Helen Tabor (Escócia, contemporânea)
óleo sobre tela, 25 x 15 cm
Vicente Leite (Brasil, 1900-1941)
óleo sobre madeira
Tenho a impressão de que sempre lerei os livros de Mary del Priore com prazer. A história me fascina e meu conhecimento da história do Brasil tem se beneficiado muito com os livros da autora. Continuei sendo beneficiada pelo seu conhecimento na leitura de Beije-me onde o sol não alcança, o primeiro livro de ficção histórica de Mary del Priore. O volume de informações sobre o século XIX, tanto das fazendas cafeeiras do estado do Rio de Janeiro, como sobre a capital do império; o manancial de informações sobre costumes da época desde o aparecimento do espiritismo no interior ou de como um padre local resolveu essa questão; das roupas, da divisão dos escravos entre aqueles que trabalhavam dentro de casa, dos que trabalhavam no campo e dos que vendiam produtos para seus senhores, tudo isso foi fascinante.
Também de grande valia foi saber como os títulos nobiliárquicos eram adquiridos, por quem; que havia homens negros barões; saber dos paralelos entre a escravidão no Brasil e aquela na Rússia; saber como as fazendas cafeeiras de meados do século XIX no Rio de Janeiro eram organizadas, tudo isso foi de uma riqueza tão grande que no momento reconheço que não posso medi-la porque sei que são informações a que poderei recorrer quando e se necessário no futuro.
Mas como obra de ficção esse livro deixa a desejar. Talvez por querer iluminar o leitor com seu conhecimento Mary del Priore perca a oportunidade de fazer uma história mais lesta, mais dinâmica. Muito do que ela passa talvez fosse melhor administrado através de ações, de diálogo. Tenho a impressão de que deu-se uma batalha entre a autora historiadora e a ficcionista. A historiadora venceu. Não perdemos com isso, como leitores, porque a informação continua lá. O que perdemos foi a sensação de que esses personagens (que foram reais) existiram de fato, em carne e osso. Que a vida, dinâmica, feliz e cruel era vivida. Mesmo assim essa é uma leitura é pra lá de interessante.
Mary del PrioreNão sei se por marketing, por tentar encontrar uma maneira de popularizar essa vinheta da vida brasileira, acho que a descrição da capa “O triângulo amoroso de um conde russo, uma baronesa do café e uma ex-escrava no século XIX”, um exagero. É claro, tudo isso está no texto, mas a importância desse triângulo amoroso não é tão relevante quanto a capa dá a entender. Foi marketing e desnecessário porque a história é ótima, mesmo antes da amante ex-escrava entrar em cena e mais da metade do livro se passa sem que ela entre na história.
De qualquer modo, uma boa leitura e muito enriquecedora.
NOTA: Excelentes notas e bibliografia no final da obra.
Evelyn de Morgan (GB, 1855-1919)
óleo sobre tela, 114 x 170 cm
Russell-Cotes Art Gallery & Museum, Dorset, Inglaterra
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
Wilson W. Rodrigues
Tão longe, tão longe,
nas ondas do mar,
nos véus da neblina,
no vento a cantar,
na areia doirada
do fundo das águas
eu ouço Iemanjá…
Nem velas, nem brumas
vêm onde ela está,
nem sonho de amante
um dia virá…
Tão longe, tão longe
amada longínqua,
fantasma do mar.
Tão longe as rosas
que vão-se afogar,
levando a tristeza
que não sei matar,
por essa lonjura
que a vida separa
de minha Iemanjá…
Tão longe, tão longe,
minha alma a cantar,
há muito já foi,
pro fundo do mar,
sofrer do mistério
da amada distante,
ó doce Iemanjá!…
Em: Bahia Flor: poemas, de Wilson W Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1948, p.35-36.
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela
São muito poucas as pinturas que eu conheço celebrando a festa do Natal em que a árvore apareça. No Brasil, esta aí acima de Georgina de Albuquerque é a única que conheço. Minha coleção de imagens tem aproximadamente 85 telas. A maior parte, russa. Aqui ficam algumas delas.
Albert Chevallier Tayler (GB, 1862-1925)
óleo sobre tela
Alexei Mikhailovich Korin (Rússia, 1865 – 1923)
óleo sobre tela
Henry Mosler (EUA, 1841-1920)
óleo sobre tela
Oh, árvore de Natal
Hans Stubenrauch (Alemanha, 1875 – 1941)
óleo sobre tela, 28 x 19 cm
Elena Khmeleva (Rússia, 1966)
óleo sobre tela
Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá, 1859–1912)
óleo sobre tela
Nemakin Aleksandr (Rússia, contemporâneo)
óleo sobre tela, 100 x 120 cm
Natureza morta com uvas, caquis e flores
Monteiro Prestes (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 60 x 90 cm