A melancolia das ruas, poema de Olegário Mariano

4 11 2011

Minha rua antes da chuva, 2007

Luiz  Paulo de  Morais (Brasil, conteporâneo)

Flickr

A melancolia das ruas

Olegário Mariano

Choveu o dia todo… Era chuva de vento.

O dínamo da Vida amiudando os instantes,

Acelerava em continuado movimento,

Os automóveis, as carroças, os viandantes.

As casas de comércio, portas largas,

Fechadas, sonolentas e pesadas…

Os caminhões deitando cargas

Sobre a chapa polida das calçadas…

Tudo a rua sentiu embriagada e felina.

De quando em quando, no alto, lá bem no alto,

Um pássaro sonoro esgarçava a neblina

E o rumor do motor vinha morrer no asfalto…

Depois a rua adormeceu… Veio descendo

A noite…  Foram desaparecendo

As vozes todas…  Para que retê-las?

Agora as poças d’água estão sorrindo,

Monótonas, humildes, refletindo

O céu…   Tão longe o céu cheio de estrelas!

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, (PE1889 —  RJ 1958). Poeta, político e diplomata brasileiro.

 Obras: 

 Angelus (1911)

Sonetos (1921)

Evangelho da sombra e do silêncio (1913)

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917)

Últimas cigarras (1920)

Castelos na areia (1922)

Cidade maravilhosa (1923)

Bataclan, crônicas em verso (1927)

Canto da minha terra (1931)

Destino (1931)

Poemas de amor e de saudade (1932)

Teatro (1932)

Antologia de tradutores (1932)

Poesias escolhidas (1932)

O amor na poesia brasileira (1933)

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933)

 O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937)

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência (1939)

Em louvor da língua portuguesa (1940)

A vida que já vivi, memórias (1945)

Quando vem baixando o crepúsculo (1945)

Cantigas de encurtar caminho (1949)

Tangará conta histórias, poesia infantil (1953)

Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957)





Quadrinha dos bons livros

31 10 2011

Cascão lê Robin Hood, ilustração de Maurício de Sousa.

Se queres vencer na vida,

Desenvolver, prosperar,

Procura sempre bons livros:

Quem lê aprende a pensar!

(Walter Nieble de Freitas)

 





Quadrinha da ovelha e da lã

30 10 2011

Ovelhinha, MW Editora e Ilustrações

Quero saudar a ovelhinha

Da qual eu sou grande fã.

Sem ela eu nunca teria

Meus agasalhos de lã.

(WNF)





Quadrinha infantil da alimentação: o bolo da mamãe

29 10 2011

Tia Nena, a maior doceira do mundo, ilustração Maurício de Sousa.

Com as gemas de seis ovos

Da galinha carijó,

A mamãe fez,  outro dia,

Um gostoso pão de ló.

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha sobre amizade

28 10 2011

Ilustração Victoria Scott.

Amigos, são todos eles

como aves de arribação:

— Se faz bom tempo, eles vêm;

se faz mau tempo, eles vão…

(Soares da Cunha)





Quadrinha da borboleta

27 10 2011

Ilustração: menino e borboleta, autor desconhecido.

Qual menino sonhador

eu fico às vezes pensando

que a borboleta é uma flor

que gosta de andar voando.

(Soares da Cunha)





Quadrinha da menina com laço de fita

26 10 2011

Menina com laço de fita, Stanislaw Wyspianski.

O laço de fita preta

dos teus cabelos, faceira,

parece uma borboleta

pousada numa roseira.

(Adelmar Tavares)





Quadrinha sobre a mentira

25 10 2011

Super-pato contesta a descoberta,  ilustração de Walt Disney.

Nunca mintas, meu amigo,

escuta uma opinião certa:

— A mentira é um perigo,

pois é sempre descoberta.

(Roosevelt da Silveira)





Quadrinha da boa alimentação

24 10 2011

Refeição em família, ilustração de Avelino Guedes.

A água , o suco de frutas,

O leite, os refrigerantes

São as melhores bebidas

Para os jovens estudantes.

(Walter Nieble de Freitas)





A chácara do Chico Bolacha — poesia infantil de Cecília Meireles

23 10 2011

A chácara do Chico Bolacha

Cecília Meireles

Na chácara do Chico Bolacha,
o que se procura
nunca se acha!

Quando chove muito,
o Chico brinca de barco,
porque a chácara vira charco.

Quando não chove nada,
Chico trabalha com a enxada
e logo se machuca
e fica de mão inchada.

Por isso, com o Chico Bolacha
o que se procura
nunca se acha!

Dizem que a chácara do Chico
só tem mesmo chuchu
e um cachorro coxo
que se chama Caxambu.

Outras coisas ninguém procura,
porque não acha,
coitado do Chico Bolacha!

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (RJ 1901 – RJ 1964) poeta brasileira, professora e jornalista brasileira.

Obras:

Espectros, 1919

Criança, meu amor, 1923

Nunca mais…, 1924

Poema dos Poemas, 1923

Baladas para El-Rei, 1925

O Espírito Vitorioso, 1935

Viagem, 1939

Vaga Música, 1942

Poetas Novos de Portugal, 1944

Mar Absoluto, 1945

Rute e Alberto, 1945

Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948

Retrato Natural, 1949

Problemas de Literatura Infantil, 1950

Amor em Leonoreta, 1952

12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952

Romanceiro da Inconfidência, 1953

Poemas Escritos na Índia, 1953

Batuque, 1953

Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955

Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955

Panorama Folclórico de Açores, 1955

Canções, 1956

Giroflê, Giroflá, 1956

Romance de Santa Cecília, 1957

A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957

A Rosa, 1957

Obra Poética,1958

Metal Rosicler, 1960

Antologia Poética, 1963

História de bem-te-vis, 1963

Solombra, 1963

Ou Isto ou Aquilo, 1964

Escolha o Seu Sonho, 1964

Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965

O Menino Atrasado, 1966

Poésie (versão francesa), 1967

Obra em Prosa – 6 Volumes – Rio de Janeiro, 1998

Inscrição na areia

Doze noturnos de holanda e o aeronauta 1952

Motivo

Canção

1º motivo da rosa