O canal do YouTube Leitura com Chocolate, elegeu À meia voz como o melhor livro de poesias lido em 2024. Muitíssimo obrigada!
Prêmio Leitura com Chocolate: Melhor de poesias do ano 2024!
2 01 2025Comentários : Leave a Comment »
Tags: À meia voz, Ladyce West, Leitura com Chocolate, Literatura Brasileira, Poesia Brasileira, Prêmio
Categorias : Cultura brasileira, literatura, Literatura Brasileira, Poesia
A pluralidade de gostos literários reflete a democracia do conhecimento
8 10 2011–
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Alexandre Washington ( Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela
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No artigo Reflexo do País, no jornal O Globo, de hoje, o escritor Ricardo Lísias considera o que lhe parece injusto: autores ganhadores dos maiores prêmios nacionais de literatura nem sempre são aqueles que se dedicam “a dizer a verdade ao poder e desafiá-lo” como entende que uma literatura de peso deva fazer. Vou desabonar a defesa que Ricardo Lísias fez da infeliz posição do diretor de cinema Lars Von Trier, como um exemplo corajoso de quem não tem medo de enfrentar os poderes vigentes. Na pressa de preparar um artigo para o jornal e no afã de defender um ponto de vista, às vezes escritores recorrem a palavras de efeito sem pesar suas consequências. Acredito que esse tenha sido o caso do autor de O livro dos Mandarins, pois até mesmo Lars Von Trier já se retratou pela infeliz piada a respeito dos nazistas que fez durante o Festival de Cinema de Cannes.
O que me surpreendeu no artigo do escritor paulista foi um resquício de elitismo intelectual – muito chegado às posições dos desacreditados sistemas políticos de esquerda — que está em desacordo com a pluralidade que a verdadeira democracia do saber atinge. A grande esperança democrática de uma educação plena tem, entre outros, o objetivo de formar alguns milhões de leitores no país. E ela não condiz com os parâmetros rígidos de VALOR (!) que o escritor parece querer aplicar, como se houvesse um POLITBURO do intelectualismo cujas normas deveríamos obedecer. Um fato incontestável: quanto mais leitores tivermos maior será o número de pessoas que divergirão das metas estabelecidas por Ricardo Lísias ou qualquer outro queira impor um valor absoluto.
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Leitora, s/d
André Kohn (Rússia, contemporâneo)
óleo sobre madeira, 45 x 34 cm
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Não é fácil viver no sistema democrático, porque ele exige aquilo que nos faz menos selvagens e mais humanos: a aceitação do outro; da maioria. E é exatamente disso que o escritor reclama:
“No Brasil, os prêmios literários são o reflexo do país. De vez em quando, protagonizamos eleições em que o melhor candidato é eleito; outras vezes permitimos que gente como Tiririca ou Clodovil (in memoriam) [sic] nos representem. Na literatura é a mesma coisa: em alguns prêmios os melhores livros são contemplados; em outros, lá vai o Tiririca, lépido e faceiro, buscar o seu troféu.”
É isso mesmo. A democracia tem dessas coisas: quem tem o maior número de votos ganha. Se quisermos, de verdade, incrementar as chances de que outras pessoas sejam eleitas será preciso aumentar o número de leitores no país; o número de pessoas com sólida escolaridade. E aí, e talvez só aí, outros políticos serão eleitos, outros autores ganharão prêmios. Mas não haverá garantia. Nunca. Não poderemos nos assegurar de que aqueles que representam os valores que nos são preciosos sejam os mais votados, os adotados, os reverenciados. Porque numa nação democrática, mesmo que educada, teremos “em cada cabeça uma sentença”.
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©Ladyce West, 2011
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Tags: Eleição, literatura, Prêmio
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Concurso estimula hábito de leitura entre criança e jovens
14 04 2009
Luluzinha
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) recebe, até o próximo dia 30, inscrições para quatro concursos destinados à promoção do hábito de leitura entre crianças e adolescentes. Os concursos são realizados em parceria com a Petrobras. Os regulamentos estão disponíveis no site da fundação, no endereço http://www.fnlij.org.br.
O 14º concurso Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil 2009 visa a premiar projetos com pelo menos dois anos de existência. “Pode ser em qualquer lugar. Pode ser na escola, na biblioteca, na rua. São projetos que já tenham uma experiência, um trabalho desenvolvido há pelo menos dois anos e que privilegiem a literatura”, afirmou a secretária-geral da FNLIJ, Elizabeth Serra.
Esse concurso foi lançado pela fundação em 1994 e retomado em 1997. Em 2003, foi iniciada a parceria com a Petrobras. “A finalidade é estimular e dar conhecimento dessas experiências que a gente sabe que há pelo Brasil, cada vez mais, de pessoas e empresas que estão procurando levar a leitura a crianças mais distantes”, explicou.
Outro concurso, o Leia Comigo, está em sua oitava edição e visa a premiar textos de adultos brasileiros ou estrangeiros residentes no país. “São dois tipos de relatos. Podem ser relatos reais, de coisas que tenham ocorrido de fato, ou relatos imaginados, ficcionais sobre essa idéia de ler junto. O que a gente está querendo promover é a importância de ler para o outro. Esse hábito estabelece relações entre membros da família, como pai e filho, irmão e avó. Como isso é rico e faz mover a leitura”!
Mais dois concursos – o Curumim e o Tamoios – são voltados, respectivamente, para leitura de obras de escritores indígenas e textos de escritores indígenas. Esta será a sexta edição de cada um deles.
Elizabeth Serra disse que os dois concursos são feitos em conjunto com o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (Inbrapi). Ela lembrou que embora a cultura indígena tenha a tradição da oralidade, a preservação da escrita voltada para as crianças garante a perpetuação dessa cultura e sua difusão.
O concurso Tamoios procura incentivar a produção de textos para crianças e jovens por escritores adultos indígenas residentes no Brasil. Já o Curumim premia o relato de trabalhos que as escolas fazem com os livros desses autores. “Então, a gente visa aos dois lados: promover a autoria desses indígenas, com textos para crianças e jovens e, por outro lado, estimular a leitura desses livros nas escolas”.
Os vencedores dos quatro concursos serão conhecidos no site da FNLIJ até o fim de maio. A premiação será feita durante o Salão do Livro Infantil e Juvenil, programado para o período de 10 a 21 de junho.
Os três vencedores do 14º Concurso FNLIJ “Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura” receberão certificados, livros e prêmios em dinheiro que variam de R$ 10 mil a R$ 3 mil. Nos demais concursos, os ganhadores receberão certificados e livros e terão seus textos publicados no informativo mensal da fundação. São concedidas também menções honrosas.
Agência Brasil
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Tags: Concurso, Incentivo à leitura, Leitura, LIVROS, Prêmio, Tamoios
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