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Capa da revista Fruit & Garden, década 1910.
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Um pássaro engaiolado
qualquer maldade suplanta.
Pois ele foi condenado,
simplesmente porque canta!
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(Hildemar de Araújo Costa)
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Capa da revista Fruit & Garden, década 1910.–
Um pássaro engaiolado
qualquer maldade suplanta.
Pois ele foi condenado,
simplesmente porque canta!
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(Hildemar de Araújo Costa)
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Dia dos Pais, eu desejo
que seja um dia de brilhos,
que a brisa leve o meu beijo
a cada pai e seus filhos!
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(Delcy Canalles)
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Pateta vira pintor, ilustração Walt Disney.–
O bom pintor, quando pinta
para dar vida à aquarela,
põe mais amor do que tinta
no sentimento da tela.
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(José Lucas de Barros)
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Cartão postal com ilustração de Margret Boriss.–
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Bastos Tigre
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— Mamãe! Que chuvinha enjoada!
Me deixou toda molhada,
Sapato, roupa e chapéu!
Não serve mesmo pra nada
Esta água que cai do céu…
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— Não digas tal, minha filha:
A chuva é uma maravilha
Pois ela molhando o chão,
Faz crescer a couve, a ervilha,
O arroz, o milho, o feijão.
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A chuva, molhando a terra,
Cobre de flores a serra,
Amadurece o pomar,
E a semente que se enterra
A chuva é que faz brotar.
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Por isso é que a chuva é boa
E a terra seca a abençoa…
— Sim, Mamãe, compreendo bem.
Mas por que é que a chuva, à toa,
Cai nas calçadas também?
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Em: Antologia Poética de Bastos Tigre, Bastos Tigre, 2 volumes, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982, 1º volume, p. 241.
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Monica faz justiça, ilustração de Maurício de Sousa.–
Neste mundo de cobiça,
o criminoso se esquece
que embora falhe a justiça,
sempre a verdade aparece.
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(Simeão Cohen)
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Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre madeira, 46 x 38 cm
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Stella Leonardos
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Penugem de ave pequena.
No corpo fruta macia.
Na pele fresca açucena.
Na vida raiar do dia.
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Raio de luz, ilumina.
E sendo pássaro e planta
É inocência que germina,
É madrugada que canta.
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Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11
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Ilustração Girls’ Romances, Publicado por Arleigh Publishing (DC). Agradeço à leitora Luiza por ter me mandado a identificação desse desenho, como mostra o comentário nessa postagem.–
A lágrima comovida,
que vem de dentro de nós,
é uma palavra sofrida
que chega aos olhos sem voz.
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(Hegel Pontes)
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Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Coleção Particular
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Fagundes Varela
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O homem fala e a mulher cochicha,
O papagaio palra, o corvo grasna,
Cacareja a galinha, a rã coaxa,
Gorjeia o sabiá, chilra a cigarra;
Late o cão, mia o gato e grunhe o porco,
A raposa regouga, o touro muge,
Arrulha a linda pomba, zurra o asno,
Assobia o macaco e berra a cabra;
Ruge o leão, mas o corcel relincha,
Silva a serpente e o fradalhão se esgoela,
compõe o mestre belas harmonias,
— Só o poeta as compreende e canta!
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Em: Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: 1965, p. 166
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Ilustração de autoria desconhecida.–
O vento que a flor afaga
é sagaz explorador:
dessas carícias, em paga,
leva o perfume da flor.
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(Vital Bizarria)
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Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1980)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
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Ernani Vieira
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Feia e boa. Nasceu de uma saudade
E vive uma saudade a reviver…
Foge dessa alegria da Cidade
— para a Cidade não n’a conhecer…
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Nossa Senhora de uma Soledade
dentro da soledade a padecer,
a feia — assim como a necessidade
que tenho, há tanto tempo, de a querer…
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Tem a Dor e a Ilusão por companheiras
de sua vida, e guarda n’alma, quieta,
a virtude monástica das freiras.
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E não sabe afinal, entre ilusões,
que tem a glória de envolver um Poeta
na mais pura de todas as paixões…
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Em: A lira da minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, selecionado por Clóvis Meira, sem indicação de editora, Belém: 1993
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