Tio Patinhas de kilt, Walt Disnery Estúdios.
Já bêbado na balada,
viu uma saia xadrez,
e, ao persistir na “cantada”,
quase apanhou do escocês”!
(José Ouverney)
Já bêbado na balada,
viu uma saia xadrez,
e, ao persistir na “cantada”,
quase apanhou do escocês”!
(José Ouverney)
Paulo Cesar ‘nariz de feijão, 2020
Augusto Herkenhoff (Brasil,1965)
acrílica sobre tela, 48 x 36cm
Ira Etz
Atendo o telefone
Ela fala alto,
Minha velha amiga
Está surda.
Foi logo dizendo:
Ando muito sozinha.
Ninguém para conversar
Falo com os cachorros
Sigo relendo livros antigos
Jornal, só aos domingos.
Estou velha e sem dinheiro.
Eu disse que também estava velha
Como se isso servisse de consolo.
De repente ela mudou o tom
Da conversa
Você viu o jogo ontem?
Que jogaço!
Amante de futebol
Assiste a todos os campeonatos,
Discute com a TV, vibra
Torcedora do Botafogo.
Time da Estrela Solitária.
Em: Ainda, Ira Etz, Rio de Janeiro, Sete Letras: 2022, p.65
Querendo colher no outono,
semeei na primavera…
Tu deixaste no abandono
um jardim à tua espera…
(Marília Fairbanks Maciel)
Que elegante está você!
Este pijama é perfeito!
Só não entendo por que
tantos números no peito!???
(José Ouverney)
Cada festa tem seu fim, 1855
Título alternativo: Jantar na Maison D’Or
Thomas Couture (França, 1815-1879 )
óleo sobre tela, 180 x 220 cm
National Gallery of Canadá, Ottawa
A quarta-feira de cinzas
é dia de jejuar.
É o momento dos ranzinzas
pararem de reclamar.
(Ana Paula Almeida)
O meu riso é mascarado,
eu não sou alegre assim…
Há um palhaço amargurado
Que chora dentro de mim.
(Clóvis Maia)
Se o Carnaval é de louco,
como quer o puritano,
três dias é muito pouco
para as loucuras de um ano.
(Manuel Pinheiro de Sousa)
Para que um carnaval
com três dias de folia,
pois se a vida é afinal,
grande baile à fantasia?
(Renato Vieira da Silva)
Moça lendo
Georges D’Espagnat ( França,1870-1950)
óleo sobre tela, 53 x 43 cm
Mario Quintana
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…
Carnaval. Reina a folia.
Quantos, nessa confusão,
se escondem na fantasia
para mostrar o que são!
(Paulo Emílio Pinto)