Trova do nosso ninho

29 03 2017

 

 

 

Andorinha8 wallpaperNinho de andorinhas.

 

 

Nosso ninho, bem tecido,

com fios de lealdade,

sempre estará protegido

contra chuva e tempestade.

 

(José Lucas de Barros)

 

 

 

 

 

 

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Trova das rosas

17 03 2017

 

 

primavera-no-jardim-vasos-plantas-joseph-b-platthouse-and-garden-1926-03Primavera no jardim, Joseph B. Platt, capa da revista House and Garden, março 1926.

 

 

Mesmo pisando em espinhos

por travessias penosas,

em todos os meus caminhos

farei plantio de rosas!

 

 

(Dodora Galinari)

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Menina loura, poesia de Stella Leonardos

15 03 2017

 

 

VAN DIJK, WIN (1915-1990)RetratodeMariaCatarina Douat,ost, 1957,95 X 60Retrato da menina Maria Catarina Douat, 1957

Win van Dijk ( Holanda/Brasil, 1915-1990)

óleo sobre tela, 95 x 60 cm

 

 

Menina Loura

 

Stella Leonardos

 

(Para Leilá)

 

 

É uma sílfide dançando.

É uma infanta adolescendo.

Cabelo de ouro brilhando.

Alvor de lírio crescendo.

 

Coração de cristal puro,

Alma de rosa nevada,

Sonha trepada no muro.

E não sabe que é uma fada.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956, p.51





Trova da inconstância

7 03 2017

 

 

 

004_001Ilustração de Margret Boriss

 

 

Parece o teu coração

com plataforma de trem,

qua mal despede os que vão

para abrigar os que vêm.

 

 

(Roberto Medeiros)





Teia de aranha, poesia de Olegário Mariano

3 03 2017

 

 

gao-qipei-finger-painting-of-a-spider-on-a-web-china-1684Teia de aranha,  1684

Gao Qipei (China, 1660-1734)

Pintura a dedo, sobre o papel

 

 

 

Teia de aranha

 

Olegário Mariano

 

Dizem que traz felicidade a teia

De aranha. Surge um dia, malha a malha.

E a aranha infatigável que trabalha,

Mata os insetos quanto mais se alteia.

 

Sobe ao beiral. É um berço e balanceia

Ao vento que os filetes de oiro espalha.

E ao sol iluminado, que a amortalha,

A trama iluminada se incendeia.

 

Voa a primeira borboleta ebriada.

Vem louca, primavera de ansiedade,

Mas de repente, a asa despedaçada,

 

Rola… É o fim… A tortura da grilheta…

Maldita seja essa felicidade

Que vem da morte de uma borboleta!

 

 

Em: Toda uma vida de poesia — poesias completas, Olegário Mariano, Rio de Janeiro, José Olympio: 1957, volume 1 (1911-1931), p. 117.

 

 





A máscara, de Ladyce West

26 02 2017

 

 

lucia-helena-redig-de-campos-brasil-1945

Mulher com máscara, 2005

Lucia Helena Redig de Campos (Brasil, 1945)

óleo sobre tela

 

 

 

A máscara

 

Ladyce West

 

 

Máscara?

Que máscara?

Somos todos mascarados.

Cada qual com seu disfarce

Na passarela, no palco,

Na escola, na corte,

No hospital, no bar da esquina,

Na reunião em família,

Na lágrima sem dor.

No Bom Dia! Na Boa Noite!

No “foi bom para você”?

No obrigado ingrato.

Até os super-herois precisam de suas máscaras.

Não me venha com essa de tirar a minha máscara.

Você me reconheceria?

E ao espelho de manhã?

Fazendo a barba.

Tem certeza de que sabe quem está do outro lado?

 

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro, dezembro, 2016.




Trova da roleta!

21 02 2017

 

 

 

il_570xn-821886684_j1pzDecoração de garrafa de bebida alcoólica, em cerâmica. Autor desconhecido.

 

 

 

Roleta da vida, espelho

dos enganos que cometo;

ponho as fichas no vermelho

e o destino grita: “Preto” !!!

 

 

(Izo Goldman)





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

17 02 2017

 

 

 

cesar-barralfim-de-tarde-arpoador46-x-61-cm-osm-ass-cidFim de tarde, Arpoador

César Barral (Brasil, 1949)

óleo sobre madeira,  46 x 61 cm





Nunca sei, poema de Alberto Caeiro

17 02 2017

 

 

 

carol-kossak-polonia-1845-brasil-1968-marinha-com-veleiros-oleo-s-tela-60-x-455-cm

Marinha com veleiros

Carol Kossak (Polônia 1845 – Brasil 1968 )

óleo sobre tela,  60 x 45,5 cm

 

 

 

Nunca sei

 

Alberto Caeiro

 

 

Nunca sei como é

que se pode achar

um poente triste.

Só se é por um poente

não ter uma madrugada.

Mas se ele é um poente,

como é que ele

havia de ser uma

madrugada?

 

 

Em:Poemas completos de ALberto Caeiro, Mensagem, Fernando Pessoa, Lima, Peru, Los Libros Mas Pequeños del Mundo: 2011, página, 243





Trova da cigana

15 02 2017

 

 

cigana-lendo-palma-stevan-dohanos-untitled-1950Cigana lendo a palma da mão, ilustração de Stevan Dohanos, 1950.

 

 

 

É normal ver a cigana
lendo a sorte de um cliente…
E ela diz que não se engana,
mas engana muita gente!
 –
(Edmar Japiassú Maia)

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