Imagem de leitura — George Roux

18 01 2013

Georges Roux (c.1850 – 1929)

Sem título

George Roux (França, 1855- 1929)

óleo sobre tela

Alexandre George Roux, nasceu em 1855 em Ganges, na França. Foi um pintor e ilustrador francês hoje lembrado por suas ilustrações dos livros de Júlio Verne; da Ilha do tesouro de R.L. Stevenson e de muitos outros livros de aventuras. Aluno de  Jean-Paul Laurens, expôs no Salon des Artistes Français a partir de 1880.  Morreu em Paris em 1929.





Sempre bom lembrar: os direitos do leitor

16 01 2013

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Hora do silêncio, s/d

Heidi E. Press (Alemanha/EUA, contemporânea)

óleo sobre tela,  60 x 50 cm

www.heidepress.com

DIREITOS DO LEITOR

1. O direito de não ler.
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não acabar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler não importa o quê.
6. O direito de confundir um livro com a vida real.
7. O direito de ler em qualquer lugar.
8. O direito de ler trechos do meio do livro.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de não falar sobre o que se leu.

Daniel Pennac

Em, Como um romance, publicado em 1992





Imagem de leitura — Margaret Sarah Carpenter

15 01 2013

(c) Mrs Margaret Harrold-Carnon; Supplied by The Public Catalogue Foundation

As irmãs, 1839

Margaret Sarah Carpenter (Inglaterra, 1793-1872)

óleo sobre madeira, 30 x 36 cm

Victoria & Albert Museum, Londres

Margaret Sarah Carpenter nasceu em Salisbury em 1793. Começou a aprender a pintar com um mesttre local que primeiro lhe ensinou a arte do desenho.  Seus primeiros estudos em pintura foram cópias dos quadros no Castelo de  Longford, de Lord Radnor. Depois de receber um premio por u ma de suas cópias, sua carreira começou a se movimentar.  Foi para Londres em 1814 e logo se estabeleceu como uma retratista de fama. Morreu em Londres, em 1872, no dia do seu aniversário.





Palavras para lembrar — Massimo Vignelli

14 01 2013

nazi-is-reading-george-monanuliNazi está lendo, 2011

George Monanuli (Georgia, contemporâneo)

70 x 90 cm

George Monanuli

“Boas coisas se tornam permanentes.  Bons livros provavelmente continuarão na sua forma impressa”.

Massimo Vignelli





Imagem de leitura — Albert-Jan Cool

13 01 2013

Albert-Jan Cool leitora na praiaLeitora na praia

Albert-Jan Cool (Holanda, 1947)

aquarela

www.coolart.nl

Albert-Jan Cool nasceu em Oegstgeest  na Holanda em 1947.  Pintor figurativo.  Prefere cenas alegres , coloridas e brilhantes.  Pinta tanto com tintas acrílicas quanto com aquarelas. Começou seus estudos  na sua cidade natal, fazendo depois  o curso de Belas Artes em Haia à noite enquanto trabalhava durante o dia como ilustrador arqueológico, o que o permitiu de viajar pelo Oriente Médio além da Holanda através de sítios arqueológicos.  Trabalhou também como autônomo nas ilustrações de livros e revistas. Já publicou diversos livros de instrução sobre pintura entre eles  o livro A Costa, que explora os segredos da pintura em aquarela com motivos de praia, que já foi reeditado e traduzido para outras línguas.





Palavras para lembrar — Daniel Pennac

12 01 2013

Ernesto Scheffel, Hamburgo Velho [fornodepao], 1956, ost, 290x138,5cm, Hamburgo Velho

Forno de pão  [Hamburgo Velho], 1956

Ernesto Scheffel (Brasil, 1927)

óleo sobre tela, 297 x 138 cm

“A virtude paradoxal da leitura é que ela nos abstrai do mundo para encontrar nele algum sentido.”

Daniel Pennac





A sensualidade tátil de W. Radwan

11 01 2013

Expansão II - WRadwan 2012, Óleo sobre madeira 100 x100cm

Expansão II, 2012

W. Radwan (Brasil, 1953)

óleo sobre madeira e carvão, 100 x 100 cm

http://wradwan.blogspot.com.br/

Dando continuidade às postagens com artistas brasileiros, hoje quero mostrar  o trabalho de Wadgy Radwan, que exerce sua arte numa esfera única, entre a pintura e a escultura.  Sua última exposição na Galeria Maurício Pontual no Rio de Janeiro, que vi no final do ano passado,  explora contrastes.

Magma III, 110 cm x 110 cm - óleo sobre madeira e carvãoDeflexoes - WRadwan - Magma III - 2011Magma III, 2011

W. Radwan (Brasil, 1953)

óleo sobre madeira e carvão vegetal, 110 x 110 cm

http://wradwan.blogspot.com.br/

Suas obras são imponentes, mas não exageradamente.  Têm presença visual marcante.  Além disso, mexem com os sentidos. Minhas preferidas pertencem à série Magma.  À mim, pediram que fossem tocadas, que suas superfícies fossem apreciadas com a ponta dos meus dedos, para sentir as inúmeras facetas dos carvões.  Claro que não fiz isso.  Mas o apelo ao tato é exarcebado pelo contraste com a outra parte das esculturas-pinturas: a parte lisa.

wradwan(Brasil, 1953), Magma II, 2011, osmec, 110x110

Magma II, 2011

W. Radwan (Brasil, 1953)

óleo sobre madeira e carvão vegetal, 110 x 110cm

http://wradwan.blogspot.com.br/

Radwan trabalha com contrastes.  A série Magma mostra dois planos com pesos semelhantes: o ‘natural’ e o ‘industrial’ — essas denominações são minhas.  Além da superfície encrespada de carvão, existe o plano que funciona como ‘sombra’, em geral deslocada.  Enquanto as superfícies cobertas por carvão vegetal pintado são orgânicas, grossas e ásperas,  suas ‘sombras’ são suaves, polidas, e em cores contrastantes.   A ‘sombra’ — o reverso, o anti-natural, o industrial — contrasta em cor e acabamento com o que se apresenta como o natural, orgânico, intrigante.  Enquanto um plano é rico em tonalidades, o outro tem uma única cor,  lisa.

w. Radwan(brasil, 1953) magna I

Magma I, 2011

W. Radwan (Brasil, 1953)

óleo sobre madeira, 110 x 110 cm

http://wradwan.blogspot.com.br/

As obras pertencentes ao grupo Expansão continuam a explorar contrastes, mas de outra maneira.  Nelas, a maior parte da superfície é dedicada ao plano com textura, nesse caso, o carvão vegetal.  E a obra se abre, deixa espaço para mostar, revelar numa abertura, num entrever, o ponto de contraste. Esse pode ser trazido pela cor, ou pela introdução de outros elementos em relevo, manufaturados, com formas industrializadas dispersos sobre uma área  lisa, como acontece com  Expansão II  aqui abaixo.

Expansão iii, 2012

Expansão III, 2012

W. Radwan (Brasil, 1953)

óleo sobre carvão vegetal, PVC e madeira, 100 x 100 cm

http://wradwan.blogspot.com.br/

O trabalho exposto no fim de 2012 é o desenvolvimento de ideias  que já vinham sendo exploradas: contrastes entre formas naturais e  industriais, o jogo entre esses planos e a abordagem às questões ambientais.  Já anterior a esta exposição  o trabalho Esperança, delineava o caminho a ser traçado.

Obras WRadwan-- Esperança, (60 x 100 cm - Acrílica, carvão e madeira)

Esperança, 2012

W. Radwan (Brasil, 1953)

Acrílica, carvão vegetal e madeira, 60 x 100 cm

[Selecionada para o 9º Salão de Artes Plásticas da Academia Brasileira do Meio Ambiente]

http://wradwan.blogspot.com.br/

Aqui dois planos de dimensões próximas, um deles deslocado, oferecem contraste semelhante aos dos trabalhos vistos na Galeria Maurício Pontual.  Não consigo olhar para Esperança sem ter a sensação de uma metáfora análoga a do monolito negro do filme 2001 Odisséia no Espaço.  Há o elemento natural e o feito pela mão do homem, da mesma forma em que o monolito do filme é contrastado com a vida dos macacos no planeta.  O uso da geometria, da expansão de superfícies precisamente calculada, o espelhar de formas entre as obras, a abstração da cor — todos os trabalhos recentes se limitam a uma palheta de três cores: branco, negro e vermelho — tudo isso apela para a introspecção, a reflexão, chegando até mesmo a uma espiritualização provocada pela forma. Apelos familiares feitos por obras de artistas que têm um relacionamento estético com Radwan, mesmo que de gerações anteriores: Rothko e Louise Nevelson, são alguns dos que vêm à mente.

W. Radwan (Brasil, 1953)Encontros e desencontros,acrílica sPVC emadeira, 80 x 100 cm

Encontros e desencontros, 2011

W. Radwan (Brasil, 1953)

acrílica sobre PVC emadeira, 80 x 100 cm

http://wradwan.blogspot.com.br/

Em 2011, W. Radwan mostrou seus trabalhos na galeria TNT.  Lá também o formato, o abstracionismo trazem para discussão os icônes da industrialização.  É nessa fase imediatamente anterior que vejo maior familiaridade entre Radwan e o artista plástico Sérgio Camargo.  Mas acredito que o jogo de sombras e o uso abundante de produtos orgânicos na obra de Radwan tragam, pelo  menos nessa fase, maior riqueza, maior significação para quem as observa.  E ainda que seja herdeiro de Krajberg no uso das formas naturais, Radwan toma um caminho próprio, desligando-se a cada nova obra dessas influências, para realizar uma viagem própria,  singular e de extrema beleza.  É um grande prazer observar a sua obra.

©Ladyce West, Rio de Janeiro:2013





Imagem de leitura — Manuel Vacas

9 01 2013

Manuel vacas(Argentina) Feira de livros

Feira de livros

Manuel Vacas ( Espanha, contemporâneo )

óleo sobre tela

www.mvacas.com





Palavras para lembrar — Emile Faguet

8 01 2013

Marie Françoise Caroline Vallée (ativa Paris, sec XIX)Lendo Paulo e Virginia, ost,56 x 69 cmLendo Paulo e Virgínia

Marie Françoise Caroline Vallée (ativa em Paris no século XIX)

óleo sobre tela,  56 x 69 cm

Christie´s Auction House, 2010

“A arte de ler é a arte de pensar com um pouco de ajuda”.

Emile Faguet





Palavras para lembrar — Jean-Paul Sartre

3 01 2013

Anton Faistauer (Austria, 1887-1930)  A leitora, gd

Senhora à mesa com livro, 1916

Anton Faistaeur (Áustria, 1887 – 1930)

óleo sobre tela,

ColeçãoParticular em Saltzburg

www.saltzburgmuseum.at

“Tudo que sei a respeito da vida,  me parece, aprendi através dos livros”.


Jean-Paul Sartre