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Ilustração francesa de Au clair de la lune.
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Quantos há que, alucinados
pela ambição, pelos ciúmes,
querendo apanhar estrelas,
só apanham vagalumes!…
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(Décio Valente)
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Ilustração francesa de Au clair de la lune.–
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Quantos há que, alucinados
pela ambição, pelos ciúmes,
querendo apanhar estrelas,
só apanham vagalumes!…
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(Décio Valente)
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Pato Donald pensa que vai descansar hoje, o dia inteiro! — ilustração Walt Disney.–
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Hei de viver sem encrencas,
de maneira pitoresca.
— Sou da ordem das avencas:
só quero sombra e água fresca.
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(José de Almeida Corrêa)
Homem elegante ao espelho, c. 1930
Leon Gordon ( Rússia, 1889 — EUA, 1943)
óleo sobre tela, 90×80 cm
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Artur Azevedo
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Tertuliano, frívolo peralta,
Que foi um paspalhão desde fedelho,
Tipo incapaz de ouvir um bom conselho,
Tipo que morto não faria falta;
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Lá um dia deixou de andar à malta,
E, indo à casa do pai, honrado velho,
A sós na sala em frente a um espelho,
À própria imagem disse em voz bem alta:
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— Tertuliano, és um rapaz formoso!
És simpático, és rico, és talentoso!
Que mais no mundo se te faz preciso?
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Penetrando na sala, o pai sisudo
Que por trás da cortina ouvira tudo,
Severamente respondeu: — Juizo!
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Em: Poesia brasileira para a infância, ed. Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968.
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–Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (São Luís, 1855 — Rio de Janeiro, 1908) dramaturgo, poeta, contista e jornalista. Foi diretor do teatro João Caetano. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Sonetos, 1876
Contos fora de moda, 1901
Contos efêmeros
Contos possíveis, 1908
Rimas, 1909
Para o teatro escreveu mais de duzentas peças.
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Coma bem, coma de tudo,
Pois a nossa dentição
Em grande parte depende
Da boa alimentação.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Neste meu coraçãozinho,
Onde só existe o amor,
Estão Papai e Mamãe
E também meu Professor.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Ilustração de autoria desconhecida.–
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Se a lua cheia aparece
e suaves raios desata,
o mar, inteiro, se esquece,
num doce sonho de prata.
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(Galdino Andrade)
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Sem divertimento passo,
mas de um gosto não me privo:
é ler, e ler sem cansaço,
ter sempre nas mãos um livro.
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(Roosevelt da Silveira)
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Ilustração de Edouard Halouze.–
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Quando estou em meu terraço,
olhando os astros risonhos,
a Lua atravessa o espaço
puxando o carro dos sonhos.
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(José Lucas de Barros)
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Os que têm as mãos fechadas
felizes não podem ser,
pois as mãos foram criadas
para dar e receber.
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(Fernandes Soares)
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Bem-te-vi, que estás cantando
nos ramos da madrugada,
por muito que tenhas visto,
juro que não viste nada.
(Cecília Meirelles)







