Paraty em seu começo…

23 09 2014

 

 

Salvador Rodrigues Jr. (1907-1995)Rua da árvore - ParatiÓleo sobre tela40 x 50 cmRua da árvore, Paraty

Salvador Rodrigues Jr. (Brasil, 1907-1995)

óleo sobre tela, 40 x 50  cm

 

” A data de fundação de Paraty é motivo para divergências entre historiadores. Alguns pendem para o ano de 1600, quando Paraty era apenas um povoamento de paulistas de São Vicente. Outros preferem a data de 1606, quando se deu a chegada a Paraty dos primeiros sesmeiros, beneficiados com doações feitas em nome do Conde da Ilha do Príncipe, donatário da Capitania de Itanhaém.

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“O primeiro núcleo de povoamento surgiu em um morro distante 25 braças para norte do Rio Perequeaçu, onde foi erecta  uma capela em louvor a São Roque”(*). Depois, por volta de 1646, em local mais favorável, se erigiu outra capela em honra de Nossa Senhora dos Remédios, em terreno doado por Maria Jácome de Melo, para ampliação da vila, sob duas condições: a primeira, que a mesma fosse feita em devoção àquela santa, e a segunda, exigindo a segurança dos índios guaianazes moradores naquele local.

Como de hábito, o nome do santo orago foi acrescentado ao topônimo Paratii, vocábulo tupi, que significa “peixe da família das tainhas”, muito encontrado na região.

(*) Citação no texto referindo-se ao livro do Monsenhor José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, titulado: Memórias históricas do Rio de Janeiro e das Províncias anexas à jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil.

 

Em: Paraty, religião e folclore, Thereza Regina de Camargo Maia, Rio de Janeiro, Arte e Cultura (LTC Editora): 1976, pp. 20-21.





Palavras para lembrar — Ralph Waldo Emerson

23 09 2014

 

Andre Lhote (França 1885-1962) femme Lisant, 1945Mulher lendo, 1945

André Lhote (França, 1885-1962)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

 

É o bom leitor que faz o bom livro.”

 

Ralph Waldo Emerson





Nossas cidades — Curitiba

22 09 2014

 

 

pca-tiradentes, Curitiba, -paul-garfunkel-1979, ostPraça Tiradentes, Curitiba, 1979

Paul Garfunkel (França 1900- Brasil, 1981)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Thalia Flora Karavia

22 09 2014

 

 

Thalia Flora-Karavia, 1906boy-reading-1906Menino lendo, 1906
Thalia-Flora Karavia (Grécia, 1871- 1960)
Óleo
National Art Gallery e Museu Alexandros Soutzos, Atenas





Domingo, um passeio no campo!

21 09 2014

 

 

Edgar Walter, Paisagem, ose, 32x42Paisagem

Edgar Walter (Brasil, 1917-1994)

óleo sobre eucatex, 32 x 42 cm





Dia da árvore, 21 de setembro!

21 09 2014

 

 

 

antonio peticov, seven trees, 100 x 161cm ostSeven trees, 2002

Antônio Peticov (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 100 x 161 cm

www.art-bonomo.com

 

Nota: tenho a mesma imagem com duas descrições diferentes. Ambas levam o nome Seven Trees, mas aparecem com tamanhos diferentes e datas diferentes. A outra imagem vem de um casa de leilões.  Preferi esta por aparecer dentro do conjunto da obra do pintor e estar consistente com outras obras. Além do mais a galeria virtual está representando o artista.

Há é claro a possibilidade do pintor ter feito a mesma obra mais de uma vez. Isso não é raro. Muito pintores fizeram isso.





Imagem de leitura — George van Hook

20 09 2014

 

 

hook_0017Um raio de luz

George van Hook (EUA, 1954)

óleo sobre tela, 60 x 75 cm





Os maravilhosos companheiros de Suzanne Valadon

20 09 2014

 

 

Dois gatos, 1918-Suzanne-Valadon, ostDois gatos, 1918

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

Suzanne Valadon, L’arbi et la misse, 1927 Suzanne ValadonO Arbie e a Misse, 1927

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

raminou-sitting-on-a-cloth-1920Raminou sitting on a cloth (1920) by Suzanne ValadonRaminou sentado no tecido, 1920

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

Suzanne Valadon (1865-1938)   Portrait de Miss Lily Walton avec RaminouRetrato da Srta. Lilly Walton com Raminou, 1932

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

study-of-a-cat-suzanne-valadonEstudo para um gato, 1918

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

Louison et Raminou, Suzanne Valodon, 1920Louison e Raminou, 1920

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

suzanne_valadon_ma_fiere_a_quatre_ans_d5591984hMinha orgulhosa aos quatro anos, 1905

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

pastel e guache sobre papel colado em placa, 40 x 42 cm

 

raminou-and-pitcher-with-carnations-1932Raminou and pitcher with carnations - Suzanne Valadon.Raminou e jarra com cravos, 1932

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

Menina com gato, 1919, Suzanne ValadonMenina com gato, 1919

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 

Suzanne Valadon (1865-1938) Bouquet and a Cat 1919Buquê e gato, 1919

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

óleo sobre tela

 





Palavras para lembrar — Marcel Proust

20 09 2014

 

 

Mulher lendo,George Zlotescu (Romênia, 1906-1983)Óleo sobre telaMulher lendo

George Zlotescu (Romênia, 1906-1983)

óleo sobre tela

 

 

“A leitura é a maior das amizades.”

Marcel Proust





A realidade está nos olhos de quem vê!

19 09 2014

web_art_academy_Au-Moulin-de-la-Galette_Pierre-Auguste-Renoir1 HIGH DEFINITION 2Dança no Moulin de la Galette, 1876
Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Óleo sobre tela, 131 x 175 cm
Musée d’Orsay, Paris

 

Hoje dando uma olhadinha na página do Facebook de um dos meus blogs preferidos, o do Mariel Fenandes, achei a seguinte frase:

 

“A gente não vê as coisas como elas são. A gente vê as coisas como nós somos”.

 

Na quarta-feira eu tinha acabado de conversar com algumas amigas justamente sobre isso.  Mas eu falava da pintura figurativa. Ela jamais acabará, como muitos imaginaram logo depois da Segunda Guerra Mundial.  Ela não vai acabar porque cada pintor vê as coisas de maneira única e diferente.  Cada qual vê as coisas como eles são.

 

Pierre-Auguste_Renoir,_Le_Moulin_de_la_Galette HIGH 1 margauxDETALHE: Dança no Moulin de la Galette de Auguste Renoir, 1876.

Assim o quadro acima, do pintor francês impressionista Auguste Renoir, um dos mais conhecidos emblemas da pintura impressionista francesa, mostra uma festa, uma dança em um dos locais populares de Paris dos últimos anos do século XIX.  O local não era frequentado por pessoas ricas. Era de fato frequentado por jovens mulheres, trabalhadoras, costureiras, lavadeiras, passadeiras, e demais profissionais de serviço, que precisavam fazer um dinheirinho extra e, no mínimo, dançavam por música. Mas a cena acima nos dá a impressão de uma grande festa, de uma sociedade feliz e sem divisões de classes sociais.  Há homens de chapéu de palha, de cartola, de chapéu coco e mulheres com belos vestidos coloridos.  Todos se olham, todos sorriem e exalam uma sensualidade comedida. Namoricos aparecem em pleno desabrochar. Montmartre, na época, onde está localizado até hoje o Moulin de la Galette, era um bairro decadente e pobre, que havia sofrido muito com a revolta civil, que tomara o governo por 3 meses em 1871, chamada de Comuna de Paris.  Mas a tela de Renoir não demonstra nenhum sinal de uma vida pobre.  Muito pelo contrário, o status social de cada um é irrelevante. O que importa é a festa, a alegria, a camaradagem.  Renoir quis ver a vida assim.

 

federi05Moulin de la Galette, 1877
Federico Zandomeneghi ( Itália, 1841-1917)
Óleo sobre tela, 80 x 120 cm
Coleção Particular

 

O pintor italiano Federico Zandomeneghi  toma o lado oposto da visão.  Cuidadosamente pinta, um ano depois de Renoir, o mesmo local.  Desta vez vemos o Moulin de la Galette do lado de fora, na entrada. Aí, diferente da imagem que temos de Renoir, vemos uma fila de mulheres cansadas, entrando no estabelecimento em fila, umas se apoiando às outras. Mais mulheres do que homens.  Vestidos escuros, do dia a dia de trabalho; uma rua mais ou menos abandonada, com cachorros de rua vagando a esmo.  As cores são menos alegres. Temos, na verdade, o retrato de pessoas resignadas a mais umas horas de trabalho.

 

federi05 detalhe 1DETALHE: Moulin de la Galette, de Federico Zandomeneghi, 1877.

 

Onde esta a realidade?

Não sabemos.  Porque ela está conosco.  Nossas preferências irão nos aproximar mais de um pintor do que do outro.  Não há verdade.  Não há uma única realidade.