Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

28 08 2015

 

 

H .LELLO - Largo do boticário óleo sobre tela, 30 x 44,5 cm. Assinado no canto inferior esquerdo.No verso titulado, assinado e datado Rio 1982.Largo do Boticário, 1982

Henrique di Lello (Brasil, 1916)

óleo sobre tela, 30 x 44 cm





Domingo, um passeio no campo!

23 08 2015

 

 

KARL ERNST PAPF (ALEMANHA, 1833- RIO, 1910). Paisagem de Fazenda no Estado do Rio, óleo s tela, 41 x 58. Assinado e datado (1904) no c.i.e.Paisagem de Fazenda no Estado do Rio de Janeiro, 1904

Karl Ernst Papf (Alemanha/Brasil, 1833-1910).

óleo sobre tela, 41 x 58 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

21 08 2015

 

 

MAURO BANDEIRA DE MELLO (1960). Cristo Redentor Visto da Rua Pires de Almeida no Cosme Velho,ost, 60 X 60. Assinado no c.i.d. e no verso (2009).Cristo Redentor visto da rua Pires de Almeida, no Cosme Velho, 2009

Mauro Bandeira de Mello (Brasil, 1960)

óleo sobre tela, 6o x 60 cm





Paulo e Virgínia… um romance inesquecível…

18 08 2015

 

704_001História de Paulo e Virgínia em Postais

Data: 1888 — Liebig Company, Bélgica

 

 

Por vezes me perguntam se escolho primeiro a imagem ou o texto.  Não há regra… É uma questão de associações, de imagem puxando imagem.  Como neste caso aqui.  Há algum tempo selecionei um trecho de Pedro Nava, do primeiro volume de suas memórias, Baú de Ossos.  O trecho ficou gravado entre as minhas “seleções” — uma coisa meio século XIX que vez por outra alimento — : um caderno com passagens preferidas de textos.  É claro que com Pedro Nava corri sempre o risco de selecionar quase todos os seis volumes de suas memórias, tal a riqueza de sua prosa.  Passou o tempo.  De repente, procurando na internet por imagens que nada tinham a ver com as que coloquei acima, me encantei com a seleção de postais belgas retratando a história de Paulo e Virgínia.  Uma breve pesquisa me levou a procurar o texto selecionado e …Voilà, temos uma postagem por associação.  Mas o intervalo entre texto e imagem pode ser longo…

 

“Ai! de mim, que mais cedo que o amigo também abracei a senda do crime e enveredei pela do furto… Amante das artes plásticas desde cedo, educado no culto do belo pelas pinturas das tias, das primas e pelas composições fotográficas do seu Lemos, amigo de meu Pai — eu não pude me conter. Eram duas coleções de postais pertencentes a minha prima Maria Luísa Paletta. Numa, toda a vida de Paulo e Virgínia — do idílio infantil ao navio desmantelado na procela. Pobre Virgínia, dos cabelos esvoaçantes! Noutra a de Joana d’Arc, desde os tempos de pastora e das vozes, ao das cavalgadas com suas hostes e à morte sobre a fogueira de Ruão. Pobre Joana, dos cabelos em chama! Não resisti. Furtei, escondi e depois de longos êxtases, com medo, joguei tudo fora. ”

 

Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, p. 272.





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

7 08 2015

 

Carlos H Sorensen (1928-2008), Tropical, 1994, encaustica sobre tela 40x50 cmTropical, 1994

Carlos H. Sorensen (Brasil, 1928-2008)

encáustica sobre tela, 40 x 50 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

31 07 2015

 

FERNANDO CORRÊA E CASTRO (1933). Jardim do Palácio do Catete - Rio, óleo stela, 27 X 35.Jardim do Palácio do Catete

Fernando Corrêa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 27 x 35 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

24 07 2015

 

 

CLARA CAVENDISH - Pão de Açúcar tinta acrílica sobre papel, 56 x 73 cm.Pão de Açúcar, 1993

Clara Cavendish (Brasil, 1963)

acrílica sobre papel, 56 x 73 cm





A volta, texto de Pedro Nava

22 07 2015

 

 

MANOEL SANTIAGO Paisagem com ferrovia Teresópolis O.S.T. 53 x 69 cm 1945 a.c.i.e.Paisagem com ferrovia, Teresópolis, 1945

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 53 x 69 cm

 

 

“COMO NO DIA DA MINHA CHEGADA, cinco anos antes, no meu embarque para Belo Horizonte, tive a assistência do Modesto. Levou-me à estação. Eu ia galgar o nosso Caminho Novo de noturno. Vi desfilarem os subúrbios, depois a baixada com seu ar de fogo, comecei a subir a Serra do Mar. Eu estava num momento de grande euforia. Vencera uma página da vida, flutuava dentro dum ar azul entre duas etapas. Pensava que tudo continuaria em Belo Horizonte e na Faculdade, fácil e doce como tinha sido naqueles anos de Pedro II entrecortados de férias paradisíacas.  Mal sabia eu o que ia sofrer na Rua da Bahia, no Bar-do-Ponto, na Praça da Liberdade, na Rua Guaicurus, na Rua Niquelina, na Lagoinha, Quartel e Serra: o martírio, paixão, morte e ressurreição do moço mineiro Pedro da Silva Nava ainda descuidado das lambadas, dos escárnios, das quedas e das sete chagas de sua Via Dolorosa. Eu ia aprender aos poucos, à minha custa, os búfalos nadantes e os crocodilos; as panteras e toda a casta de bestas-feras. O noturno subia para Minas Gerais. Passou estações. Parou muito tempo em Juiz de Fora e fiquei na janela do carro apreciando o Cristo Redentor todo iluminado. Foi quando dormi na madrugada mineira. Vi amanhecer no meu Estado cortado instante a instante pelas curvas do Paraopeba. A máquina puxava cada vez mais. De repente Brumadinho surgiu dentro de moitas cheias de gotas d’água dum sereno que o sol ainda não secara. Se o futuro iluminasse eu compreenderia que estava chegando ao campo de concentração e aos fornos crematórios dos meus sonhos de adolescente. As estações se sucediam. Fecho do Funil. Treblinka. Birkenau. Sarzedo. Ibirité. Ibirité. Bergen-Belsen. Auschwitz. Barreiros. Gameleira, Calafate, Belsen-Belo, Belo Belo Belo Belo. A máquina agora ia devagar, batendo sino, atravessando a cidade sob um céu rival do céu da Úmbria. Belo Horizonte, Belorizonte, Belorizonte. Desci na estação. Minha Mãe. Fomos juntos para a Serra. Pisei novamente minha Serra. Sua terra de ricos pardos começou a me penetrar. Dela respirei. Dela sujei meus sapatos. Seu colorido era tão polpa que enganava não parecia mineral, antes vegetal. Variava de cores. Tinha do castanheiro, do tojo, do ulmo, da nogueira, da tília clara e da tuia escura. Entretanto era ferro. Chão de Ferro.”

 

 

 

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, p. 273-4





Eu, pintora: Tarsila do Amaral

21 07 2015

 

 

Tarsila do Amaral. Auto Retrato. 1923. Óleo sobre tela.73x60,5cm. MNBAAuto-retrato, 1923

Tarsila do Amaral (Brasil, 1883-1976)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

MNBA, Rio de Janeiro





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

17 07 2015

 

 

LIA MITTARAKIS (1934-1998). Panorama da Cidade do Rio de Janeiro, óleo stela, 80 x 100. Assinado e datado (1983) no c.i.d.Panorama da cidade do Rio de Janeiro, 1983

Lia Mittarakis (Brasil, 1934-1988)

óleo sobre tela, 80 x 100 cm