Imagem de leitura — Anônimo

25 10 2015

 

 

Marie_von_Sachsen-Weimar2Princesa Marie von Preußen numa cena em jardim romântico, 1838

Pintor alemão anônimo

Deutscher Kunstverlag Munique Berlim





A boa literatura: Raphael Montes

22 10 2015

 

 

Wiggins, Toby, Natalie-Reading-50-x-40-cm-20-x-16-inches-oil-on-canvasNatalie lendo

Toby Wiggins (GB, contemporâneo)

óleo sobre tela, 80 x 50 cm

Coleção Particular

www.tobywiggins.co.uk

 

 

A boa literatura investiga a alma humana e seus desejos mais recônditos.”

 

Raphael Montes

 

Em: “Escritores jovens”, Raphael Montes, O Globo, 21/10/2015, 2º caderno, página 8.





Imagem de leitura — Louis Valtat

22 10 2015

 

 

valtat-vollardRetrato de Ambroise Vollard, 1949

Louis Valtat (França, 1869-1952)

Óleo sobre tela

Musée Léon Dierx, Saint-Denis, Île La Réunion.





A coragem da verdade, texto de Márcio Tavares D’Amaral

17 10 2015

 

 

Gabriele Munter moça sentadaMoça na poltrona, escrevendo

Gabriele Munter (Alemanha, 1877-1962)

 

 

“Digo aos meus alunos que começam uma frase com “eu acho” que refaçam a questão quando puderem dizer “eu penso”. Porque, na filosofia, é da verdade que se trata. Não de opiniões. Opiniões desgarram, ancoram-se nas manias do sujeito. A verdade pede muita amorosidade e muito trabalho. Porque está escondida debaixo de uma montanha de opiniões “achadas”. Fica ali perdida. Até que o trabalho seja feito, com calma, demora e alegria, e ela possa aparecer. Às vezes nem é grande coisa: saber onde está a razão numa briga de vizinhos. Às vezes é uma coisa enorme: o bóson de Higgs, o vírus da AIDS. Não sabemos de antemão. É preciso paciência. Foucault deu ao seu último curso o lindo título de “A coragem da verdade”. Pois é isso mesmo.”

 

Em: “Tenho certeza. Eu acho”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 17/10/2015, 2º caderno, página 2.





Imagem de leitura — William Mulready

16 10 2015

 

 

William Mulready, RA,Rustic Happiness, or Father and Child,Oil on panel;  1828, 22 x 18 cm (GBFelicidade rústica, 1828

William Mulready (Irlanda, 1786-1863)

óleo sobre madeira, 22 x 18 cm





Imagem de leitura — Augustus Edwin Mulready

15 10 2015

 

 

Augustus Edwin Mulready ( Irlanda, 1844-1905) Uma leitura sossegada, 1875, ost, 40x30cm, Maas Gallery, LondresUma leitura sossegada, 1875

Augustus Edwin Mulready (Irlanda, 1844-1905)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm





Resenha: “A noite do Mi’raj” de Zoë Ferraris

13 10 2015

 

 

tania beaumont (GB, 1949) veiled womanMulher com burca

Tania Beaumont (GB, 1949)

Desenho sobre papel

 

Este livro é uma história detetivesca passada na Arábia Saudita. Um crime ocorre e algumas pessoas ligadas à família da vítima se dispõem a descobrir o que aconteceu. Mas a verdadeira intenção da autora é mostrar a vida naquele país, o dia a dia na vida dos habitantes numa teocracia baseada na interpretação dos textos muçulmanos. E por mais que a autora se esforce para mostrar as razões das restrições sobre homens e mulheres o cerceamento de suas liberdades básicas é ressaltado.

Recomendo o livro a quem queira conhecer melhor uma sociedade com regras muito restritas às mulheres. Morei por um ano em um país muçulmano. Não tão liberal quanto a Turquia, nem tão restrito quanto a Arábia Saudita. Saí de lá convencida de que qualquer mulher que tivesse nascido no mundo ocidental não conseguiria se adaptar às regras que lhe são impostas. Este não é um mundo em que as mulheres podem florescer. A Arábia Saudita não é a exceção, as regras aplicadas por lá são mais ou menos seguidas por outras sociedades afins.

 

6868031G1

 

A noite do Mi’raj tem como personagem principal um devoto guia palestino, Nayir ash-Sharqi, que é tão puro e tão religioso que não consegue olhar para uma mulher sem pecar. Enquanto esta pureza pode ter algum charme, ela na verdade denota um preconceito tão grande, que torna Nayir ash-Sharqi numa caricatura, ainda que homens como ele existam mais numerosos e frequentes do que imaginamos. Na verdade as mulheres, para esses religiosos, são tão perigosas que a pureza de espírito de um homem é ofendida por sua mera presença.

 

Zoe_FerrarisZoë Ferraris

 

Este livro foi premiado duas vezes: 2009, Alex Award e 2008, Los Angeles Times Book Prize — Primeiro Livro de Ficção. Para mim sua melhor faceta é descrição da vida na Arábia Saudita. A trama de suspense com a resolução do crime só começou a me cativar da metade do livro em diante.  Uma leitura de puro entretenimento. Três estrelas de cinco como o máximo.





Imagem de leitura — Barbara A. Wood

12 10 2015

 

 

Barbara A Wood (EUA, contemp) Sunday Afternoon, 2006Tarde de domingo, 2006

Barbara A. Wood (EUA, contemporânea)

Litografia, 40 x 60 cm





Resenha: “O leitor do trem das 6h 27” de Jean-Paul Didierlaurent

8 10 2015

 

Aliberto BARONI (Brasil, 1911-1994) - Figuras no bonde - OST -CIE - 50 x 70 cm.Figuras no bonde

Aliberto Baroni (Brasil, 1911-1994)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

Amantes da leitura em geral têm um fraco por histórias, romances, novelas em que livros são protagonistas ou fazem parte essencial da trama.  O leitor do trem das 6h 27 de Jean-Paul Didierlaurent já pelo título nos prepara para um deleite do gênero.  E é.   No entanto, essa é uma história cuja tema central talvez não seja livros mas o cultivo da amizade e do amor através da palavra escrita.

Sim, há um leitor que lê em voz alta páginas soltas de livros diversos, para uma plateia no trem da manhã. Muitos de seus ouvintes se encantam com as passagens escolhidas ao acaso: elas fazem a imaginação borbulhar, trazem excitação ao dia a dia e são capazes de preencher vidas que de outro modo poderiam ser alienadas. Um por um, cada ouvinte encontra sua verdade, sua história, na interpretação dos trechos de ficções  narrados pelo leitor do trem. É o que acontece com as irmãs Delacôte que eventualmente convidam o leitor do trem para sessões de leitura e entretenimento, para elas e amigos.

 

O_LEITOR_DO_TREM_DAS_6H27_1440449597523368SK1440449597B

 

Nesse pequeno romance de Jean-Paul Didierlaurent as palavras escritas são mágicas.  Elas são a chave do amor e da amizade.  Elas saram, purificam e restabelecem. Garantem companheirismo e fraternidade, benevolência e apego.  Os gestos de ternura, de simpatia, entre o leitor e seu colega Giuseppe, vítima de um acidente no trabalho,  são verdadeiras odes à mágica da palavra impressa. Até mesmo o leitor do trem, que solitário cultiva a companhia de um peixinho de aquário, eventualmente sucumbe à magia da palavra escrita e  por ela encontra o amor.

 

didierlaurentJean-Paul Didierlaurent

 

O mundo de Guylain Vignolles, funcionário de uma companhia de desencalhe de livros, parece inicialmente sem esperança, abjeto, rude e descortês.  Mas aos poucos testemunhamos os pequenos milagres, aqueles que acontecem quando prestamos atenção nas palavras impressas. E… surpresa!  Quase tudo se resolve. Hábil contador de histórias, Didierlaurent escreveu um conto de fadas para a nossa época. Há monstro, vilão, mágica, boas ações, madrinhas, princesa e final feliz. Que mais podemos querer para cultivar um bom astral?





Imagem de leitura — Jessie Willcox Smith

5 10 2015

 

 

Menina na escola, Jessie Willcox SmithMenina na escola

Jessie Willcox Smith (EUA, 1863-1935)