrarias que recebeu durante sua vida está a Legião de Honra, 1884 e o Grande Prêmio na Exposição Universal de Paris de 1889.  Ele morreu em 1925 em Paris





Não faça pouco de uma paixão! Lembre-se de Vladimir Nabokov.

3 02 2011
Ilustração, Hervé.

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O hábito não faz um monge, assim como um diploma em direito não faz um advogado ou um diploma em história faz um historiador.  Recentemente, uma leitora respondeu a uma de minhas postagens, criticando-a porque o livro em consideração, apesar de ser de história do Brasil, não havia sido escrito por um historiador formado.  Isso é o que eu chamo de burocracia da mente.  Não publiquei o comentário porque era uma crítica desleal a um autor de grande responsabilidade.  Além do mais, não acredito na premissa de que um diploma seja necessário para que um produto de pesquisa seja de qualidade.   Hoje, então, dando uma vista d’olhos na rede, tive a minha teoria comprovada e ainda por cima uma bela história de interesse para contar.

Em 25 de janeiro deste ano, o jornal americano The New York Times, publicou um artigo assinado por Carl Zimmer, titulado Nonfiction: Nabokov Theory on Butterfly Evolution Is Vindicated , onde aprendemos que o famoso escritor americano de origem russa, Vladimir Nabokov, além de excelente escritor, autor do romance Lolita, entre muitos outros títulos, era um grande estudioso amador dos lepidópteros.  E que suas teorias, a respeito da migração de borboletas da Ásia para as Américas, através de milhões de anos em pequenos vôos, acabam de ser verificadas corretas, como foi demonstrado na semana passada por cientistas dedicados aos estudos de DNA, que publicaram suas conclusões na revista científica The Proceedings of the Royal Society of London.

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Há mais nessa notícia do que o fato de Nabokov saber do que falava quando se referia a borboletas.  Há mais nela do que aprender que sua paixão por borboletas teve as sementes fertilizadas pelo amor de seus pais a esses insetos e que Nabokov era um colecionador sério desses insetos, participando de expedições para a captura de variados espécimes de borboletas.  Ficamos sabendo também que Nabokov provavelmente teria se transformado num cientista, dedicado aos lepidópteros, se a Revolução Russa de 1912, não tivesse motivado a família Nabokov a emigrar.  Durante a estadia na Europa, ainda muito antes de sua ida para os Estado Unidos, Vladimir Nabokov continuou os estudos (autodidatas) das borboletas, visitando as mais diversas coleções e tomando notas detalhadas sobre o que via.    Essa paixão viva é demonstrada, ainda em 1928, quando dedica o dinheiro ganho pela publicação do romance Rei, Valete, Dama, ao financiamento de uma excursão aos Pireneus, em que ele e sua esposa, Vera, conseguiram capturar mais de 100 espécimes.

Nos Estados Unidos, Vladimir Nabokov foi o curador de lepidópteros no Museu de Zoologia Comparada da Universidade de Harvard – o que demonstra que mesmo para instituições com o prestígio da Universidade de Harvard, competência e não diplomas é o que importa.  [ Há uns três dias atrás falei das vantagens do pragmatismo americano, esse episódio demonstra em parte o de que eu falava.]

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Ilustração: Borbolera 21, de Rana Sadat Aghili.

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A descoberta de que a teoria de Nabokov estava certa é sensacional.  E nos lembra de alguns pontos importantes sobre as coisas a que nos dedicamos.

—  uma mente criativa consegue imaginar soluções para problemas.  Uma mente criativa pensa fora dos padrões estabelecidos, “fora da caixa”.  Nabokov com conhecimento e dedicação conseguiu superar a falta de dados precisos – que não existiam na época – para chegar a conclusões corretas sobre a evolução das borboletas nas Américas!

—  se alguém, você ou seu filho, ou alguma outra pessoa no círculo de influência ama um assunto, ou uma atividade incentive-o.  Dê corda.  É essa paixão que lhe dará asas nos momentos difíceis e que lhe dará raízes para crescer.

Refletindo sobre o artigo das borboletas de Nabokov eu me lembrei de um programa SEM CENSURA, com Lwdwig Waldez, em que ele dizia, muito corretamente “seu filho detesta história e adora matemática.”   Você colocaria o seu filho com aulas particulares em que matéria?  História?  Não!   Não!   Deve colocá-lo para ter aulas em matemática e assim ele se transformará no melhor que existe naquele campo.

É disso, na verdade que precisamos.  Precisamos incentivar as paixões, como a de Nabokov por borboletas,  precisamos adubar os interesses daqueles que nos rodeiam.  Porque só com dedicação e amor, muito amor ao que se faz, pode-se deixar uma marca, uma marca indelével para a posteridade, pode-se contribuir para o mundo que nos rodeia.   Pensem nisso!

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2011

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VEJA O VÍDEO DE LWDWIG WALDEZ,

e abaixo os links para as duas primeiras partes dessa entrevista.

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1 — http://www.youtube.com/watch?v=l8u27KE2gvs&feature=related

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2 — http://www.youtube.com/watch?v=M22hVEMQVLs&feature=related

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Imagem de leitura — Aldemir Martins

2 02 2011

 

POSTADO aldemir martins, menina_lendo, 1978, acril st, 90x116

Menina lendo, 1978

Aldemir Martins ( Brasil, 1922-2006)

acrílica sobre tela, 90 x 116 cm

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Aldemir Martins (Ingazeiras CE 1922 – São Paulo SP 2006). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas e pinturas. Atua também como ilustrador na imprensa cearense. Em 1945, viaja para o Rio de Janeiro, e, menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951, freqüenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp e torna-se monitor da instituição. Estuda história da arte com Pietro Maria Bardi e gravura com Poty Lazzarotto. Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália. Desde o início da carreira sua produção é figurativa, e o artista emprega um repertório formal constantemente retomado: aves, sobretudo os galos; cangaceiros, inspirados nas figuras de cerâmica popular; gatos, realizados com linhas sinuosas; e ainda flores e frutas. Nas pinturas emprega cores intensas e contrastantes.

Biografia: Escritório de Arte





Então, meninas onde estão suas contribuições para a Wikipedia?

2 02 2011

Nina na minha mesa, 2000

Andrew Paquette ( EUA, contemporâneo)

aquarela sobre papel,  25 x 35 cm

http://www.paqart.com/

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No dia 30 de janeiro o jornal The New York Times publicou um artigo Define gender gap?  Look up Wikipedia contibutors list, de Noam Cohen sobre a enorme diferença de gênero entre os contribuintes da Wikipedia.  Eu e muitos de meus amigos ficamos surpresos com essa diferença.  Só 13% dos contribuintes da enciclopédia virtual é composta de mulheres.  Esta notícia se torna ainda mais surpreendente quando consideramos que as mulheres em grande parte dos países ocidentais têm maior número de anos de educação formal.

Outra surpresa foi saber que a maioria dos contribuintes está no patamar de 25 anos de idade e por causa da menor participação feminina nessa enciclopédia coletiva, há assuntos de relevância para as mulheres com muito menos ênfase do que assuntos de típico interesse masculino.

Sou uma das mulheres que contribui, talvez não tão regularmente quanto poderia, para a Wikipedia.  Por que? 

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Notei, há algum tempo, que quando procurava uma informaçãozinha básica sobre um autor brasileiro ou sobre um assunto nosso, havia muito pouco na enciclopédia em português.   Há muita coisa sobre os esportes.  Mas pouco de cultura.  Há muito sobre filmes, pouco sobre autores do passado.  Há muito sobre televisão e seus artistas.  Há pouco sobre pequenos heróis da nossa história.  Quase nada sobre mulheres de influência nos séculos passados. 

Parte do problema é a nossa própria difusão da cultura.  Parte é que as pessoas de maior idade que possivelmente poderiam contribuir  mais, não são tão adeptas à internet.  São diferenças culturais e de gerações. 

Com a criação deste blog, descobri que eu poderia dar a minha pequena contribuição.  Não necessariamente porque eu saiba mais do que outras pessoas, mas porque, talvez, eu tenha tido mais acesso a informações.  E informação é tudo.  É a divulgação de informação que faz as pessoas pensarem em soluções  para problemas do dia dia de maneira criativa, “fora da caixa”.

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Café au lait, 2006

Pepper Peterson (EUA, contemporânea)

óleo sobre placa de madeira

www.pepperpeterson.com

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Tenho tentado contribuir com a Wikipedia, essa enciclopédia virtual coletiva, postando informações que eu mesma fui obrigada a pesquisar para poder dar informações mais sólidas sobre o que escrevo na Peregrina Cultural.  Mas confesso que tenho tido uma preguiça enorme de colocar lá na Wikipedia o que coloco no blog, repetir a informação.

Às vezes tomo coragem e por dois dias seguidos ponho alguns dados.  Mas não faço isso com regularidade suficiente para dominar os “padrões de estilo” do portal.  Resultado: para entrar, por exemplo, informações sobre os escritores: Wilson Woodrow Rodrigues e Sabino de Campos, coisa que fiz recentemente, acho que foi até na semana passada,  penei.  Editei os textos diversas vezes, muitas vezes mesmo, uma coisa que a Wikipedia prefere que não seja feita.  Assim mesmo, os verbetes, até hoje, ainda não estão de acordo com as regras da Wikipedia. 

Por que acho tão difícil?  Porque gasto muito tempo tentando achar respostas para dúvidas irritantes, procurando informações com as quais perco a paciência, detalhistas demais: como entrar título de obra?  O que deve levar letras maiúsculas?  O que deve ter um link para outra página?  E assim por diante.  Essa necessidade de se entrar tudo de acordo com o sistema deles, que é diferente de muitos, tem-me afastado do portal como contribuinte.   Seria fenomenal se eles tivessem alguém que pudesse fazer isso por mim.  Porque eu certamente poderia usar uma secretária! 

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Amadeu começa a escrever,  será?  Ilustração Walt Disney.

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Muitos não confiam num trabalho coletivo desse porte. Nem tudo que está lá é correto.  Mas o que é correto é tão maior, mas muito, muito maior do que o incorreto, que pode  ser considerado insignificante e em geral é consertado rapidamente.  E vejo que a divulgação de informação correta no portal da Wikipedia é uma das grandes contribuições que esta organização fez mundialmente; uma grande contribuição para nivelar acesso a informações e aumento do conhecimento geral no planeta.  É um documento do saber coletivo.  Lindo não é mesmo?   E gosto dela por isso.  Gosto de estar lá dando a minha contribuição de formiguinha. 

Se olharmos o número de verbetes em português em comparação com o número de verbetes em outras línguas, a gente sai perdendo.  Vamos nos lembrar que os verbetes em português, incluem: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, Macau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.  Países com população muito menor que essa toda  têm muito mais verbetes do que nós.  Depois reclamamos da falta de conhecimento “lá fora” sobre o que é nosso.  Mas o que estamos fazendo para divulgar esse conhecimento aqui e lá fora?

Lendo o artigo ontem sobre a falta de mulheres como contribuintes da Wikipedia, voltei a criar coragem e tentar diminuir essa diferença.  Quem sabe se você que está lendo esta postagem não se candidata?  Cada qual faz um pouquinho e brasileiros e o mundo terão mais acesso e mais conhecimento sobre as nossas coisas, a nossa cultura.  Anime-se!