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Jovem mulher lendo um livro, s/d
Bela de Kristo ( Hungria, 1920-2006)
óleo sobre tela
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“Um escritor só começa um livro. Um leitor o acaba”.
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Samuel Johnson
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Jovem mulher lendo um livro, s/d
Bela de Kristo ( Hungria, 1920-2006)
óleo sobre tela
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Samuel Johnson
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Michael Faraday no seu laboratório, c. 1850
Harriet Moore (Inglaterra, 1801-1884)
aquarela
Chemical Heritage Foundation
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Um fio de cabelo encontrado no banco de um taxi, o filtro de um cigarro deixado para trás no cinzeiro de entrada de um edifício comercial são suficientes para levar a artista plástica Heather Dewey-Hagborg a construir de volta um rosto possível de quem deixou vestígios de DNA em lugares públicos. Assim, se um dia você vir o seu retrato em uma galeria de arte, daqui ou de Nova York, um retrato para o qual você não posou; um retrato cuja existência desconhecia é porque parte do seu DNA restaurado depois que você o deixou para trás pode ter sido usado para reconstruir a sua imagem. Hoje quem faz isso é a artista plástica Heather Dewey-Hegborg, como o artigo no site da National Public Radio menciona [ Litterbugs beware turning found DNA into portraits].
Confesso que mais de uma vez, enquanto no cabelereiro, pensei sobre aquelas mechas de cabelo que são rapidamente varridas do chão, como um rastro que deixamos para trás e que delata onde estivemos e o que fizemos. Mas a constatação de que alguém levou esse pensamento, essa hipótese um passo adiante, concretizando a informação do DNA de desconhecidos e os retratou de volta, é estarrecedora. E merece muito questionamento.
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Um retrato por Heather Dewey-Hegborg com as características estipuladas pela análise de DNA encontrado ao acaso.–
O processo de análise do DNA a que Heather Dewey-Hegborg submete suas amostras é científico e se você tem curiosidade sobre isso clique no link do artigo no parágrafo acima. Para mim, o que é mais interessante, neste momento, em que ainda discutimos se alguém tem o direito de escrever uma biografia sobre uma pessoa pública sem a autorização dela — como no caso do cantor Roberto Carlos — é pensar nas consequências dessa nova forma de Big Brotherismo. A habilidade de coletar o DNA de estranhos, tê-lo analisado sem permissão e chegar a um retrato daquela pessoa, é no mínimo invasivo. Levanta questões éticas de importância que não podemos deixar de lado.
Nós aqui, nos damos ao luxo de pensar que ainda temos alguma privacidade, que ainda podemos nos manter incógnitos. É falácia. Toda vez que clicamos em um anúncio do Facebook, por exemplo, os olhos do mundo estão vigiando e os anúncios que você passa a ter nas colunas à direita, de ofertas, são baseados unicamente naqueles cliques que eles sabem você ter feito. Clique a clique Facebook começa a saber quem você é. E a gerenciar as informações que você recebe. Assim como suas pesquisas no Google servem para priorizar os sites que aparecem primeiro na sua pesquisa na “search engine“. Sem que você perceba, suas escolhas são mais estreitas, mais específicas, feitas sob medida [mas que medida eles usam?] para você. Cada clique em um site ajuda a desenhar o seu retrato, os seus interesses, a sua vida.
Um retrato por Heather Dewey-Hegborg com as características estipuladas pela análise de DNA encontrado ao acaso.–
Nesse ínterim alguém pode pegar o seu DNA de um copo de plástico que você deixou na lixeira e fazer o seu retrato. Não seria isso mais invasivo do que escrever a biografia de uma pessoa pública como Roberto Carlos? Uma biografia baseada em artigos de jornal, em depoimentos de amigos e conhecidos não é afinal menos invasiva do que uma análise de DNA? Não pense que essa “arte baseada em DNA” não chegará ao Brasil por causa de seu alto custo. Nas artes, assim como em outros campos, temos tido grande sede de usarmos o que há de mais moderno. É só esperar.
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Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre cartão, 24 x 12 cm
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Bernard Jean Corneille Pothast (Bélgica 1882-1966)
óleo sobre tela, 64 x 77 cm
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Jacoba (Espanha, contemporânea)
óleo sobre tela
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János Tornyai (Hungria, 1869-1946)
óleo sobre tela
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Charles West Cope (Inglaterra, 1810-1890)
óleo sobre tela
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Joy McGinnis (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
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Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)
óleo sobre tela, tondo
Museu de Belas Artes de Nantes, França
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Giovanni della Rocca (Itália, 1788-1858)
óleo sobre tela
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Marina V. Chulovich (Rússia, 1956)
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Menino lendo, [DETALHE], c. século I
Casa dos Mistérios, Pompéia, destruida pelo Vesúvio no ano 79 a.D.
Afresco
Pompéia, Itália
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Diane Leonard (EUA)
gravura, 50 x 50 cm
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Emile Munier (França, 1840-1899)
óleo sobre tela, 175 x 125 cm
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Eugène François de Block (Bálgica, 1812-1893)
óleo sobre madeira, 52 x 40 cm
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Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Sanguínea sobre papel
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Richard Crafton Green (Inglaterra, 1869-1890)
óleo sobre tela, 45 x32 cm
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Signe & Genna Grushovenko (EUA, contemporâneos)
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A malabarista, 1993
José Antônio da Silva ( Brasil, 1909-1996)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
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Procura-se um equilibrista
que saiba caminhar na linha
que divide a noite do dia
que saiba carregar nas mãos
um fino pote cheio de fantasia
que saiba escalar nuvens arredias
que saiba construir ilhas de poesia
na vida simples de todo o dia.
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Em: Classificados Poéticos, Roseana Murray, Belo Horizonte, Migulim:1998 — 17ª edição.
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Jovem preceptora, 1885
John Dawson Watson (Inglaterra, 1832-1892)
aquarela e guache, 19 x 14 cm
Coleção Particular
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John Dawson Watson nasceu em 1832. Estudou na Manchester School of Design e na Royal Academy. Estabeleceu-se em Londres em 1860, onde trabalhou como ilustrador e aquarelista seguindo os passos de seu cunhado e de Myles Birket Foster, um amigo também artista. Contribuiu para revistas tais como Good Words e London Society. Foi também o ator de uma esplêndida edição de O Peregrino para o editor George Routledge em 1861 além de contribuir com desenhos e ilustrações para a antologia English Sacred Poetry em 1862. Em 1877, uma retrospectiva de sua obra foi organizada em Manchester. Viveu em Conway em North Wales, e lá morreu em 1892.
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Beleza italiana vendo livro no ateliê, 1886
Pieter Oyens (Holanda, 1842-1894)
óleo sobre tela, 101 x 77 cm
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Carlo Dossi
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Senhoras elegantes e homens na praia, 1926
Gerardus Hendrik Grauss (Holanda, 1882-1929)
óleo sobre tela, 73 x 98 cm
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Gerardus Hendrik Grauss nasceu em Middelburg em 1882 e faleceu em Den Haag em 1929.
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Senhora Francis Luis Mora e sua irmã, 1902
Francis Luís Mora (Uruguai-EUA 1874-1940)
óleo sobre tela
Metropolitan Museum, Nova York
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William Godwin
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Em tempos de harmonia: a alegria de viver — domingo à tarde, 1895-6
Paul Signac (França, 1863-1935)
Litografia a cores, 38 x 50 cm
Museu de Belas Artes de Houston, EUA
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Charles “Tremendous” Jones
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Festa na aldeia, 1965
Bonaventura Cariolato (Itália/Brasil, 1894-1989)
[Bairro da Boa Vista, em Franca]
óleo sobre tela, 33 x 40 cm
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Mário Mauro Matoso
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Recordo uma quermesse em Santa Rita…
A praça principal, ornamentada,
A Banda no coreto, entusiasmada,
Executando a marcha favorita…
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Defronte a uma barraca, a petizada
De olhos fitos na prenda mais bonita…
O Correio elegante… a senhorita
Que outrora fora minha namorada.
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A barraca do Bar e do Café,
O bloco do catira, o bate-pé
Sobre um tablado, rústico e bisonho…
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Assim é que relembro nossa terra,
A cidade feliz que se descerra
Na perpétua quermesse do meu sonho!
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Em: 232 Poetas Paulistas:antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 473.
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Mário Mauro Matoso [Mattoso] (SP, 1902- ?) . Poeta.
Obra:
Flâmulas e Flores, poesia, 1964