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Ilustração John Gannam, para propaganda de lençóis, década de 1950.
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Livro bom é como o trigo:
hóstia branca, pão dourado
Na solidão, é o amigo
que vem dormir ao teu lado…
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(Eloy Maria de Oliveira Fardo)
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Livro bom é como o trigo:
hóstia branca, pão dourado
Na solidão, é o amigo
que vem dormir ao teu lado…
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(Eloy Maria de Oliveira Fardo)
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Conheço um tipo de fome
Que não se farta de pão:
Fome de amor — eis o nome
Da fome do coração.
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(Aparício Fernandes)
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Abraço, ilustração Arthur Sarnoff.–
Para abraçar-te, menina,
meu anseio é tão profundo,
que a distância de uma esquina
parece uma volta ao mundo.
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(José Lucas de Barros)
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Cebolinha abre o bico… Ilustração de Maurício de Sousa.–
“Homem que é homem, não chora!”
— Obedeci, sem defesas.
Pergunto: o que faço agora
com tantas lágrimas presas?
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(Newton Meyer Azevedo)
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Rezando, ilustração anericana, Coby, década de 1970.–
Instante de um doce infindo,
aquele depois da prece,
quando a criança, sorrindo,
beija a boneca e adormece…
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(Amadeu Fontana Lindo)
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É feliz quem tem o dom
de sonhar a vida inteira.
Se não acha o mundo bom
faz um à sua maneira.
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(Dimas Lopes de Almeida)
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Se Deus sempre deferisse
tudo o que lhe suplicamos,
veríamos a tolice
do que tanto desejamos.
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(Manoelita Amorim Meyer)
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O canto do galo, ilustração de Caroline Young.–
O galo canta e desperta
a festiva passarada,
que deixa o morno dos ninhos
para saudar a alvorada.
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(Manuel Lins Caldas) [psed. Daslak]
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Segredinhos, ilustração de Eloise Wilkin.–
Quer chova, quer brilhe o sol,
comentam-na os mexericos.
Não importa ao rouxinol
o pio dos tico-ticos!…
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(Sudra Vana)
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Nem escrito, nem falado,
porém fácil de entender,
é o silêncio do recado
que um olhar sabe dizer.
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(Sebas Sundfeld)





