Ilustração Adelaide Hiebel
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Bem-te-vi, que estás cantando
nos ramos da madrugada,
por muito que tenhas visto,
juro que não viste nada.
(Cecília Meirelles)
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Bem-te-vi, que estás cantando
nos ramos da madrugada,
por muito que tenhas visto,
juro que não viste nada.
(Cecília Meirelles)
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São Francisco, 1985
Antônio Maia ( Brasil, 1928)
acrílica sobre tela, 61 x 46 cm
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São Francisco era bondoso,
espalhava caridade,
hoje é santo milagroso,
distribui felicidade.
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(Margarida Ottoni)
São Francisco de Assis, 1982
Jenner Augusto ( Brasil, 1924-2003)
óleo sobre tela, 62 x 37 cm
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Eduarda Duvivier
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Por que não disse às feras pra não serem bravas?
Por que não disse às feras pra ficarem mansas
Com os homens bons?
E que todos os pássaros mortos fossem para o céu
Para brincar com as crianças que fossem para lá?
Por que não ensinou as onças a ficarem amigas
Das cabritas e dos veadinhos?
Por que não arranjou para elas uma carne de
– – – – – — – – – (deixa eu ver) de jacaré…
Não, S. Francisco, uma carne de frutas?
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Em: Poesia brasileira para a infância, de Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968
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Ao burro, nossa homenagem
Pelo seu grande valor.
Ajuda o homem no campo,
É forte e trabalhador.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Amadeu resolve ser escritor, ilustração Walt Disney.–
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Ainda bem que tenho os meios
de não ficar tão sozinha:
desenho e bordo, abro e-mails,
faço versos na cozinha…
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(Clevane Pessoa)
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A vida do professor
Pode servir de lição
Para aqueles que não sabem
O que é dedicação.
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(Walter Nieble de Freitas)
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A carta, s/d
Frans Wesselman (Holanda, contemporâneo)
gravura em metal e xilogravura, 30 x 30cm
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Carlos Pena Filho
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Tome um pouco de azul, se a tarde é clara,
E espere pelo instante ocasional.
Nesse curto intervalo Deus prepara
e lhe oferta a palavra inicial.
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Aí, adote uma atitude avara:
se você preferir a cor local,
não use mais que o sol de sua cara
e um pedaço de fundo de quintal.
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Se não, procure a cinza e essa vagueza
das lembranças da infância , e não se apresse,
antes, deixe levá-lo a correnteza.
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Mas ao chegar ao ponto em que se tece
dentro da escuridão a vã certeza,
ponha tudo de lado e então comece.
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Em: Melhores poemas, Carlos Pena Filho, Sel. Edilberto Coutinho, Editora Global:2000, 4ª edição.
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Carlos Pena Filho nasceu no Recife, em 1929. Formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Recife, foi poeta, letrista, jornalista, ensaísta para o Jornal do Comércio. Morreu num acidente automobilístico em 1960.
Obras:
O tempo da busca, 1952
Memórias do boi Serapião, 1955
A vertigem lúcida, 1958
Livro geral (obra reunida), 1959
Melhores poemas (póstuma) seleção de Edilberto Coutinho, 1983
Tio Patinhas visita a exposição das pinturas da Vovó Donalda, ilustração Walt Disney.–
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O bom pintor, quando pinta
para dar vida à aquarela,
põe mais amor do que tinta
no sentimento da tela.
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(José Lucas de Barros)
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Logo que bota o seu ovo,
A galinha que é a tal,
Para fazer propaganda
Arma um barulho infernal!
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(Walter NIeble de Freitas)
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Homem de Estado, cientista,
Padre, engenheiro, doutor…
Nenhum deles haveria,
Se não fosse o Professor.
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(Walter Nieble de Freitas)