Foste embora e por maldade
deixaste a troco de nada,
rastros da tua saudade
em cada curva da estrada!…
(Marilúcia Resende)
Foste embora e por maldade
deixaste a troco de nada,
rastros da tua saudade
em cada curva da estrada!…
(Marilúcia Resende)
Um pelo outro, passamos,
com os olhos fitos no chão…
_ Mas, com que ardor nos olhamos
com os olhos do coração!
(Lilinha Fernandes)
Jennifer Young,(EUA, contemporânea)
óleo sobre placa, 15 x 15 cm
Ladyce West
Pelo próprio nome é aumentativo
É mais quente, mais intenso
Mais esperado, ensolarado
Letárgico, suado.
Prefiro o outono
Excessos sempre me exaurem.
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014
Ilustração de Ingela P. Arrhenius.
Maria Alberta Menéres
Porque é que me chamo coelho
E não me chamo melão?
Porque é que me chamo lagartixa
E não me chamo cão?
Porque é que me chamo uva
E não me chamo chuva?
Porque é que me chamo Maria do Céu
E não me chamo chapéu?
Porque é que me chamo pedra
E não me chamo perna?
Porque é que me chamo cebola
E não me chamo papoila?
Porque é que me chamo casa
E não me chamo asa?
Porque é que me chamo Sol
E não me chamo Lua?
Porque é que me chamo Lua
E não me chamo caracol?
Cada coisa tem o seu nome
Para assim ser conhecida.
Em: Conversas com versos, Maria Alberta Menéres, Lisboa, Edições Asa:2005
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