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Ilustração Maurício de Sousa.
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Vovó, teu nome é ternura,
canção de amor e amizade.
Quem te possui, que ventura!
Quem te perdeu, que saudade!
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(Nair Starling dos Santos Almeida)
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Ilustração Maurício de Sousa.–
Vovó, teu nome é ternura,
canção de amor e amizade.
Quem te possui, que ventura!
Quem te perdeu, que saudade!
–
(Nair Starling dos Santos Almeida)
Ilustração de John Newton Howitt, para a capa da Revista Holland’s de maio de 1929.–
Eu fico pasmo, por certo,
vendo Deus, perfeito assim,
esquecer o cofre aberto
do perfume do jasmim…
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(Lacy José Raymundi)
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–Brincadeira de roda, c. 1885
Frederick Morgan (Inglaterra, 1847-1927)
Óleo sobre tela, 81 x 104 cm
Towneley Hall Art Gallery and Museum
Burnley, Lancashire, Inglaterra
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O amor eterniza as vidas
e, a vida, vem nos lembrar:
– Correntes de mãos unidas
ninguém consegue quebrar!…
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(José Maria Machado de Araújo)
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Ilustração Walt Disney.–
Mato as tristezas cantando.
Curti-las não vale a pena.
Cantando vou me livrando
da mágoa que me envenena.
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(Thalma Tavares)
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Bolinha explica sua sapiência… Ilustração Marjorie Henderson Buell.–
Eu penso, portanto existo!
René Descartes escreveu.
Mas não creia, amigo, nisto,
pois pensando ele morreu…
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(Renato Goulart da Silveira)
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Pateta e Mickey tornam-se músicos, ilustração Walt Disney.–
Quantos contrastes abriga
minha existência bizarra:
obrigado a ser formiga,
eu que nasci pra cigarra.
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(Assumpção Botti)
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Espelho, 1922, ilustração de André Edouard Marty.–
A beleza não existe
fora de quem a aprecia…
– Para quem é triste, é triste
a mais ruidosa alegria.
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(Israel Fonseca)
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Pato Donald não faz nada, ilustração de Walt Disney.–
Quem perde seu tempo em vão
com coisa pequena e fútil,
já bem sabe, de antemão,
que nada fará de útil.
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(Haroldo Castro)
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Um dia de chuva, ilustração: ignoro a autoria.–
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Lêdo Ivo
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Chove sobre a cidade
e a chuva inunda o asfalto, difunde o desastre e o desencontro
e procura abater as palmeiras que do fim da tarde
queriam apenas — graça plena — as estrelas.
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Os trovões reboam, espantando os pássaros
que vieram refugiar-se no meu quarto.
Os relâmpagos, fotógrafos do absoluto, iluminam as pessoas que passam
— são outros rostos, minha irmã, são as faces
revoltadas porque as divindades impossibilitaram os idílios,
a chegada pontual a uma casa, o já adiado trespasse com o inefável.
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As sarjetas recebem finalmente a Poesia. Como são belos
e nítidos os barcos de papel
que navegam buscando os reinos fantásticos, os inaccessíveis!
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A chuva tem uma canção. Jamais uma elegia
para saudar sua gentileza. Jamais uma ode,
um himeneu, uma écloga deploratória.
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Meu irmão, deixa que a goteira molhe tuas últimas
poesias. Pouco importa que amanhã te reconcilies com os grandes temas poéticos.
O amanhã é inconsumível. A chuva te ensina
a ser invariável sem se repetir.
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Em: Central Poética: poemas escolhidos, Lêdo Ivo, Rio de Janeiro, Aguilar:1976
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Em homenagem ao poeta Lêdo Ivo, falecido hoje, aos 88 anos.
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Natal em Moçambique, ilustração autoria desconhecida.–
Junto do berço que a luz
da fé cristã alumia,
toda criança é Jesus
e toda mãe é Maria.
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(Padre Celso de Carvalho)