Nossas cidades: Petrópolis

24 08 2015

 

JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906-1995)Catedral de Petrópolis-RJ,1965,ost, 39 x 46Catedral de Petrópolis, 1965

José Maria de Almeida (Portugal/Brasil, 1906-1991)

óleo sobre tela, 39 x 46 cm





Domingo, um passeio no campo!

2 08 2015

 

 

DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976) - Paisagem de Petrópolis, o.s.t. - 35 x 28 cm. Assinado cie e verso, datado 1963 e localizado Petrópolis.Paisagem de Petrópolis, 1963

Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 35 x 28 cm





Domingo, um passeio no campo!

26 07 2015

 

 

BENJAMIM PARLAGRECO (1856-1902). Remanso em Trecho do Rio Piabanha - Petrópolis, óleo s tela, 51 X 70. Assinado no c.i.d.Remanso em trecho do Rio Piabanha, Petrópolis

Benjamin Parlagreco (Itália/Brasil, 1856-1902)

óleo sobre tela, 51 x 70 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

30 01 2015

 

 

???????????????????????????????Enseada de Botafogo, 1835

Emeric Essex Vidal (Inglaterra, 1791-1861)

aquarela sobre papel, 17 x 25 cm

Museu Imperial de Petrópolis





Nossas cidades: Petrópolis

26 01 2015

 

ARMÍNIO PASCUAL (1920-2006),Manhã em Petrópolis-RJ,ose, 33 x 24. Assinado (1977)Manhã em  Petropólis, 1977

Armínio Pascual (Brasil, 1920-2006)

óleo sobre eucatex, 33 x 24 cm





Nossas cidades — Petrópolis

4 08 2014

 

VICTOR FROND (1821 - 1881) 'Palais Imperial de Petrópolis' - Litografia de Eug. Ciceri Lith - Impressão de Lemercier, Paris - 36 x 48 cm.Palácio Imperial de Petrópolis, c. 1860

Victor Frond (França, 1821-1881)

litografia policromada, 36 x 48 cm

 





Domingo, um passeio no campo!

12 01 2014

FELISBERTO RANZINI - Paisagem de Petrópolis - Óleo sobre madeira - 11 x 16Paisagem de Petrópolis, s/d

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

óleo sobre tela, 11 x 16





Resenha: 24 horas na vida de uma mulher — Stefan Zweig

1 02 2009

george-goursar-sem-franca-1863-1934-roleta-em-monte-carlo-1900

Roulette em Monte Carlo, c. 1900

SEM  [Georges Goursat]  (França 1863-1934)

 

 

Foi com ansiedade e saudosismo, que li ontem, de uma só sentada, 24 horas na vida de uma mulher – um dos trabalhos mais conhecidos de Stefan Zweig.  Sempre me senti bastante familiarizada com o autor, não porque houvesse lido qualquer de seus trabalhos, mas porque seus livros faziam parte de uma pequena coleção de capa dura e letras pretas, talvez meia dúzia de volumes, que habitaram por muitas décadas as estantes da casa de meus pais.  Lembro-me principalmente da vida de Maria Antonieta cujo volume recordo nas mãos de minha mãe, em leitura e re-leituras.  E é claro, crescendo aqui no Brasil, quem não se lembraria pelo menos do título do volume Brasil país do futuro, expressão fartamente popularizada na política e peça de despedida do autor austríaco, que refugiado em Petrópolis, suicida-se em 1942 junto com sua segunda esposa.  Meus pais eram leitores de Zweig, que admiravam.  Mas, por razões desconhecidas, eu nunca o havia lido.

 

Em 2006, a  New York Times Review of Books publicou um artigo, de Joan Acocella, acompanhando a re-edição de Zweig nos EUA, que lembrava aos leitores de hoje sobre a injustiça do esquecimento de Stefan Zweig, um escritor excepcional do início do século XX, cujos contos e romances ficaram conhecidos pelos retratos psicológicos dos personagens.   Joan Acocella lembrou também da linguagem precisa do autor, de sua sutileza e gentil narrativa.  

 

zweig

 

A tradução de Lya Luft, nesta edição da LP&M é maravilhosa.  Não há nunca a sensação de que a obra foi traduzida.  Há uma cadência, uma expressão lingüística que coloca de fato Zweig no meio dos escritores da Europa germânica, eslávica.  Sua maneira de escrever, suas preocupações lembraram-me em muito os romances de Sándor Màrai.    O estilo e as preocupações dos cidadãos do antigo  império austro-húngaro são palpáveis nos trabalhos de ambos escritores.

Stefan_Zweig2Stephan Zweig

 

Acho, no entanto, que pelo menos neste livro 24-horas na vida de uma mulher, dito um dos livros favoritos de Sigmund Freud, o retrato psicológico do jogador obsessivo, talvez mesmo, pela popularidade dos estudos psicológicos através do século XX, perde um pouco do viço, da novidade.  A história é previsível.  Ligeiramente datada.  Mas o estilo, a maneira de escrever — ah! — estes aspectos estilísticos são fenomenais.  Chega a ser difícil separar um único trecho, um parágrafo para ilustrar a beleza, a claridade do texto.

 

“…Nunca no teatro fitei com tamanha atenção o rosto de um ator como olhei aquele semblante, onde, como luz e sombra sobre uma paisagem, ocorria uma incessante alternância de todas as cores e sentimentos.  Nunca segui um jogo com tamanha intensidade como no reflexo daquela estranha excitação.  Se alguém me observasse nesse instante teria considerado meu olhar fixo como uma hipnose, meu estado se parecia com isso – eu simplesmente não conseguia afastar os olhos daquela expressão facial, e tudo o  mais que havia no salão, luzes, rostos, pessoas e olhares, apenas me envolvia sem forma como uma fumaça amarela no meio da qual estava aquele rosto, chama entre chamas.  Eu não ouvia nada, nada sentia, não percebia gente ao meu lado, outras mãos que se estendiam de repente como antenas…”

 

A maneira precisa e envolvente com que Stefan Zweig caracteriza seus personagens, nos faz presa fácil, incapazes que somos, de nos separar de seu estilo mesmerizante.  Certamente encontramos no escritor um grande mestre da escrita.  E se este pequeno romance é um bom exemplo do resto de sua obra, Zweig é com certeza um escritor que não merece cair no esquecimento.