Imagem de leitura — Arthur Ernst Becher

22 01 2013

arthur ernst becher 1877-1960 GERMAN

Senhora lendo em canoa

Arthur Ernst Becher (Alemanha 1877- EUA, 1960)

aquarela sobre papel, 25 cm x ?

Swann Galleries Inc.

Arthur Ernst Becher [também escrito Beecher] nasceu em Freiburg, na Alemanha em 1877.  Emigrou para os Estados Unidos quando tinha seis anos de idade acompanhando a família que se estabeleceu em  Milwaukee, Wisconsin.  Estudou desenho com alguns dos imigrantes alemães que compunham mais de metade da população da cidade e mais tarde estudou  com Howard Pyle na Brandywine School de Ilustração em Delaware.  Trabalhou como ilustrador de livros e revistas e como pintor de cenas rurais, paisagens e cenas históricas.  Faleceu em 1960, nos Estados Unidos.





Palavras para pensar — Jules Renard

21 01 2013

duy huynh,  leitora entre pavões

Leitora entre pavões, s/d

Duy Huynh (Vietnam/EUA, contemporâneo)

acrílica sobre tela

“Quando penso em todos os livros que ainda restam a ler, tenho a certeza de que ainda serei  feliz”.

Jules Renard





Palavras para lembrar — Franklin Delano Roosevelt

19 01 2013

V

Sem título

Frederick Hendrik Kaemmerer ( Holanda, 1839-1902)

Gravura baseada em pintura do artista

18 x 27 cm

Wellcome Library, Londres

“Os livros são a luz que guia a civilização”.

Franklin Delano Roosevelt





Imagem de leitura — George Roux

18 01 2013

Georges Roux (c.1850 – 1929)

Sem título

George Roux (França, 1855- 1929)

óleo sobre tela

Alexandre George Roux, nasceu em 1855 em Ganges, na França. Foi um pintor e ilustrador francês hoje lembrado por suas ilustrações dos livros de Júlio Verne; da Ilha do tesouro de R.L. Stevenson e de muitos outros livros de aventuras. Aluno de  Jean-Paul Laurens, expôs no Salon des Artistes Français a partir de 1880.  Morreu em Paris em 1929.





Sempre bom lembrar: os direitos do leitor

16 01 2013

heide e presse_quiet_hoursAF2908268A4E

Hora do silêncio, s/d

Heidi E. Press (Alemanha/EUA, contemporânea)

óleo sobre tela,  60 x 50 cm

www.heidepress.com

DIREITOS DO LEITOR

1. O direito de não ler.
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não acabar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler não importa o quê.
6. O direito de confundir um livro com a vida real.
7. O direito de ler em qualquer lugar.
8. O direito de ler trechos do meio do livro.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de não falar sobre o que se leu.

Daniel Pennac

Em, Como um romance, publicado em 1992





Palavras para lembrar — Christian Bobin

15 01 2013

13Pieter Coecke van Aelst 1502-1550

Maria Madalena lendo,s/d

Estúdio de Pieter Coecke van Aelst (Flandres, 1502-1550)

Óleo sobre painel de madeira, 66 x 53 cm

“Poucos livros mudam uma vida. Quando o fazem é para sempre”.

Christian Bobin





Imagem de leitura — Margaret Sarah Carpenter

15 01 2013

(c) Mrs Margaret Harrold-Carnon; Supplied by The Public Catalogue Foundation

As irmãs, 1839

Margaret Sarah Carpenter (Inglaterra, 1793-1872)

óleo sobre madeira, 30 x 36 cm

Victoria & Albert Museum, Londres

Margaret Sarah Carpenter nasceu em Salisbury em 1793. Começou a aprender a pintar com um mesttre local que primeiro lhe ensinou a arte do desenho.  Seus primeiros estudos em pintura foram cópias dos quadros no Castelo de  Longford, de Lord Radnor. Depois de receber um premio por u ma de suas cópias, sua carreira começou a se movimentar.  Foi para Londres em 1814 e logo se estabeleceu como uma retratista de fama. Morreu em Londres, em 1872, no dia do seu aniversário.





Nélida Piñon e a Lagoa Rodrigo de Freitas

14 01 2013

corcovado e lagoa

Corcovado e lagoa Rodrigo de Freitas, vista de Ipanema.

“Da janela da sala, avalio a beleza da lagoa Rodrigo de Freitas, cuja estética depende da capacidade de cada qual misturar princípios, gostos, esquemas, de abrir-se para a voluptuosidade das ofertas que nos cercam. Assim, o espelho da água denuncia em que estágio estou. Se amadureci com lisura, elegância, para ser quem sou, se ainda há tempo pra me corrigir.

Mais adiante observo o morro Dois Irmãos, de aparência irreal ao se iluminar. À direita, no topo da montanha, o Cristo, de braços abertos, critica o ufanismo nacional.  Ele contempla os excessos e se cala. Da casa, em linha reta, quase no rés do chão os clubes náuticos e as pistas verdes do Jockey Clube.

Despertei cedo e pus-me a escrever com a esperança de ser tocada pela graça. Para o trabalho que ora desenvolvo, qualquer hora e local servem. Só as palavras, com seus símbolos, me pautam. A escrita brota, então, das máscaras que peço emprestadas a quem não sei, com o intuito de me apresentar em público. A escrita, contudo, à minha revelia, anota o inconfessável, a matéria da cama e dos salões. Mas como ludibriar sem a verdade da criação? Se a ficção apresenta, no seu nascedouro, uma verdade feita de falsa coerência?

Sigo para o mercado, atraída pelo supérfluo. Congratulo-me com o bairro e os seres que perambulam pelas ruas. Sei conquanto a vida não me perpetue, insisto em ser trânsfuga, andarilha, falar o português.  O que mais pedir ao Brasil?

Ao final da tarde, o crepúsculo da lagoa reafirma que a arte reconcilia os seres, aquece-os. O ano está prestes a acabar, há que prestar contas, fazer votos, pedir trégua aos desafetos, aos que se odeiam  tanto que só o assassinato lhes abrandaria o coração. Solicitar, sobretudo, mesa farta para os humilhados, febre para os indiferentes, clemência amorosa.

Jogo as cartas sobre a mesa aguardando que o ás de ouros me indique o porvir”.

 –

Em: Livro das Horas, Nélida Piñon, Rio de Janeiro, Record: 2012, pp 129-130





Palavras para lembrar — Massimo Vignelli

14 01 2013

nazi-is-reading-george-monanuliNazi está lendo, 2011

George Monanuli (Georgia, contemporâneo)

70 x 90 cm

George Monanuli

“Boas coisas se tornam permanentes.  Bons livros provavelmente continuarão na sua forma impressa”.

Massimo Vignelli





Imagem de leitura — Albert-Jan Cool

13 01 2013

Albert-Jan Cool leitora na praiaLeitora na praia

Albert-Jan Cool (Holanda, 1947)

aquarela

www.coolart.nl

Albert-Jan Cool nasceu em Oegstgeest  na Holanda em 1947.  Pintor figurativo.  Prefere cenas alegres , coloridas e brilhantes.  Pinta tanto com tintas acrílicas quanto com aquarelas. Começou seus estudos  na sua cidade natal, fazendo depois  o curso de Belas Artes em Haia à noite enquanto trabalhava durante o dia como ilustrador arqueológico, o que o permitiu de viajar pelo Oriente Médio além da Holanda através de sítios arqueológicos.  Trabalhou também como autônomo nas ilustrações de livros e revistas. Já publicou diversos livros de instrução sobre pintura entre eles  o livro A Costa, que explora os segredos da pintura em aquarela com motivos de praia, que já foi reeditado e traduzido para outras línguas.