Quadrinha do amor e da vida

1 01 2013

T

Brincadeira de roda, c. 1885

Frederick Morgan (Inglaterra, 1847-1927)

Óleo sobre tela, 81 x 104 cm

Towneley Hall Art Gallery and Museum

Burnley, Lancashire, Inglaterra

O amor eterniza as vidas

e, a vida, vem nos lembrar:

– Correntes de mãos unidas

ninguém consegue quebrar!…

(José Maria Machado de Araújo)





Quadrinha do meu canto

31 12 2012

cantoresIlustração Walt Disney.

Mato as tristezas cantando.
Curti-las não vale a pena.
Cantando vou me livrando
da mágoa que me envenena.

(Thalma Tavares)





Quadrinha do pensador

30 12 2012

pensar, cabeça, inteligência, bolinha,Bolinha explica sua sapiência…  Ilustração Marjorie Henderson Buell.

Eu penso, portanto existo!
René Descartes escreveu.
Mas não creia, amigo, nisto,
pois pensando ele morreu…

(Renato Goulart da Silveira)





Quadrinha da cigarra

29 12 2012

musicosPateta e Mickey tornam-se músicos, ilustração Walt Disney.

Quantos contrastes abriga
minha existência bizarra:
obrigado a ser formiga,
eu que nasci pra cigarra.

(Assumpção Botti)





Quadrinha da tristeza

28 12 2012

Espelho, 1922, Andre Edouard MartyEspelho, 1922, ilustração de André Edouard Marty.

A beleza não existe
fora de quem a aprecia…
– Para quem é triste, é triste
a mais ruidosa alegria.

(Israel Fonseca)





Quadrinha da herança paterna

27 12 2012

pai lendo

Em cada lição deixada
no saber que me forjou
meu pai, sem deixar-me nada
deixou-me tudo que sou.

(Valter Augusto Guimarães Rosa)





Quadrinha da perda de tempo

26 12 2012

dia improdutivoPato Donald não faz nada, ilustração de Walt Disney.

Quem perde seu tempo em vão
com coisa pequena e fútil,
já bem sabe, de antemão,
que nada fará de útil.

(Haroldo Castro)





Chuva sobre a cidade, poema de Lêdo Ivo

23 12 2012

chuva um dia deUm dia de chuva, ilustração: ignoro a autoria.

A chuva sobre a cidade

Lêdo Ivo

Chove sobre a cidade

e a chuva inunda o asfalto, difunde o desastre e o desencontro

e procura abater as palmeiras que do fim da tarde

queriam apenas — graça plena — as estrelas.

Os trovões reboam, espantando os pássaros

que vieram refugiar-se no meu quarto.

Os relâmpagos, fotógrafos do absoluto, iluminam as pessoas que passam

— são outros rostos, minha irmã, são as faces

revoltadas porque as divindades impossibilitaram os idílios,

a chegada pontual a uma casa, o já adiado trespasse com o inefável.

As sarjetas recebem finalmente a Poesia. Como são belos

e nítidos os barcos de papel

que navegam buscando os reinos fantásticos, os inaccessíveis!

A chuva tem uma canção. Jamais uma elegia

para saudar sua gentileza. Jamais uma ode,

um himeneu, uma écloga deploratória.

Meu irmão, deixa que a goteira molhe tuas últimas

poesias. Pouco importa que amanhã te reconcilies com os grandes temas poéticos.

O amanhã é inconsumível. A chuva te ensina

a ser invariável sem se repetir.

Em: Central Poética: poemas escolhidos, Lêdo Ivo, Rio de Janeiro, Aguilar:1976

Em homenagem ao poeta Lêdo Ivo, falecido hoje, aos 88 anos.





Quadrinha para o Natal

23 12 2012

natal em mocambiqueNatal em Moçambique, ilustração autoria desconhecida.

Junto do berço que a luz

da fé cristã alumia,

toda criança é Jesus

e toda mãe é Maria.

(Padre Celso de Carvalho)





Quadrinha da má companhia

19 12 2012

porquinha  comendo abóbora

Feliz de quem busca amigos
entre homens bons e singelos.
– Quem aos porcos se mistura,
aprende a comer farelos…

(Tapajós de Araújo)