Trova da Primavera

5 08 2021
Ilustração, Cicely Mary Barker

 

 

A Primavera explodiu
em folhas e cores novas!
Quem fez tudo ninguém viu                      
mas as flores são as provas…


(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)





Trova do telefone

19 07 2021
Ilustração Carl Shreve

 

Telefonei-te, outro dia

e ninguém me respondeu.

Confundi-me, que ironia!

— Teu telefone era o meu.

 

(Alberto Lima)

 





Trova das lembranças

15 06 2021
Ilustração de Steven Noble.

 

Lembranças, quem não cultiva ?

Afinal, a nossa mente,

faz questão de manter viva,

além do fruto, a semente…

 

(Nélio Bessant dos Santos)





Trova do nosso encontro

31 05 2021
Ilustração, Laurence Stephen Lowry, R.A. (1887-1976)

Um pelo outro, passamos,

com os olhos fitos no chão…

_ Mas, com que ardor nos olhamos

com os olhos do coração!

(Lilinha Fernandes)





Trova da noite escura

6 05 2021
Ilustração de Coles Phillips, Capa de Good Housekeeping, Fevereiro de 1916.

Noite escura!… De repente,

dois faróis surgem na estrada…

E a escuridão sai da frente

como quem foge, assustada.

(Durval Mendonça)





Trova do perfume

27 04 2021
Monica se perfuma.  Ilustração Maurício de Sousa.

Que me traias, tu me negas,

mas, traindo-me, te trais:

– O perfume com que chegas,

nunca é o mesmo com que sais…

 

(Cesídio Ambrogi)





Trova do espelho

21 04 2021
Ilustração de Edmund Franklin Ward (EUA, 1892-1990)

 

 

A saudade é simplesmente

Um claro espelho encantado;

mira-se nele o presente      

e ele reflete o passado.

(Geralda Armond)





Trova das ofensas

5 04 2021

A mais grave das ofensas

quase sempre tem raízes

quando dizes o que pensas

ou não pensas no que dizes.

 

(Izo Goldman)





Trova do ciúmes

14 01 2021

Morena de olhos castanhos,

teu encanto é a minha pena;

quem dera que olhos estranhos

te achassem feia, morena!     

 

(Bastos Tigre)





Trova das árvores

29 12 2020

Paisagem

Edgar Walter (Brasil, 1917- 1994)

óleo sobre tela, 65 x 82 cm

 

 

O arvoredo se arrepia,
amante dos mais sensíveis,
quando a brisa o acaricia
com seus dedos invisíveis.

(Soares da Cunha)