Quando estou em meu terraço,
olhando os astros risonhos,
a Lua atravessa o espaço,
puxando o carro dos sonhos!
(João Lucas de Barros)
Quando estou em meu terraço,
olhando os astros risonhos,
a Lua atravessa o espaço,
puxando o carro dos sonhos!
(João Lucas de Barros)
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Ilustração Elizabeth Shippen-Green.
Lá no céu, nuvens brejeiras
fofocando no horizonte,
lembram moças palradeiras,
lavando roupa na fonte!
(Zeni de Barros Lana)
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Turma da Mônica, © Maurício de Sousa.
Para mantê-los me empenho,
porque penso sempre assim:
tendo os amigos que tenho,
eu nem preciso de mim.
(Izo Goldman)
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Ilustração de Jessie Willcox Smith, 1928, para capa da Revista Good Housekeeping.
Quebra-cabeças é a vida,
e as letras peças de amor,
formando, após reunidas
histórias de glória ou dor!
(João Paulo Ouverney)
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Madame Mim dança com um admirador. Ilustração Walt Disney.
Não pisco os olhos ao vê-la
para não correr o risco
de, por momentos, perdê-la,
a cada instante que pisco.
(Orlando Brito)
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Magali e seu gatinho Mingau. Ilustração de Maurício de Sousa.
A saudade, quando ocorre,
sempre causa tanta dor!
Saudade – mal de que morre
quem já morria de amor!
(Walter Waeny)
Aranha, ilustração de Christina Rossetti.
Da Costa e Silva
Num ângulo do teto, ágil e astuta, a aranha,
Sobre invisível tear tecendo a tênue teia,
Arma o artístico ardil em que as moscas apanha
E, insidiosa e sutil, os insetos enleia.
Faz do fluido que flui das entranhas a estranha
E fina trama ideal de seda que a rodeia
E, alargando o aranhol, os elos emaranha
Do alvo, disco nupcial, que a luz do sol prateia.
Em flóculos de espuma urde, borda e desenha
O arabesco fatal, onde os palpos apoia
E tenaz, a caçar os insetos se empenha.
Vive, mata e produz, nessa fana enfadonha;
E, o fascinante olhar a arder como uma joia,
Morre na própria teia, onde trabalha e sonha.
Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.166
Ilustração da década de 1950.
O sorriso é flor de sebe,
perfume de resedá.
Anima a quem o recebe,
embeleza a quem o dá.
(Nair Starling)
–
–
Briga de Pluto com Buldogue , ilustração de Walt Disney.–
Não se rompe um laço antigo,
sempre há perdão, na amizade.
Quem deixa de ser amigo,
nunca o foi na realidade.
–
(Edgar Barcelos Cerqueira)
Quatro meninas em Åsgårdstrand, 1903
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 87 x 111 cm
Museu Munch, Oslo
Stella Leonardos
Elas eram quatro rosas
Sendo cada qual mais bela.
A vermelha, a cor de rosa.
A de corola amarela…
Mas a quarta era Rosinha,
Branca branca, bem singela.
Levou-a Deus manhãzinha.
Que era rosa de anjo, aquela.
Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.63

