Brilha o rosto de Maria
na gruta pobre de luz
ante a suprema alegria
de ser a mãe de Jesus.
(Durval Mendonça)
Brilha o rosto de Maria
na gruta pobre de luz
ante a suprema alegria
de ser a mãe de Jesus.
(Durval Mendonça)
É Natal… que a luz que brilha
seja eterna em meus caminhos,
que brilhe também na trilha
dos que caminham sozinhos.
(Wilma de Carvalho Penna)
Manhã de Natal, cartão postal.
Que saudades dos folguedos
dos meus Natais mais risonhos…
em que singelos brinquedos
amanheciam meus sonhos!
(João Freire Filho)
Evard Munch (Noruega, 1863-1944)
pastel sobre papelão, 79 x 59 cm
Coleção Particular de Leon Black
“O principal problema da arte contemporânea é que se confundiu expressão com arte. Perdeu-se a noção de que uma coisa pode ser expressiva sem ser arte. Por exemplo: se eu dou um grito, isso é expressão, mas não é arte. Para que esse grito se torne arte, é preciso que eu o transforme num poema, ou que um pintor como [Edvard] Munch faça um quadro como O Grito, em que aquilo vira uma obra plástica. Se eu me sentar no chão em cima de terra, mesmo que seja no museu, não é obra de arte. Pode ser uma atitude, uma performance adotada como protesto, como manifestação, mas não é obra de arte.”
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar (Brasil, 10-09 1930 — 4-12-2016)
No meu Natal é rotina
deixar tudo no “capricho”:
no peito faço faxina e
jogo as mágoas no lixo!
(Élbea Priscila de S. e Silva)
Natal: volte a ser criança,
colocando – em profusão –
sapatinhos de esperança…
na janela da ilusão!
(Regina Célia de Andrade)
Sótão, ilustração de Amos Sewell (1901-1983)
Brinquedos velhos, em trapos,
sem importância, parecem…
mas guardam nos seus farrapos
lembranças que não se esquecem,…
(Marina Bruna)
Ilustração de Nicolai Fomin.
Senti, no suave cheiro
que o vento me trouxe agora,
que o vento passou primeiro
pela rua onde ela mora!
(Arlindo Tadeu Hagen)
Igreja do Senhor do Bonfim, 1945
José Pancetti (Brasil, 1902-1958)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Ó sino de minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minh’alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
Em: Poesias, Fernando Pessoa, Lisboa, Ática, 1987, 12ª edição, p. 95-6.
Pato Donald escorrega,©Walt Disney.
Certo dia madruguei,
ao sair, um bom começo,
porque dinheiro encontrei
no chão, após um tropeço.
(Flávio Ferreira da Silva)