Daniel Alejandro Rojas Espinoza (Chile, 1973)
Daniel Alejandro Rojas Espinoza (Chile, 1973)
Igreja da Matriz, Alfenas, MG, 1959
José Maria de Almeida (Portugal/Brasil, 1906-1991)
óleo sobre tela, 39 x 55 cm
Steve Henderson (EUA, 1957)
óleo sobre tela, 96 x 121 cm
Autoria da ilustração, desconhecida.
Nas férias, ao chegar do colégio, onde estivera interno todo o ano, o Eduardo andava à espreita de uma oportunidade para mostrar aos pais quanta cousa aprendera. Ao jantar, chegou-lhe, enfim, o ensejo. Papai e mamãe iam ficar deslumbrados com a sua sapiência.
— “Papai, aí, nesse prato a sua frente, quantos croquetes pensa o Sr. ver? Dois não é assim?
— Nem mais nem menos: isso mesmo, respondeu o pai.
— Pois eu vou provar ao Sr. que são três. Aqui está um; aqui estão dois. 2 + 1 são 3. Logo… há três croquetes no prato.
— Mas onde estava eu com os olhos?! Perfeitamente são três croquetes. Vejo-os agora. Com que clareza você demonstra! Que grande matemático você vai dar! Você merece uma recompensa. Vamos repartir os croquetes. Quinoca ficará com o primeiro, porque é a mamãe; eu ficarei com o segundo, porque sou o papai; e você, Eduardo, ficará com o terceiro inteirinho, porque foi você quem o achou.
[Exemplo de narrativa com conversação]
Em: Flor do Lácio, [antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 227.
Theodoro Jeronymo Rodrigues de Moraes (Brasil, 1877-1956)Professor paulista. Formado pela Escola Normal Secundária de São Paulo, em 1906.
Obras:
A leitura analítica, 1909
Como ensinar leitura e linguagem nos diversos anos do curso preliminar, 1911
Meu livro: primeiras leituras de acordo com o método analítico, 1909
Meu livro: segundas leituras de acordo com o método analítico, 1910
Cartilha do operário: para o ensino da leitura…, 1918 e 1924
Sei ler: leituras intermediárias, 1928
Sei ler: primeiro livro, 1928
Sei ler: segundo livro , 1930
Ilustração de Gene Presler (EUA, 1893-?)
Augusto Frederico Schmidt
Vens chegando de longe, tão cansada,
Tão frágil e tão pálida vens vindo,
Que pareces, ó doce Lua amiga,
Vir impelida pelo vento leve.
Pelo vento gentil que está soprando
Tu pareces tangida, como um barco
Com as suas louras velas enfunadas,
E vens a navegar nos altos mares…
Atravessando campos e cidades,
Quantas artes e sortes não fizeste,
Ó triste Lua dos enamorados!
Quantas flores e virgens distraídas
Não seduziste para a estranha viagem
Por esse mar de amor, cheio de abismos!
Em: Eu te direi as grandes palavras – seleção poética, Augusto Frederico Schmidt, Rio de Janeiro, José Aguilar:1975, p. 76
Marie Nivoulies de Pierrefort (França/Brasil, 1879-1968)
óleo sobre tela, 72 x 92 cm