Augustus Edwin Mulready (Irlanda, 1844-1905)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Augustus Edwin Mulready (Irlanda, 1844-1905)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Tania Beaumont (GB, 1949)
Desenho sobre papel
Este livro é uma história detetivesca passada na Arábia Saudita. Um crime ocorre e algumas pessoas ligadas à família da vítima se dispõem a descobrir o que aconteceu. Mas a verdadeira intenção da autora é mostrar a vida naquele país, o dia a dia na vida dos habitantes numa teocracia baseada na interpretação dos textos muçulmanos. E por mais que a autora se esforce para mostrar as razões das restrições sobre homens e mulheres o cerceamento de suas liberdades básicas é ressaltado.
Recomendo o livro a quem queira conhecer melhor uma sociedade com regras muito restritas às mulheres. Morei por um ano em um país muçulmano. Não tão liberal quanto a Turquia, nem tão restrito quanto a Arábia Saudita. Saí de lá convencida de que qualquer mulher que tivesse nascido no mundo ocidental não conseguiria se adaptar às regras que lhe são impostas. Este não é um mundo em que as mulheres podem florescer. A Arábia Saudita não é a exceção, as regras aplicadas por lá são mais ou menos seguidas por outras sociedades afins.
A noite do Mi’raj tem como personagem principal um devoto guia palestino, Nayir ash-Sharqi, que é tão puro e tão religioso que não consegue olhar para uma mulher sem pecar. Enquanto esta pureza pode ter algum charme, ela na verdade denota um preconceito tão grande, que torna Nayir ash-Sharqi numa caricatura, ainda que homens como ele existam mais numerosos e frequentes do que imaginamos. Na verdade as mulheres, para esses religiosos, são tão perigosas que a pureza de espírito de um homem é ofendida por sua mera presença.
Zoë Ferraris
Este livro foi premiado duas vezes: 2009, Alex Award e 2008, Los Angeles Times Book Prize — Primeiro Livro de Ficção. Para mim sua melhor faceta é descrição da vida na Arábia Saudita. A trama de suspense com a resolução do crime só começou a me cativar da metade do livro em diante. Uma leitura de puro entretenimento. Três estrelas de cinco como o máximo.
Barbara A. Wood (EUA, contemporânea)
Litografia, 40 x 60 cm
Aliberto Baroni (Brasil, 1911-1994)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Amantes da leitura em geral têm um fraco por histórias, romances, novelas em que livros são protagonistas ou fazem parte essencial da trama. O leitor do trem das 6h 27 de Jean-Paul Didierlaurent já pelo título nos prepara para um deleite do gênero. E é. No entanto, essa é uma história cuja tema central talvez não seja livros mas o cultivo da amizade e do amor através da palavra escrita.
Sim, há um leitor que lê em voz alta páginas soltas de livros diversos, para uma plateia no trem da manhã. Muitos de seus ouvintes se encantam com as passagens escolhidas ao acaso: elas fazem a imaginação borbulhar, trazem excitação ao dia a dia e são capazes de preencher vidas que de outro modo poderiam ser alienadas. Um por um, cada ouvinte encontra sua verdade, sua história, na interpretação dos trechos de ficções narrados pelo leitor do trem. É o que acontece com as irmãs Delacôte que eventualmente convidam o leitor do trem para sessões de leitura e entretenimento, para elas e amigos.
Nesse pequeno romance de Jean-Paul Didierlaurent as palavras escritas são mágicas. Elas são a chave do amor e da amizade. Elas saram, purificam e restabelecem. Garantem companheirismo e fraternidade, benevolência e apego. Os gestos de ternura, de simpatia, entre o leitor e seu colega Giuseppe, vítima de um acidente no trabalho, são verdadeiras odes à mágica da palavra impressa. Até mesmo o leitor do trem, que solitário cultiva a companhia de um peixinho de aquário, eventualmente sucumbe à magia da palavra escrita e por ela encontra o amor.
Jean-Paul Didierlaurent
O mundo de Guylain Vignolles, funcionário de uma companhia de desencalhe de livros, parece inicialmente sem esperança, abjeto, rude e descortês. Mas aos poucos testemunhamos os pequenos milagres, aqueles que acontecem quando prestamos atenção nas palavras impressas. E… surpresa! Quase tudo se resolve. Hábil contador de histórias, Didierlaurent escreveu um conto de fadas para a nossa época. Há monstro, vilão, mágica, boas ações, madrinhas, princesa e final feliz. Que mais podemos querer para cultivar um bom astral?
Jessie Willcox Smith (EUA, 1863-1935)
Retrato de Nicolas Legrand e seu neto Joseph-Adolphe De Pujol, 1815
Alexandre-Denis Abel de Pujol (França, 1785-1861)
óleo sobre tela, 113 x 95 cm
High Museum of Art, Atlanta, Ga
Elizabeth Allan-Fraser sentada, lendo com gato
Patrick Allan-Fraser (GB, 1813-1890)
óleo sobre tela, 50 x 64 cm
Hospitalfield Arts, Grã-Bretanha
Jacques Louis David (França, 1748-1825)
óleo sobre tela, 66 x 55 cm
The Art Institute of Chicago
Fritz von Uhde (Alemanha, 1848-1911)
óleo sobre tela, 145 x 116 cm
Pekka Halonen (Finlândia, 1865-1933)
óleo sobre tela
Museu de Arte Moderna de Espoo, Finlândia







