Rio de Janeiro, cidade olímpica!

6 05 2016

 

 

CLAUDIO FACCIOLLI Lagoa  tinta acrílica sobre tela, 120 x 136 cm. Assinado no canto inferior esquerdo. No verso, titulado, assinado, localizado e datado, Rio de Janeiro, 2014.Lagoa, 2014

Cláudio Faccioli (Brasil, 1955)

acrílica sobre tela, 120 x 136 cm





A beleza do inacabado

30 04 2016

 

 

da vinciLa Scapigliata, 1508

[Cabeça e ombros de mulher]

Leonardo da Vinci (Itália, 1452-1519)

óleo sobre madeira (pinho) , 27 x 21 cm

Galleria Nazionale di Parma, Itália

 

 

O Metropolitan Museum Breuer, mais nova filial do Museu Metropolitano de Nova York, que ocupa o edifício do antigo Whitney Museum depois deste ter encontrado outra localização, tem no momento uma interessante exposição chamada Unfinished: Thoughts Left Visible, em que trabalhos que não foram acabados estão expostos ao público.

Sempre achei fascinantes as obras de arte inacabadas porque dão a nós, meros espectadores, a ideia de onde ou para onde o pintor ou o escultor iria.  São trabalhos que iniciam um diálogo com o observador. Completamos os traços deixados para trás.  Concordamos ou não com que o que foi feito.  Temos uma aula de pintura, de desenho, de como esculpir um peça de mármore simplesmente pela observação detalhada de um obra. Conversamos com os artistas através dos séculos.

A obra de Leonardo acima faz parte dessa exposição.  Abaixo coloco alguns do meus trabalhos “inacabados”, aqueles de minha preferência. Coloco aspas na palavra inacabado, porque há momentos, como na tela de Leonardo da Vinci que é difícil declarar se o artista deixou a tela inacabada, ou se simplesmente deixou propositadamente a tela “aberta” para que completássemos aquilo que não estava sendo retratado.

 

110hellDante: Divina Comédia, década de 1480

Sandro Botticelli (Itália, 1445-1510)

Iluminura em manuscrito [Ms Hamilton, 210]

Staatliche Museen, Berlim

 

 

309davidRetrato do General Bonaparte, 1797

Jacques-Louis David (França, 1748-1825)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm

Musée du Louvre, Paris

 

 

 

26barbarSanta Bárbara, 1437

Jan van Eyck (Bélgica, 1395-1441)

Grisaille sobre madeira, 31 x 18 cm

Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antuérpia

 

 

 

03daughtAs filhas do pintor com um gato, 1761

Thomas Gainsborough (Grã-Bretanha, 1727-1788)

óleo sobre tela, 75 x 62 cm

National Gallery, Londres

 

 

8patrieA pátria em perigo, 1832

François Gérard (França, 1770-1837)

óleo e carvão sobre tela, 86 x 96 cm

Coleção Particular

 

 

5late12Mulher em traje de montaria, 1882

Édouard Manet (França, 1832-1883)

óleo sobre tela, 74 x 53 cm

Museo Thyssen-Bornemisza, Madri

 

 

 

bathshebBetsabé [Bathsheba], 1832

Karl Pavlovich Bryollov (Rússia, 1799-1852)

óleo sobre tela, 173 x 126 cm

State Tretyakov Gallery, Moscou

 

 

 

42esterVirgem Maria, Menino Jesus e S. João Batista, 1508

Rafael Sanzio (Itália, 1483-1520)

têmpera e óleo sobre madeira, 29 x 22 cm

Szépművészeti Múzeum, Budapeste





Flores para um sábado perfeito!

30 04 2016

 

 

I. SPELTRI, Vaso de antúrio - Óleo sobre papel - 70x50 cm - ACID 1988Vaso com antúrios, 1988

Ingres Speltri (Brasil, 1940)

óleo sobre papel, 70 x 50 cm





Imagem de leitura — Arie Azene

30 03 2016

 

 

Arie Azene (Israel, 1934) Blue Chairs Cafe, tecnica mistaBlue Chairs Cafe

Arie Azene (Israel, 1934)

técnica mista, 3-D, 120 x 84 cm





Domingo, um passeio no campo!

27 03 2016

 

 

PAULO ROSSI OSSIR,Paisagem Interiorana,óleo s tela, 1936,64 x 79,3 cmPaisagem interiorana, 1936

Paulo Cláudio Rossi Osir (Brasil, 1890-1956)

óleo sobre tela, 64 x 79 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

18 03 2016

 

DSC00436Daqui vejo o mundo

[Detalhe]

Maria Helena Hofmann (Brasil, 1963)

acrílica sobre tela, 100 x 100 cm





Flores para um sábado perfeito!

12 03 2016

 

 

Paulo Calazans (1947)Vaso redondo e flores vermelhasAquarela54 x 38 cmVaso redondo com flores vermelhas

Paulo Calazans (Brasil, 1947)

Aquarela,  54 x 38 cm





Viajando com Albrecht Dürer

4 03 2016

Religious procession at Saragossa, Royal 16 G VI, f. 32v, Chroniques de France ou de St Denis, Paris, after c. 1332Procissão religiosa em Saragossa, c. 1332-1350

Chroniques de France ou de St. Denis, Paris

Royal 16 G VI, f. 32v

British Library

 

Notas do Diário de Viagem de Albrecht Dürer, em 1520.

 

“No domingo depois da procissão de Nossa Sra. da Assunção vi uma grande procissão da Igreja de Nossa Senhora na Antuérpia, quando a cidade inteira de todas as classes e ofícios se aglomerou, cada qual vestido de acordo com sua posição na sociedade.  E todas as classes e guildas traziam as bandeiras, pelas quais podiam ser reconhecidos.  Em intervalos grandes e caras velas-postes eram carregadas e os longos trombones francos de prata. Ainda na tradição germânica havia muitas flautas e tambores. Todos instrumentos vivamente tocados.

Vi a procissão passar pela rua, as pessoas enfileiradas, cada homem mantendo uma certa distância de seu vizinho, mas as filas eram próximas umas das outras. Havia ourives, pintores, pedreiros, bordadores, escultores, marceneiros, carpinteiros, marinheiros, pescadores, açougueiros, curtidores, tecelões, padeiros, alfaiates, sapateiros — de fato trabalhadores de todos os naipes, e muitos artesãos e negociantes que trabalham para sua sobrevivência.  Da mesma forma, lojistas e comerciantes, e seus assistentes de todo tipo estavam lá. Depois deles vinham os atiradores com suas armas, arcos e flechas, os cavaleiros e os soldados a pé também. Seguia então um grande grupo de senhores magistrados.  Logo vinha um grupo todo em vermelho, vestido em nobre e  esplêndida maneira. Antes deles, no entanto, vieram todas as ordens religiosas e membros de algumas fundações muito devotos, todos em suas diferentes vestimentas.”

 

 

Travel Diary, Dürer, em W.M. Conway, Literary Remains of Albrecht Dürer (Cambridge; University Press, 1889): text slightly revised by J.B.R.

Encontrado em The Portable Renaissance Reader, editado por James Bruce Ross e Mary Martin McLaughlin, New York, The Viking Press: 1958, p. 232-233.

 

[Tradução é minha]





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

4 03 2016

 

 

Do Karmo Ferreira (Brasil, 1942) Este é o Rio, Mista sobre tela, 100 x 180cmEste é o Rio

Do Karmo Ferreira (Brasil, 1942)

técnica mista sobre tela, 100 x 180 cm





Ano bissexto, leva a pensar na astronomia…

29 02 2016

 

 

c8485ee478337513c93c826379a65f0aCriação do mundo, c. 1250

Iluminura

Bíblia moralisada (Codex Vindobonensis 2554), 344 x 260 mm

Österreichische Nationalbibliothek, Viena

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Às vezes é complicado explicar como cheguei a certos textos, nem vale a pena. Há uma palavra em inglês que é o meu motto: Serendipity. A tradução é inexata: ao acaso, por sorte, gosto de pensar que é por um flanar através de tópicos e ideias que chego ao que me importa. Taí, uma boa descrição. Aqui estão alguns dados interessantes sobre a evolução da astronomia.

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“Os astrônomos da Europa ocidental antes do final do século X estavam bastante incapacitados em seu trabalho por falta de instrumentos apropriados à observação dos astros. Até então seus principais instrumentos eram a esfera armilar e o relógio de sol. Para calcular as datas da Páscoa e de outras festas móveis e o tamanho dos anos, meses e dias eles dependiam dos ciclos orientais ou tabulas, que eram baseados em outros, feitos anteriormente pelos alexandrinos. Ainda que por bastante tempo antes do século X eles soubessem que seus cálculos não estavam corretos, eles eram incapazes de melhorar sua medições porque ainda não tinham recebido dos árabes melhores instrumentos e teorias astronômicas.

Só ao final do século X o conhecimento do astrolábio árabe começou a penetrar no ocidente latino.”

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[tradução minha]

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Em: Early Medieval Society, ed. Sylvia L. Thrupp, New York:1967, artigo, Lotharingia as a Center of Arabic and Scientific Influence in the 11th century, de Mary Catherine Welborn, p.237